Conexão Lia Nagel

domingo, 21 de fevereiro de 2021

A saúde masculina e o tabagismo



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é um hábito masculino. Mais de 1 bilhão de homens no mundo todo são fumantes – 35% dos homens em países desenvolvidos e 50% dos homens em países em desenvolvimento. Apesar de recentemente ter ocorrido um leve declínio no número de homens fumantes e aumento no número de mulheres fumantes, esta queda ainda é pouco expressiva e milhões de homens ainda sofrem e morrem dos malefícios do fumo. Os homens com maior nível socioeconômico e escolaridade apresentam índices menores de tabagismo, sendo o vício mais comum entre homens mais pobres e com menor nível de escolaridade.



Em nosso país, temos 32 milhões de fumantes (30% dos homens e 20% das mulheres). Os homens também fumam uma quantidade maior de cigarros por dia quando comparados às mulheres. Diversos estudos, no entanto, apontam para um aumento do número de mulheres fumantes em regiões mais desenvolvidas, especialmente nas grandes capitais. Estima-se que o tabagismo seja diretamente responsável por: 30% das mortes por câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25%das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Enfisema Pulmonar e Bronquite Crônica), e 25% das mortes por Acidente Vascular Cerebral (Derrame Cerebral). No Brasil, anualmente morrem 80 mil pessoas, precocemente, devido ás doenças provocadas pelo tabagismo (doenças evitáveis).

Doenças ligadas ao tabagismo masculino
Com mais de 4.000 substâncias tóxicas, o fumo é capaz de causar com agressividade diversas doenças nos homens. Associado ao álcool pode aumentar ainda mais o risco para tumores como os da boca e da faringe.,entre outras doenças.

Câncer nos pulmões

Tumores malignos - Câncer no rim está também associado ao tabagismo, especialmente se associado a hipertensão arterial e obesidade, aumentando em até duas vezes o risco da doença Este risco é diretamente proporcional ao número de cigarros consumidos e à idade do indivíduo. Câncer de Bexiga , tem no tabagismo seu principal fator de risco, sendo responsável por 50% dos casos.

O fumo aumenta cerca de 4 vezes o risco de desenvolver câncer na bexiga tanto para homens quanto para mulheres. .Aqui o risco também é proporcional ao consumo, sendo que acima de 15 a 20 cigarros por dia triplica este risco.
Câncer de próstata e tabagismo, ainda não está bem estabelecida esta relação, necessitando maiores estudos.

Disfunção Erétil - O tabagismo é um fator de risco independente para a indução de impotência sexual vasculogênica., especialmenmte se associado a outros fatores(hipertensão arterial, diabetes e alcoolismo crônico). O fumante tem uma chance de 1,5 vez maior de desenvolver a impotência sexual quando comparado ao homem não fumante . A causa desta disfunção erétil seria por lesões arterioscleróticas nas artérias que levam o sangue ao pênis. O fumo induziria ainda a inibição do relaxamento da musculatura lisa endotelial e uma diminuição da liberação de mediadores neuromusculares, agravados pelo efeito tóxico direto da nicotina e do monóxido de carbono no endotélio vascular. Por estes efeitos, o aparecimento da impotência sexual em fumantes é mais precoce (10 anos) que em não fumantes

Infertilidade - Diversos autores têm demonstrado que o fumo pode afetar a função reprodutiva masculina como a qualidade seminal, a fecundidade e a fertilidade masculina, assim como desenvolvimento de proles anormais.
Considerando estes riscos, esforços e investimentos em saúde pública devem ser direcionados para o combate ao tabagismo masculino, especialmente com programas de controle que considerem os diversos fatores culturais, psicológicos e sociais que històricamente associam o homem ao cigarro. Além disso, homens fumantes devem ser encorajados a parar de fumar e encaminhados para tratamento específico como associação de reposição de nicotina, uso da drogas bupropiona ou vareniclina e abordagem cognitivo-comportamental.. Homens tabagistas devem ser avaliados clinicamente com rastreamento específico para as doenças mais prevalentes em fumantes.

Fonte: Dr. Márcio Cota




Como proteger a fertilidade masculina


Muitos homens não sabem que fumar, beber ou usar drogas, pode afetar sua fertilidade.

A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) acaba de lançar uma campanha de educação sobre o tema que explica como proteger suas possibilidades de ser pai.

Além dos danos que causam ao seu corpo e mente em geral com o uso de Esteróides (Anabolizantes), cigarro, maconha ou álcool, talvez você não saiba que sua capacidade para ter filhos pode ser seriamente afetada se esses hábitos não forem abandonados.
Eles podem afetar de maneira considerável sua função testicular, fazendo com que você produza espermatozóides com formas anormais, com menos mobilidade que o normal e inclusive podem fazer com que você tenha baixa produção de esperma.
Outra dica importante é que se você mantém relações sexuais sem prevenção pode estar “hipotecando” seu futuro.
As doenças sexualmente transmissíveis como a gonorréia, muitas vezes não apresentam sintomas e se não forem tratadas, podem deixar estéril. As recomendações são que nunca deixe de usar preservativos para prevenir o contágio destas doenças.
Um fator importante na fertilidade masculina é a temperatura. Se você tem o hábito de tomar banhos muito quentes, fazer hidromassagem com água bem quente, pode estar prejudicando sua capacidade reprodutiva, já que a exposição a altas temperaturas na área escrotal diminui a quantidade de espermatozóides.
Se usar roupas interiores apertadas, também poderá afetar a quantidade de esperma.
Os espertos em medicina reprodutiva aconselham pensar em sua fertilidade não só quando desejem ser pais, mas muito antes disso.
As coisas que faz ou deixa de fazer hoje podem afetar suas possibilidades de ser pai no futuro. A prevenção ainda é o melhor a fazer.






Fonte: Site Ultrassom

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Solidão e sensação de inutilidade comprometem a saúde dos idosos


Doenças como hipertensão e fibromialgia, com causas emocionais, são comuns na velhice

Um dia você olha no espelho e percebe que o tempo passou. O corpo e a pele já não são os mesmos, a disposição vai dando espaço ao cansaço e a insegurança das primeiras experiências se transformou em sabedoria.
Muitos idosos lidam bem com esta situação e até fazem da Terceira Idade, a melhor fase de suas vidas, saindo para dançar, participando de grupos de atividades e curtindo tudo o que a vida pode lhes oferecer sem dar espaço para a solidão, porém, boa parte deles não consegue superar a sensação de inutilidade e vazio decorrentes das mudanças no corpo e na rotina e acaba se isolando de seu ciclo social, seja por vergonha de estar parado, seja por se sentir descartado: "muita gente acha que os problemas de saúde dos idosos são decorrentes da saúde fragilizada. De fato, nosso organismo fica mais vulnerável com o passar dos anos e, assim como toda máquina, vai perdendo suas reservas, mas manter a autoestima em alta e receber afeto ajuda a fortalecer o sistema imunológico nesta fase da vida", explica o psicofisiologista da Unifesp, Ricardo Moneze.
Um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos comprova o poder das emoções na saúde dos idosos. Depois de avaliar 229 pessoas, com idade entre 50 e 68 anos, os pesquisadores descobriram que idosos solitários têm pressão sanguínea até 30% mais elevada do que os mais ativos.
Além disso, constataram também, que estes pacientes são mais propensos a apresentar doenças cardíacas.
Mas eu nem comecei a viver ainda!
Um dos grandes dilemas dos idosos é assumir para si mesmos que a idade chegou e conseguir manter o ânimo mesmo depois de perceber que o corpo e a vida já não seguem no mesmo ritmo da época da juventude:
"alguns sofrem e teimam em aceitar que a idade chegou. Em geral, isso acontece porque se criou uma ideia falsa de que a terceira idade é ruim. Estar velho não é um problema ou uma doença e pode representar o começo e não o fim, como muitos pensam. Você pode até não conseguir mais dançar salsa como gostava, mas pode começar uma aula de tango ou uma valsa e descobrir o prazer destas outras danças", explica Moneze. "Ser idoso significa acumular experiências e não deixar de vivê-las",continua.
Aposentado?
Que nada! Outra situação que leva os idosos ao isolamento, é a sensação de inutilidade diante da aposentadoria. Para eles, principalmente para os homens, deixar de trabalhar significa deixar de ser útil e capaz de comandar sua própria vida e o isolamento funciona como válvula de escape nestes casos: "é uma questão social. Desde sempre o trabalho dignifica o homem, porém, não ter uma ocupação formal não significa que a pessoa é inútil, ela apenas já cumpriu suas obrigações quanto a isso e está na fase de aproveitar e descansar", explica.
Se a sensação de ficar parado incomoda, que tal fazer uma aula de dança ou um curso de artesanato? Participar de grupos da Terceira Idade também pode ajudar a manter a mente saudável.
Se no começo da vida reunimos amigos, aumentamos a família e vemos a prosperidade como sinônimo de ganhos, na velhice, uma das coisas mais desagradáveis e dolorosas é lidar com as perdas. É o melhor amigo que se foi, o filho que mudou de cidade, a aposentadoria, a beleza que dá lugar as rugas.
Sem dúvida, lidar com tantas perdas é muito difícil e doloroso e exige maturidade e preparo emocional para não causar medos, traumas e depressão, mas não adianta encará-las como algo negativo, elas são naturais na vida de qualquer pessoa e devem ser vistas como tal: "não dá para achar que a vida se resume em perdas. Elas doem, a saudade bate na porta, mas a vida é assim e não há nada que se possa fazer para mudar isso. O melhor é encarar e seguir em frente pensando não no que se perdeu, mas no que ainda é possível ganhar", diz.
Descartável por quê?
Muitas vezes, não é o idoso que se isola, é a família que o deixa de escanteio por não ter paciência ou por falta de tempo para conversar e dar a atenção necessária.
Nestes casos, é preciso que todos os que convivem com o idoso se sensibilize e perceba que deixá-lo de lado pode trazer consequências graves em função da sensação de abandono:
"para se ter uma ideia da gravidade do problema, mais da metade dos idosos atendidos no consultório apresentam doenças típicas de quem está sofrendo emocionalmente. São quadros clínicos diversos, como psoríase e hipertensão, mas que em geral, são motivados por solidão e tristeza", explica Ricardo.
Algumas doenças motivadas pelo estresse emocional, bastante comuns na velhice:
-Fribromialgia: "o idoso passa a sentir dores e incômodos e acha que tem a ver com a fraqueza dos ossos, mas muitas vezes elas são decorrentes da apatia e não da debilidade do sistema imunológico", explica Ricardo.
-Psoríase: "as doenças de pele são mais comumente relacionadas a saúde emocional do paciente. Nos idosos, tem havido um crescimento considerável do número de casos deste tipo de patologia em função da dor emocional", continua. - Hipertensão: a falta de ocupação e a tristeza provocam um quadro de estresse emocional nos idosos e por isso a pressão arterial sobe.
-Falta de vitamina D: como têm a mobilidade comprometida pelos aspectos típicos da idade e tendem a se isolar em decorrência da depressão, os idosos não pegam sol, uma das principais fontes de absorção de vitamina D o que ocasiona uma deficiência deste nutriente no organismo. Os baixos níveis de vitamina D estão relacionados à depressão, incontinência urinária e até câncer de mama.
Uma balança com saldo positivo
Uma das melhores alternativas para melhorar a qualidade de vida dos idosos, segundo o especialista é mudar a concepção negativa de velhice e fazer uma avaliação dos aspectos negativos e positivos da vida até ali. É só comparar para ver qual lado da balança pesa mais: "não tem como dar saldo negativo. Por pior que tenha sido sua vida, você pode aprender com ela, conheceu pessoas, amou, riu, chorou, isso é viver e a sabedoria dos mais velhos ajuda a compreender a vida desta maneira, basta tentar", sugere.
De bem com a vida
Se o assunto é qualidade de vida na terceira idade, a dica é relaxar e curtir o momento: "a melhor maneira de afastar os pensamentos ruins é ocupar a cabeça e o tempo com atividades prazerosas, assim, mente e corpo entram em harmonia sem sofrimentos e frustrações", explica Ricardo.
Quer curtir a terceira idade longe da solidão? Preste atenção nas dicas do especialista:
-Pratique exercícios físicos. Eles trazem saúde, bem-estar e favorecem o contato social.
-Mantenha uma alimentação equilibrada, sem muita gordura, sal e açúcar. Mas não se torture, a hora da refeição tem que ser prazerosa.
-Evite cigarros e bebidas alcoólicas. "Os vícios fazem mal a saúde em qualquer fase da vida, mas quando acumulados, na velhice podem trazer consequências maiores", afirma Ricardo.

Fonte: MinhaVida