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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Amigos, amigos. Negócios à parte!!!!


 - Crédito: Thinkstock

Pouco importa se você pensar duas ou três vezes antes de fechar negócio com um amigo: será impossível analisar a operação racionalmente. Essa é a conclusão do estudo brasileiro publicado na última edição do The Journal of Neuroscience.

"Nosso principal objetivo era identificar se o indivíduo é capaz de visualizar uma injustiça vinda de alguém próximo", diz Paulo Boggio, coordenador da pesquisa e do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social do Mackenzie. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a equipe desenvolveu uma mecânica particular para identificar o nível de racionalidade das decisões.

Um voluntário, um grande amigo e um estranho participavam do chamado Ultimatum Game. Nele, os pesquisadores mostravam ao voluntário algumas ofertas de divisão de um montante de 100 reais, sinalizando se a sugestão vinha do estranho ou do amigo. Cabia ao voluntário decidir se aceitava a oferta. No entanto, todas as propostas foram criadas pela equipe de pesquisa e distribuídas em número igual entre justas e injustas - sendo consideradas justas pelos voluntários as partilhas com até 80% do valor direcionado ao ofertante.

Em todos os casos, os participantes aceitaram mais ofertas desfavoráveis de amigos. Com eletrodos, foi possível identificar uma mudança no acionamento do sistema neuronal a partir do estímulo vindo de alguém próximo. "Há uma base neurofisiológica na tomada da decisão financeira, ainda que o indivíduo se esforce pela racionalidade", diz Boggio.

Nestes casos, não há como fugir da própria mente. "A grande questão ainda não solucionada é como evitar as distorções geradas pelo emocional na hora de uma decisão financeira", afirma o cientista. "A cautela e o estado de alerta tem de estar presentes o tempo todo, mesmo quando há segurança."

Fonte: Bárbara Ladeia


A frase “Amigos, amigos; negócios à parte” é a mais verdadeira do mundo. Mas, independente do seu grau de intimidade com a pessoa com quem está prestes a fechar algum negócio, seja esse negócio uma prestação de serviços, ou empréstimo, ou aluguel, ou sociedade, é primordial formalizar esse acordo de maneira oficial e registrada . Isso deve ser encarado como uma regra necessária, sem ofensas e constrangimentos de ambas as partes.

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