Conexão Lia Nagel

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Natal e Festas de Ano Novo mais Light!


A grande preocupação de quem está querendo ou tentando perder peso são as festas durante o ano. Então, mais um Natal e Ano Novo vem chegando para perturbar as mentes mais comilonas!
Para seguir a tradição, a mesa deverá estar repleta de alimentos e, se não tomar alguns pequenos cuidados, você poderá ganhar um presente de grego do bom velhinho.

Mas, isso não significa que você precisará se esconder na lareira para esperar a chegada do Papai Noel.
É festa e a ordem é se divertir, conversar, rir muito e, é claro, comer. Comer com moderação e fazendo as escolhas certas para que tudo o que foi conquistado, ou melhor, perdido, não vá por água abaixo. Assim, elaboramos uma série de dicas e uma tabela com as calorias dos alimentos típicos das festas de Natal e Fim de Ano para te auxiliar no caminho que te leva ao peso desejado!
Dicas
1. Como a ceia será somente no final da noite, evite ficar sem comer durante o dia. Isso poderá fazer com que você não resista aos alimentos mais calóricos! Pensar que somente por que não comeu durante o dia, a ceia estará liberada é um passo para cometer o pecado da gula durante a ceia.
2. As pessoas, normalmente, não fazem o jantar esperando a hora de saborear as delícias da ceia. Por isso, é importante comer uma fruta ou beber um suco natural entre o lanche da tarde e a ceia.

3. Entre as frutas secas, escolha o damasco que é o menos calórico. Cada unidade fornece 8 Kcal.
4. Evite beliscar as oleaginosas (amêndoas, nozes, castanhas) pois elas são muito calóricas. Prefira os picles.
5. Durante a ceia faça somente um prato. O segundo irá fornecer calorias extras ao seu plano alimentar.
6. Deixe as peles das aves de lado. Elas são ricas em gorduras e calorias. Prefira sempre o peito à coxa.
7. Dê preferências às frutas menos calóricas como melancia, melão, ameixa e pêssego.
8. Durante os preparativos, controle-se para não ficar beliscando e experimentando as comidas. Senão, o seu plano alimentar ganhará calorias extras!
9. Os salgadinhos são ricos em calorias! Prefira uma fruta a eles.
10. As frutas em calda possuem mais calorias do que as frescas. Por isso, a melhor escolhas são as frutas naturais.
11. Se não resistir aos doces, prefira as mousses de frutas menos calóricas.
12. Se for consumir uma bebida alcoólica, prefira o champagne. Ele contém menos calorias do que a cerveja e o vinho. Mas não exagere! Uma taça é suficiente para brindar o Natal e a chegada do Ano Novo!

Tabela Calórica dos Alimentos:
Faça o Natal e as Festas de Ano Novo mais Light
Fonte: Roberta Stella (Nutricionista)

Dicas para fazer uma Ceia Light:



Chegam as Festas de Final de ano, mas as preocupações com a balança continuam não é mesmo? Então que tal apostar em dicas simples para deixar sua Ceia de Natal menos calóricas?

Confira cinco soluções para deixar seu menu de Natal mais light:
• Use e abuse das frutas da estação. Elas são ótimas opções e deixam um colorido lindo na mesa de Natal. Reserva frutas mais leves para o início da ceia e as mais cítricas para o final.

• O Peru é uma carne magra e ótima para quem está preocupado com a balança. Então tome cuidado com os acompanhamentos. Batatas assadas ao invés de fritas e uso de pouco óleo no preparo vão fazer diferença.
• As sobremesas podem ser feitas com produtos lights que não resolvem, mas diminuem as calorias ingeridas. Uma opção é bater gelatina light com creme de leite e colocar para gelar. Fica uma sobremesa refrescante e muitos convidados nem vão notar a diferença.
• Troque o refrigerante por sucos de frutas preparados com água com gás. Eles não dar uma diferença na mesa e chamar a atenção inclusive das crianças.
• Torradinhas integrais servidas com pasta de ricota ou soja saborizadas são entradas excelentes e nutritivas. Existem opções prontas disponíveis nos principais supermercados ou você pode até mesmo criar a sua.

Fonte: Clubedolar



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Segurança alimentar na terceira idade


Food Today
Apesar de não ser frequentemente levado em consideração, a suscetibilidade a doenças relacionadas com a alimentação aumenta com o avançar da idade, sendo que, a segurança alimentar é particularmente relevante na terceira idade.
Uma das razões para esta situação é o fato de muitas das funções do organismo tornam-se incapacitadas com a idade. Por exemplo, constituem situações comuns os problemas de visão, o que dificulta a leitura das instruções de preparação e da data de validade. 
Uma pessoa que não vê bem, não consegue perceber se um prato ou um utensílio está mal limpo ou se um alimento alterou a sua coloração.
O sentido do olfato torna-se também menos acentuado com a idade e pode agravar-se com a medicação ou devida a doenças. 
Muitas das alterações causada por agentes nocivos causam odores desagradáveis que nos advertem para as más condições do produto. Uma pessoa que tenha um olfato alterado não consegue perceber este aviso. 



Os dedos por vezes perdem força e destreza, o que pode dificultar as tarefas, como descascar os legumes, acondicionar os alimentos, o abrir ou fechar os recipientes. Por vezes os idosos não conseguem usar luvas para lavar a louça, o que as impede de utilizar temperaturas adequadas à boa limpeza dos utensílios.
Muitos idosos não conseguem deslocar-se sem assistência, têm dificuldade em curvar-se ou a manterem-se de pé durante muito tempo, motivo pelo qual, se torna impossível fazer a limpeza dos armários da cozinha, por exemplo. 
Alguns não podem sair para ir às compras e acabam por armazenar produtos, o que pode conduzir ao acumular alimentos já fora da validade.
Os problemas de memória também podem ocorrer, o que pode conduzir à preparação dos alimentos de forma incorreta (esquecer um passo importante, utilizar temperaturas desadequadas, ou tempos incorretos). 



Para além disso, os idosos são muito vulneráveis a doenças, e em especial a intoxicações alimentares. A idade debilita o sistema imunológico, como acontece com a quimioterapia, a cirurgia ou as doenças crônicas, como a diabetes ou problemas cardíacos. O que significa que os idosos se encontram mais propensos a terem problemas de saúde, para além do que levam mais tempo a recuperar.
Existe o problema da subnutrição na terceira idade, o que torna os idosos mais suscetíveis a infecções, incluindo as causadas por agentes patogênicos dos alimentos. 
A perda de apetite pode ter várias causas: a medicação, problemas digestivos, doenças crônicas, deficiências físicas ou depressões. 



Contudo, o problema é mais evidente nos idosos que vivem com rendimentos limitados, sendo que, quando a necessidade persiste, sentem a necessidade de cortar nos gastos, nomeadamente na alimentação.
A melhor compreensão dos fatores que conduzem a uma má alimentação nos idosos, deveria permitir o desenvolvimento de estratégias preventivas e de tratamentos apropriados, contribuindo para uma melhoria da qualidade de vida e saúde dos mais velhos.
Outra explicação para os idosos serem altamente suscetíveis a intoxicações alimentares, é o fato do ácido estomacal diminuir com a idade. Este ácido é responsável pela destruição de muitos patogênicos, antes da sua passagem para o intestino delgado. Quanto menor a acidez, maior a probabilidade de infecção por parte de agentes patogênicos de origem alimentar. Os processos digestivos encontram-se também debilitados com a idade, permitindo que alguns agentes nocivos tenham tempo para se desenvolver e produzir toxinas no intestino.



As limitações financeiras podem causar outros problemas relativos à segurança alimentar nos idosos. 
Existem pessoas que, simplesmente, não jogam comida fora, mesmo que esteja em más condições de higiene. Podem inclusivamente não ter dinheiro para substituir equipamentos danificados ou que não funcionem corretamente.
A manutenção de uma cozinha é uma tarefa tão quotidiana e rotineira que se torna fácil esquecer alguns dos riscos associados, especialmente quando estamos a nos tornar um bocadinho mais velhos a cada dia que passa.
No entanto, o problema mais evidente reside em que muitas pessoas idosas vivem com certas limitações e, quando a necessidade aperta, a comida/alimentação é um gasto mais fácil de cortar. 




Referências:
  1. Ferry, M. Facteurs et déterminants des comportements alimentaires du sujet âgé -- aspects physiopathologiques et cliniques. In Nutrition et Vieillissement, ed. by M.C. Bertière, H. Payette, Y. Guigoz, and B. Vellas. Serdi Edition 1999.
  2. Parmley, Mary Ann. When an older person needs help in the kitchen, National Food Safety Database.
  3. Seniors need wisdom on food safety. Food Safety and Inspection Service, United States Department of Agriculture.
  4. Donini LM, Savina C and Cannella C (2003) Eating habits and appetite control in the elderly: the anorexia of aging. International Psychogeriatrics 15, 73-87.

Dr. Google: você acredita???


Quando surge uma dorzinha, quem você procura primeiro: o seu médico ou o Dr. Google? Se a sua resposta foi a segunda opção, cuidado! 
Você pode estar em perigo. Confira aqui como essas “consultas” cibernéticas podem ser mais perigosas do que você imagina

 

Você sente uma dorzinha diferente ou nota uma marca na pele e não pensa duas vezes: acessa a internet para descobrir do que se trata e o que fazer. Ali, descobre inúmeros links com informações de diferentes doenças e muitas pessoas (que aparentemente passaram pelo mesmo que você) compartilhando experiências, diagnósticos e tratamentos. E, assim, a pesquisa torna-se praticamente uma consulta on-line. Fácil, sem sair de casa, sem enfrentar sala de espera. Soa familiar? Com certeza a maioria de vocês se identificou com a cena. Mais precisamente, 95% das pessoas se identificam com a situação acima. “Isso acontece e é cada vez mais comum. 95% da população funciona assim, de perfis diferentes, desde o menos esclarecido – que não tem acesso a médicos e que precisa esperar dias para marcar uma consulta e horas na fila para ser atendido, até pessoas com mais esclarecimento”, afirma o psiquiatra Leonard Verea (SP).
É comum, mas será correto? É fácil, mas será confiável? O fato é que não tem como fugir, as informações estão ali ao nosso alcance e nós estamos aqui com a ansiedade comendo solta, nos deixando loucas para fuçar e descobrir um pouco mais sobre “nossos sintomas”. A questão, então, não é fugir da internet, mas saber como usar o famoso Dr. Google a nosso favor.


Os dois lados da moeda
Não podemos negar que o fácil (e rápido!) acesso a uma infinidade de informações disponíveis na internet é uma grande vantagem para quem busca qualquer tipo de resposta. “Hoje em dia o acesso à informação é mais disponível e bem mais frequente. Por isso, é bastante comum que um paciente chegue ao consultório se achando mais esclarecido sobre o assunto que ele foi tratar ali com o seu médico”, afirma o Dr. Leonard Verea. Porém, quando dizemos “infinidade de informações” estamos sendo literais. Uma simples pesquisa por “dor nas costas”, por exemplo, nos dá 591.000 resultados; e quando digitamos “remédio para dormir” temos a nossa plena disposição nada menos que 3.080.000 links com possíveis ajudas para termos boas noites de sono. Já imaginou quantas dicas, orientações e palpites existem ali? E é justamente aí que mora o perigo. Como saber qual a melhor opção para o nosso caso e que não coloque a nossa saúde em risco?
Na internet, há notícias médicas genéricas que não necessariamente são aplicadas ao seu caso, bem como há experiências pessoais que não necessariamente são iguais às suas. Sabe aquela batida frase “cada caso é um caso”? Pois trate de levá-la a sério.
A falta da experiência e de um olhar médico para o seu caso, com as devidas avaliações e exames, podem levar aos temidos e temíveis diagnósticos errados e automedicação. “Os riscos de o paciente se automedicar são inúmeros, são efeitos colaterais como alergias, convulsões, taquicardia, irritabilidade, síndrome do pânico, fotosensibilidade e até mesmo choque anafilático. É um perigo o paciente se automedicar sem saber o que realmente precisa. Em relação ao diagnóstico pior ainda.Tem que procurar um médico e receber a orientação adequada. Algumas lesões que parecem simples podem até mesmo ser um câncer ou sintoma de alguma doença”, dermatologista Mônica Linhares (RJ). Portanto, nem pense em desdenhar aquela “manchinha” boba que apareceu na sua pele (que pode ser desde uma micose até um sinal de câncer de pele) e achar que pode resolver o casa com pasta d’água, como disse o Dr. Google. Por menor que pareça o problema, somente um médico irá saber avaliar a sua real gravidade.


O que muda para o paciente
Devemos, então, fazer dessa oferta uma aliada. Podemos até dar uma olhadinha, mas esta não deve jamais substituir a consulta. Ao clicar em “buscar” é importante acionar também o botão do bom senso e não se contentar apenas com a pesquisa. “Os pacientes precisam procurar profissionais qualificados para encontrar um diagnóstico preciso”, alerta o Dr. Leonard Verea. E complementa: “o Google serve como muleta, as informações estão lá e o paciente pode acessá-la.”
Quem está com dor está fragilizado, inseguro e ansioso, por isso a consulta virtual não pode substituir a consulta médica. Nestas condições de vulnerabilidade, vale ressaltar, nós, leigos, tendemos a enxergar o problema maior do que realmente é e facilmente uma simples dor de cabeça pode se tornar algo mortal se nos deixarmos levar por todas as informações ali disponíveis. Quem colocará o limite é a ponderação e o médico.

O que muda para os médicos
E se o Google pode ser aliado dos pacientes, não deve ser visto como um concorrente da classe médica. Com ele, os pacientes podem se informar mais, esclarecer mais dúvidas, estar mais ciente de suas condições. Com isso, a própria postura do médico está mudando, eles estão mais didáticos e mais claros. “Como o paciente chega mais esclarecido, tenho de estar mais armado e com mais ferramentas à disposição para atender melhor”, comenta o Dr. Leonard Verea. Também é dever do médico certificar-se de que as informações colocadas em seus sites são corretas. Porque Google não tem CRM, mas os médicos têm e são responsáveis pelo que é publicado em seus espaços.


Sua saúde por um clique
Listamos cinco dicas para que você não caia das armadilhas da internet e coloque sua saúde em risco:
1. Evite confiar plenamente na informação que você encontrou na internet. Não é possível garantir que 100% do que está escrito seja correto, então sempre busque diferentes fontes, compare informações e mantenha um pé atrás até confirmar com o seu médico – nele, sim, você pode confiar.
2. Lembre-se que as chances de as informações serem de confiança são maiores se buscar em fontes de credibilidade. Procure em sites de clínicas e médicos conceituados, associações e universidades.
3. Procure sempre o médico. “É essencial a confirmação do diagnóstico correto para instituir o tratamento adequado até mesmo em queixas estéticas”, alerta a dermatologista Mônica Linhares.
4. Você pode até ter lido muito sobre um determinado assunto, mas isso não faz de você um expert. Ou seja, não se considere doente até passar pelo médico e realizar todos os exames necessários.
5. Nem você, nem a internet e nem o farmacêutico do seu bairro estão aptos para receitar remédios. Deixe essa função nas mãos de quem estudou anos e anos para fazer o diagnóstico correto e indicar a medicação mais apropriada para o seu caso.

Fonte: Lara Martins; Lia Nagel

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Privação do sono e as suas consequências metabólicas





Food Today
A cultura do “24 horas por dia, 7 dias por semana” da sociedade ocidental, que representa cada vez mais horas sem dormir, devido à pressão social ou profissional, tem implicações na qualidade do sono e, talvez no risco de obesidade e diabetes, como alguns estudos científicos indicam.
O que significa o sono?

O sono é essencial para a vida e é a base de muitas funções fisiológicas e psicológicas do organismo, tais como a reparação de tecidos, o crescimento, a consolidação da memória e a aprendizagem. Embora nem todos os adultos precisem do mesmo número de horas de sono, os especialistas acreditam que menos de 7 horas de sono por noite, numa base contínua, pode ter consequências negativas para o corpo e para o cérebro.

O sono e o metabolismo


Ao analisar a relação existente entre o sono e o metabolismo é difícil determinar se certas circunstâncias metabólicas levam ao sono, ou se a qualidade e a duração do sono é que impulsiona o metabolismo. 
Por exemplo, períodos mais longos de sono profundo são observados em indivíduos fisicamente ativos, tal como em aqueles com a glândula tiroideia hiperativa, ambos os casos também associados a um metabolismo mais rápido. Contrariamente, indivíduos com uma hipoatividade da tiróide e, consequentemente, com um metabolismo mais lento, tendem a desfrutar de menos horas de sono profundo.


Inversamente, a privação do sono está ligada a várias mudanças adversas na atividade metabólica. 
Por exemplo, os níveis de colesterol sérico (é o colesterol que está no sangue) aumenta, a resposta imune é afetada, diminuindo a capacidade do corpo para processar a glicose, e o controle do apetite é alterado. Estas alterações metabólicas são também típicas em indivíduos cujo padrão do sono é perturbado devido, por exemplo, ao cuidar de um bebê ou a existência de uma doença. O resultado final é que o funcionamento normal do organismo é influenciado pela falta de sono, e com isso certas consequências metabólicas.

Será que a falta de sono influencia a saúde?


Os estudos epidemiológicos e laboratoriais efetuados sugerem que a falta de sono pode desempenhar um papel no aumento da prevalência de diabetes e obesidade. A relação entre a restrição do sono, ganho de peso e o risco de diabetes pode dever-se a alterações no metabolismo da glicose, ao aumento do apetite e a uma diminuição do gasto energético1.

O sono e o metabolismo de glicose


A redução dos períodos de sono está associada a uma redução da tolerância à glicose e a um aumento da concentração de cortisol no sangue. 
A tolerância à glicose é um termo que descreve a forma como o organismo controla a disponibilidade de glicose sanguínea, para os tecidos e cérebro. 
Em períodos de jejum, o elevado nível de glicose e insulina no sangue indica que a distribuição da glicose pelo organismo é realizada de forma inadequada. 
Há evidências que demonstram que a baixa tolerância à glicose é um fator de risco para a diabetes tipo II. 
Estudos sugerem que a restrição do sono, a longo prazo (menos de 6,5 horas por noite), pode reduzir a tolerância à glicose em 40%.

Aumento do apetite


Um estudo realizado, numa grande população, demonstrou uma relação significativa entre a habitual duração do sono curta e o aumento no índice de massa corporal (IMC). 
A reduzida duração do sono está associada a alterações nas hormonais que controlam a fome; por exemplo, os níveis de leptina (ação na redução do apetite) baixam, enquanto os níveis de grelina (ação estimulante do apetite, mais conhecida como o hormônio da fome) aumentam. 
Estes efeitos observam-se quando a duração do sono é inferior a 8 horas1,3
Esta situação sugere que a privação de sono é um fator de risco para a obesidade. 
Num estudo realizado numa população masculina saudável, descobriu-se que uma média de 4 horas de sono está associada a um desejo significativo de alimentos calóricos, com um conteúdo mais elevado de hidratos de carbono (alimentos doces, salgados e ricos em hidratos de carbono complexos). Estes indivíduos também manifestaram ter mais fome2.

É necessário ter em consideração que quantas menos horas se dorme, mais tempo se tem para comer e beber. Existem estudos que mostram que este é um factor que contribui para os aspectos obesogénicos da redução do número de horas de sono.

Menor gasto energético


Do outro lado da equação energética, os indivíduos com menos horas de sono apresentam menor probabilidade de serem fisicamente ativos, o que leva a um menor gasto energético.

Se o aumento do apetite e do desejo de comer se associar a uma redução da atividade física, torna-se claro o importante papel que o sono desempenha na gestão do peso corporal.

O ciclo vicioso do sono e obesidade


A apneia do sono é um distúrbio que afeta aproximadamente 24% dos homens e 9% das mulheres. Esta caracteriza-se por uma interrupção momentânea da respiração durante o sono, resultando numa pior qualidade do sono e num maior cansaço durante o dia. 
Existe uma forte ligação entre este transtorno e a obesidade. 


Vários estudos comprovaram que os indivíduos com apneia do sono têm padrões anormais de sono, o que pode acentuar os distúrbios metabólicos associados a uma privação do sono, tais como o aumento da fome. 
Assim, a apneia do sono causada pela obesidade pode, por sua vez, influenciar o apetite e o gasto energético, favorecendo a obesidade. Contudo, é necessário fazer mais investigações para conhecer melhor estas relações.

Conclusão


A falta de uma boa qualidade do sono parece ter um impacto nos condutores fisiológicos do balanço energético, nomeadamente no apetite, na fome e no gasto energético. 
Além disso, a privação do sono apresenta efeitos negativos na capacidade do corpo distribuir a glicose sanguínea e pode aumentar o risco de diabetes tipo II. 
No entanto, ainda não é claro como se pode utilizar as alterações do sono para criar padrões favoráveis, que permitam gerir o peso corporal e reduzir o risco de doenças típicas de quem já apresenta um excesso de peso.

Referências
  1. Knutson K.L. et al. (2007). The metabolic consequences of sleep deprivation. Sleep Medicine Reviews 11(3):159-62
  2. Spiegel K. et al. (2005). Sleep loss: a novel risk factor for insulin resistance and Type 2 diabetes. Journal of Applied Physiology 99:2008-19
  3. Van Cauter E. et al. (2007). Impact of sleep and sleep loss on neuroendocrine and metabolic function. Hormone Research 67:2-9






quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Shopaholic: Vício em compras


CONTROLE O VÍCIO EM COMPRAS


Está combinado que, além de perder 2 kg, toda mulher sempre precisa da última peça de roupa da temporada – mesmo que esta seja uma nada básica camisa de oncinha. Mas, bem no fundo, sabemos que o “preciso” não significa, de fato, uma necessidade. Veja o que fazer para libertar-se do título de shopaholic 


Não é apenas a variação de clima que caracteriza a mudança das estações. As roupas também representam cada uma delas. Se no verão as peças são mais   alegres e curtas, no inverno são mais elegantes e sóbrias. Se hoje é o longo que domina, amanhã as pernas devem estar de fora. Assim é a moda, ela muda o tempo todo. Até aí tudo bem. O que precisamos é ter força para encarar as vitrines com todas essas novidades sem estourar o orçamento. Até porque, convenhamos, é difícil resistir levar tantas coisas lindas e novinhas em folha para o armário. Algumas de nós conseguem. Outras, nem tanto. E não é raro vermos por aí mulheres com guarda-roupas abarrotados, muitas vezes até com peças ainda com etiqueta. E mais: com o cartão de crédito estourado.


Linha tênue
Desejar o que é bonito é normal. Ter vontade de ter aquela jaqueta linda que sua atriz favorita apareceu na semana passada também é. E tudo bem adquirir novas peças a cada virada de estação para dar um refresh no guarda-roupa. Afinal, queremos sempre estar belas e na moda. Está no nosso DNA desejar. “Compras todas fazem, o que diferencia é o volume e a periodicidade. As que têm mais controle são as resolvidas em alguns aspectos como profissional e o pessoal”, diz o psicólogo João Oliveira, do Instituto de Psicologia Ser e Crescer (RJ). A partir daí, percebemos que existem diferentes tipos de mulheres: aquelas que sempre querem pelo menos uma pecinha da moda; as shopaholics (as novas consumistas), que precisam esconder os cartões de crédito antes de entrar no shopping; e aquelas que têm, realmente, um distúrbio e descontam nas compras todas as suas frustrações e medos. É preciso se preocupar a partir do momento em que a mulher fica dependente da compra. Podemos perceber que aquela que está dentro dos padrões, pondera na hora de colocar a mão na carteira: preciso? vou usar? tenho dinheiro? não tenho nada parecido? Mais ponderada, menos ponderada, o fato é que elas conseguem seguir adiante com ou sem a peça. Deve se preocupar aquela que gasta como se não houvesse amanhã, sem considerar questões importantes. 


“Estamos falando de alguém que repete e repete o ato de comprar, buscando uma subjetivação de seus desejos como pessoa nesse ato”, avalia a psicóloga Lesle Maciel (SP). O problema pode estar relacionado a questões como solidão, ansiedade, baixa autoestima ou carência. Nesse nível mais pesado, trata-se de um problema patológico, um distúrbio que leva a pessoa a comprar sem precisar ou sequer desejar o objeto. É a compra pelo simples ato da compra. E ela sente na pele os sinais dessa necessidade. “Quem sofre de compulsão experimenta uma forte ansiedade, que só é aliviada quando faz a compra. Ela não consegue controlar o desejo intrusivo e repetitivo. O ato é imediatamente seguido por intenso sentimento de alívio”, explica a psicóloga Lesle. Enquanto não realiza a vontade, pode apresentar sinais como irritação, sudorese, taquicardia, tremor. E não para por aí. A aquisição do objeto nem sempre significa melhora dos sintomas. Ao contrário. Algum tempo depois, pode sentir remorso e decepção pela incapacidade de controlar o impulso. “Em uma atitude compensatória, a culpa gera um mal, que leva a pessoa a comprar novamente, dando continuidade ao círculo vicioso”, relata Lesle.


Passei da conta?
E aí, quem é apenas uma shopaholic e quem de fato sofre um distúrbio? Infelizmente, não é tão fácil assim identificar a doença. Vivemos em uma sociedade que estimula o consumo e, por isso, o ato de comprar muito e sempre é visto de forma natural. Geralmente, o problema só é detectado quando a pessoa já está endividada. Se compararmos com outros distúrbios de comportamento, como bulimia ou vícios químicos, logo entendemos porque é tão difícil identificar a tempo a doença. Nos demais, o corpo responde com sinais como emagrecimento ou palidez, por exemplo. No caso das compras, não há sintomas visíveis, a não ser o desvio de comportamento e as sensações internas percebidas apenas pelo próprio viciado. O psicólogo João Oliveira deu algumas dicas que ajudam, por meio de análise de comportamento, a identificar o problema. “Muitos são os detalhes, mas frequentes e facilmente percebidos nas ‘descontroladas’”.
 Tom da voz: ela sempre fala mais alto que o interlocutor.
• Movimentos rápidos: braços e pernas têm movimentos longos e rápidos, sempre esbarram nos objetos. O senso de percepção está alterado, é como se perdesse a noção de espaço do próprio corpo.
• Risadas ao invés de sorriso: riem alto para demonstrar, ao externo, o quanto estão felizes. E é justamente o inverso.
• Rugas de expressão falhadas: devido aos constantes rompantes de humor, as rugas de expressão não são linhas uniformes, principalmente as do alto da testa, se elas estão visíveis pode-se perceber falhas de continuidade nas linhas.


Como parar
Excessos nunca são bem-vindos. Por isso, mesmo as shopaholics “controladas”, ou seja, aquelas que não apresentam um distúrbio, precisam rever o comportamento. Como o problema está ligado à carência, uma forma de driblar é fazer um trabalho de gratificação pessoal: experimente dar a você mesma pequenos presentes todos os dias, como uma revista, um doce, um passeio diferente… “O sistema de gratificação fica abastecido e a carência maior diminui”, avalia João Oliveira. Quem está ao redor, caso identifique, também pode ajudar dando atenção e afeto. Além disso, para evitar a sensação de frustração (que geralmente leva às lojas), ressignifique valores, seja mais positiva, olhe para si a fim de perceber como é uma mulher completa e feliz. Também é importante ter planos mais curtos, que possam ser solucionados em, no máximo, cinco anos. Por fim, não encare erros como o fim de um processo. Para aquelas pessoas com sinais de que a patologia está avançando, o primeiro passo é a terapia e, em alguns casos, esta deve estar associada à medicação. “Um detalhe importante: o cérebro não faz distinção entre pequenas ou grandes compras, ele quer gratificação. Por isso você pode ‘treinar’ ou ‘adestrar’ sua mente com pequenas gratificações que não são tão caras e vão surtir o mesmo efeito”, finaliza o psicólogo João Oliveira.


Compre com moderação
Estas dicas são para quem adora uma vitrine, é atraída por liquidações e não resiste àquele cheirinho de novo. Conversamos com a estilista Marcela Viegas (SP), que deu dicas de como conciliar moda x orçamento x bom senso. 


Confira:
1-Passeie no shopping para ver as tendências que vingaram, mas não compre nada. Volte para casa e imagine tudo que você viu nas peças que já estão no armário. Avalie se você realmente precisa, se combina com seu estilo e se cabe no orçamento.
2- Tenha prioridades. Pense mais ou menos assim: “preciso investir mais em uma bota do que em uma sandália, porque bota eu não tenho e sandália eu tenho cinco que ainda dão para serem usadas”.
3-Ao entrar no shopping, mantenha o foco. Nada a impede de fuçar as lojas ou ver vitrines, mas lembre-se que está ali para ir ao cinema ou jantar, por exemplo. Não é porque está em um shopping que precisa gastar.
4-Quando for comprar uma nova peça, pense se realmente ela tem a ver com seu estilo ou se é apenas mais uma imposição da moda e que, no fundo, não tem nada a ver com você (e com o resto do seu guarda-roupa!).
5-As promoções costumam acontecer no final das estações, ou seja, oferecem peças que você já cansou de ver por aí e que, provavelmente, não estarão mais em alta no mês seguinte. Por isso, a não ser que seja a roupa dos seus sonhos, procure os modelos atemporais, aqueles que você poderá usar por muitos anos sem passar a impressão de old fashion. Entram nesta lista jeans, camisas, bolsas em cores sóbrias, saia lisa, shorts jeans. “Mas não adianta ter no armário 30 shorts jeans e comprar mais um só porque está em promoção”, explica a estilista. Uma dica boa é pensar se você se vê usando aquela roupa pelo menos três vezes. Não? Então vale mais a pena investir em algo mais caro que será usado incontáveis vezes do que gastar dinheiro à toa.
6-Aproveite as promoções de marcas bacanas, assim você garante itens por preços ótimos e qualidade idem – ou seja, roupa boa, bonita e barata no armário por muitas estações.
7-Evite as cores fortes e invista no clássico. Não precisa ser careta, mas as cores básicas (preto, nude e animal print) são eternas.
8-Bom senso também é moda. Não é porque todo mundo está usando maxi colar que você precisa comprar dez deles. Compre um ou dois modelos e varie de acordo com a ocasião e roupa.
9-Lembre-se de que quando uma tendência é martelada e aparece em todos os blogs e vitrines da moda, ela vai ser massificada e logo, logo vai sumir. Avalie: vale mesmo a pena investir em algo que, provavelmente, usará por pouco tempo?
10-Faça diferentes listas, como lista dos desejos e lista de necessidades, por exemplo. Assim, quando sobrar uma grana extra para investir no seu próprio visual, você já terá um foco e não ficará perdida (e vulnerável) entre tantas e tantas opções disponíveis no shopping. Em meses com mais folga, vale avaliar se cabem itens das duas listas, do contrário, a prioridade é daquela que contenha o que você realmente precisa. “O legal da lista é que, durante o mês, suas prioridades vão mudando e às vezes você pode cansar de uma peça que você estava desejando antes mesmo de você comprá-la”, finaliza a especialista em moda.

Fonte: Lara Martins 

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