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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ventos: Algumas curiosidades (atualizado)



Classificação dos ventos e fenômenos meteorológicos de acordo com sua intensidade:


Classificação dos ventos:



Vento: termo genérico que identifica o ar em movimento, independente da velocidade.

Brisa: é um vento de pouca intensidade, que geralmente não ultrapassa os 50 km/h.

Monção: começa no início de junho no sul da Índia. São ventos periódicos, típicos do sul e do sudeste da Ásia, que no verão sopram do mar para o continente. A monção geralmente termina em setembro, caracterizando-se por forte chuva associada a ventos.

Ciclone: Caracteriza-se por uma tempestade violenta que ocorre em regiões tropicais ou subtropicais, produzida por grandes massas de ar em alta velocidade de rotação. Evidencia-se quando ventos superam os 50 km/h.

Furacão: vento circular forte, com velocidade igual ou superior a 119 km/h. Os furacões são os ciclones que surgem no mar do Caribe (oceano Atlântico) ou nos Estados Unidos. Giram no sentido horário (no hemisfério sul) ou anti-horário (no hemisfério norte) e medem de 200 km a 400 km de diâmetro. Sua curva se assemelha a uma parabólica.

Tufão: é o nome que se dá aos ciclones formados no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico, entre julho e outubro. É o mesmo que furacão, só que na região equatorial do Oceano Pacífico. Os tufões surgem no mar da China e atingem o leste asiático.

Tornado: é o mais forte dos fenômenos meteorológicos, menor e mais intenso que os demais. Com alto poder de destruição, seus ventos atingem até 500 km/h. O tornado ocorre geralmente em zonas temperadas do hemisfério norte.

Vendaval: vento forte com um grande poder de destruição, que chega a atingir até 150 km/h. Ocorre geralmente de madrugada e sua duração pode ser de até cinco horas.

Willy-willy: nome que os ciclones recebem na Austrália e demais países do sul da Oceania.

Conceito de Jet Stream



A expressão Jet Stream designa o vento de grande altitude, que sopra a alta velocidade (entre os 180 e os 250 km/h, podendo mesmo atingir os 500 km/h) entre os 9 e os 15 km de altitude. O mais importante deste ventos sopra nas latitudes médias, em ligação com o frente polar e com a direção Oeste-Este.
Assista ao vídeo: http://youtu.be/6aLk6b0vNUc

Características das correntes de jatos


Correntes de Jato (ou jet streams)

Devido às grandes diferenças de temperatura entre os trópicos e os pólos, bandas de ventos fortes de oeste se desenvolvem em altas latitudes (geralmente 7-15km acima do solo) e em médias latitudes. O padrão não é um fluxo uniforme oeste-para-leste mas, ao contrário, existe como um campo que apresenta vários meandros, como se fosse um rio. Dentro dessas bandas de ventos de oeste, zonas localizadas de máxima velocidade podem ser encontradas. Este conjunto é frequentemente referenciado como Correntes de Jato (ou jet streams).

Duas bandas de ventos de oeste na alta atmosfera estão usualmente presentes em cada hemisfério, entre aproximadamente 25º e 60º de latitude. A banda que fica mais próxima dos pólos é chamada de Jato Polar (polar jet stream), enquanto que aquela mais próxima dos subtrópicos é chamada de Jato Subtropical (subtropical jet stream). Essas correntes de jato são uma parte importante do sistema de troca de calor da Terra, uma vez que ajudam na transferência do superávit de energia dos trópicos em direção aos pólos e do excesso de frio das regiões polares em direção ao equador.

As correntes de jato são também ingredientes chave na previsão de tempo. O jato polar marca frequentemente os limite entre o ar polar frio e o ar subtropical mais quente. O jato subtropical usualmente separa o ar subtropical mais frio do ar tropical ainda mais quente. Cada uma dessas regiões limites inclui um gradiente de temperatura significante e uma grande quantidade de energia dinâmica; portanto, as áreas que eles afetam frequentemente experimentam padrões de tempo bastante dinâmicos. As correntes de jato também são importantes para os pilotos por causa dos ventos fortes que podem tanto acelerar quanto reduzir a velocidade do cruzeiro, dependendo da direção que a aeronave está voando. Turbulência causada pelos jatos pode também afetar a segurança da aeronave e o conforto dos passageiros.

As características das correntes de jato mudam com as estações. 
No inverno, por exemplo, a corrente de jato polar no Hemisfério Norte está normalmente localizada entre 30o N e 35oN e seus ventos podem atingir 300km/h. No verão, contudo, a corrente de jato polar vai muito mais para norte (aproximadamente 50oN) e os ventos atingem apenas 160km/h.

O jato subtropical também sofre variações similares sazonais. Essas mudanças estão relacionadas com as mudanças de estação que correspondem à forma na qual a área de máximo aquecimento na Terra migra ao longo do ano. As diferenças sazonais na velocidade do vento dentro das correntes de jato ocorrem porque durante o inverno, quando o pólo está na escuridão, o gradiente de temperatura entre a região equatorial e polar atinge o seu máximo. Durante os meses de verão, a diferença de temperatura entre o pólo e o equador é a menor possível e os ventos são mais fracos. Esse raciocínio vale para ambos os hemisférios.

Assista ao vídeo: http://youtu.be/uu7I5LVrLxA



 

CICLONE

É um fenômeno atmosférico em que os ventos giram em sentido circular, tendo no centro uma área de baixa pressão. No hemisfério sul, o vento gira em sentido horário e no norte, no sentido anti-horário.
Os ventos de um ciclone podem chegar a 200 km/h e, geralmente, apresentam-se acompanhados de fortes chuvas (tempestades). Estas precipitações ocorrem, pois o ar quente se eleva, formando assim as nuvens.
Os ciclones formam-se, geralmente, em regiões de clima tropical e equatorial, em áreas do oceano com águas quentes.
Quando um ciclone nasce e se desenvolve no Oceano Atlântico ele é chamado de furacão. Quando o ciclone é formado sobre as águas do Oceano Pacífico, então é chamado de tufão.



 

FURACÃO

Os furacões são fenômenos climáticos (ciclones) caracterizados pela formação de um sistema de baixa-pressão. Formam-se, geralmente, em regiões tropicais do planeta. São eles os responsáveis pelo transporte do calor da região equatorial para as latitudes mais altas.

São classificados numa escala de 1 a 5 de acordo com a força dos ventos. Esta escala é denominada Saffir-Simpson. Aquele que atinge a escala 1 possui ventos de baixa velocidade, enquanto o de escala 5 apresenta ventos muito fortes.

Quando ganham muita força, transformam-se em catástrofes naturais, podendo destruir cidades inteiras. Há casos em que os ventos podem ultrapassar 200 km/h. Eles percorrem determinados caminhos, carregando casas, automóveis e quase tudo que encontram pela frente.

Veja abaixo uma relação das áreas de maior incidência:
- Oceano Pacífico Norte Ocidental
- Oceano Pacífico Norte Oriental
- Oceano Pacífico Ocidental Sul
- Oceano Índico Norte
- Oceano Índico sudeste
- Oceano Índico sudoeste
- Bacia Atlântico norte (região do Golfo do México).

Os ventos mais fortes e impressionantes do Planeta Terra:




“Que bons ventos o trazem!” é a expressão que simboliza a importância dos ventos na nossa vida.
Foram eles os grandes responsáveis pelas expedições marítimas que descortinaram o novo mundo e graças à sua ação a floresta amazônica é fertilizada com infusórios vindos da África. Assim como eles podem trazer alegria e bem-estar, também podem provocar angústia e tristeza. Então, não se pode pensar que apenas marinheiros e aeronautas sejam afetados diretamente pelos vários tipos de vento, pois toda a criatura humana é permanentemente refém dos seus efeitos.

Harmatão


Ventos famosos do planeta - Harmatão




O maior deserto do planeta também é responsável por grandes ventos. O maior deles, sopra a o oeste de dezembro a fevereiro e, graças à sua intensidade e altitude, carrega as poeiras saarianas até ao Caribe e à Amazônia. Em sua passagem por Cabo Verde, o jovem 
Charles Darwin muito se impressionou com a “Bruma Seca” que tomou conta do céu e cobriu o navio de uma areia finíssima.

Bora

Ventos famosos do planeta - Bora

 É um vento de origem catabática. O Bora assola os Bálcãs durante os meses de inverno quando as massas de alta pressão de intenso frio polar se instalam nos Alpes e provocam uma descida rápida do vento em direção ao mar Adriático, varrendo Croácia, Itália, Grécia, Turquia, etc.
 Minuano

Ventos famosos do planeta - Minuano

O vento de origem polar que sopra do quadrante sudoeste no Rio Grande do Sul durante o inverno produz a sensação expessa em gauchês "faz frio de renguear cusco".

Logicamente este vento não é um dos mais famosos do mundo, mas ele está aqui porque para mim, que o enfrentei na carne e ossos durante a vida inteira, é como se fosse, por ser palpável e “ sensível”. A foto foi tomada nas águas do Lago Guaíba próxima às margens da cidade de Porto Alegre. Note como as águas do rio se encrespam com o vento que os voadores de paraglider também chamam de “oestão”.

Mistral

Ventos Famosos do planeta - Mistral

Vento forte de origem ártica que sopra do norte no hemisfério norte. Nasce em zonas de alta pressão polares na península nórdica e se precipita pelo vale do Reno até o Mar Mediterrâneo.

Föhn




Este também é um vento de origem catabática comum nas zonas localizadas à sotavento dos Alpes. Ele é seco e quente e famoso por provocar derretimento rápido da neve.
Muitas lendas cercam este vento, que é acusado de provocar comportamentos bizarros nas pessoas. Ele é chamado de vento das bruxas e quando sopra, aumenta os casos de brigas familiares, suicídios, assassinatos, acidentes de trânsito e até desastres aéreos. Em Munique, e em muitas localidades ao norte dos Alpes Suíços, cirurgias e julgamentos são cancelados quando há previsão do vento Föenh.

Sirocco


Ventos famosos do planeta - Sirocco


O mais impressionante vento do mundo é sem dúvida o Sirocco que levanta as areias quentes dos desertos Saara e Arábico em grandes nuvens e as precipita Mediterrâneo adentro em direção a norte-nordeste. O Sirocco chega à Europa graças às zonas de baixa pressão que se formam no Mediterrâneo durante o outono e primavera. Pela foto tomada de um calmo balneário da costa grega se pode depreender a força das areias do deserto que chegam tomando conta de tudo. Assim, ao invés da clássica paisagem grega com seu casario pintado de branco emoldurado pelo céu azul, vê-se uma paisagem quase marciana açoitada por ventos de mais de 100 Km/h.


O vento mais forte do Planeta!!!
A mais forte rajada de vento não tornádica (que não procede ou é desencadeada por tornados, furacões, tufões) foi registrada no cume do Mount Washington, Nova Hampshire, Estados Unidos, em 12 de abril de 1934, com ventos de 372 km/h.



Ventos famosos do planeta - Monte Washington

O vento mais forte já registrado na superfície do Planeta Terra e que não foi resultado de um furacão, aconteceu no dia 10/04/1934 no topo do Monte Washington, no estado de New Hampshire, EUA. Não é à toa que este lugar é reconhecido como possuidor do pior clima do mundo, onde um corajoso time de cientistas trabalha num observatório astronômico e climático.


O Monte Washington, com 1.917 metros de altitude no topo, é uma montanha estadunidense, e o ponto mais alto do estado de Nova Hampshire e do nordeste do país. Geograficamente constitui o ponto mais alto das Montanhas Brancas.

A maior parte do monte fica no Parque Estadual do Monte Washington e na Floresta Nacional da Montanha Branca. O topo fica no Condado de Coos.

O monte é famoso pelas suas condições atmosféricas muito perigosas, tendo o recorde de rajada de vento mais forte jamais medida na superfície da Terra, com 372 km/h na tarde de 12 de abril de 1934 (algumas medições de maior força de vento ocorreram em tornados, mas não foram medidas à superfície da Terra). O seu recorde de temperatura é de −45.6 °C, e o recorde de valor mais baixo para sensação térmica causada pelo vento é de −75.0 °C. A estação meteorológica no topo tem de estar acorrentada ao chão.
Estação meteorológica no topo do Monte Washington, acorrentada ao chão por causa dos fortíssimos ventos quase constantes.





Estação meteorológica no topo do Monte Washington, acorrentada ao chão por causa dos fortíssimos ventos quase constantes.
Era conhecido como Agiocochook, ou "casa do Grande Espírito", antes da chegada dos colonizadores europeus
Dispõe de uma ferrovia de cremalheira até o topo, a Mount Washington Cog Railway, que vence um declive médio de 25% e máximo de 37.41%. Tem 4,8 km de extensão, subindo a 4,5 km/h e descendo a 7,4 km.


Fonte: Lia Nagel. Isaías Malta; Google

Um comentário:

  1. Por uma observação de um seguidor, eu reeditei esse post. Queria deixar mais claro que quando menciono sobre o vento mais forte do planeta, eu estou me referindo a ventos que não são prevenientes de tufões, tornados ou furacões!!! Obrigada pelos comentários!

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