Conexão Lia Nagel

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pra Você - Paula Fernandes - Legendado

Eu quero ser pra você a lua iluminando o sol ......
Curtam essa maravilhosa canção da Paula Fernandes!!

Coldplay - The Scientist (Legendado) com cenas do filme Paixão a flor d...

Uma perfeita combinação: a maravilhosa canção do Coldplay (amo Coldplay!!) com esse fantástico filme!!!


ELTON JOHN - The One (Lyrics)

Hoje eu estou sentindo-me assim ... "The One" ....

♫♥♫♫♥♫ SAILING ♫♥♫♫♥♫

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dicas para que o dinheiro não acabe com a relação amorosa ...

Tente ter algum dinheiro salvo todo mês para possíveis emergências . Foto: Getty Images
Tente ter algum dinheiro salvo todo mês para possíveis emergências

O dinheiro é um dos fatores que mais causa divórcio. Os gastos mensais e a poupança fazem parte da raiz da maioria das brigas por questões financeiras. Não deixe dinheiro arruinar seu relacionamento. Veja seis dicas que o Madame Noire listou para você evitar esse drama.

Não culpe o outro
As dívidas podem acabar com qualquer relação. Você trabalha duro todos os meses e, muitas vezes, se afunda ainda mais nas contas, aumentando o estresse, o que leva a brigas que podem destruir um relacionamento. Lembre-se que o inimigo não é o seu marido ou namorado e sim, á dívida. É hora de parar de reclamar e começar a trabalhar na situação atual.

Viva dentro de seus limites
É preciso viver dentro da sua capacidade salarial. Para o americano de classe média, existem técnicas simples e comprovadas que funcionam. Um exemplo é parar de gastar muito dinheiro todo mês com comidas que não são necessárias. Coma o que tem dentro da sua geladeira e dispensa antes de ir às compras. Assim você pode economizar bastante dinheiro todo mês.

Trabalhe na vida doméstica
Trabalhe tão duro na sua vida doméstica como você faz no escritório. Separe um tempo totalmente dedicado ao seu marido e filhos ou namorado e não pense sobre trabalho dentro de casa. Isto não só faz lembrar o quanto vocês se amam, mas vai recarregar as baterias para o dia seguinte. Se o seu foco principal na vida é dinheiro, você certamente vai acabar insatisfeito e infeliz.

Não minta
Uma pesquisa recentemente encomendada pela Forbes Women mostrou que 31% dos americanos mentem para suas esposas sobre o dinheiro. Este é o caminho mais rápido para sabotar o relacionamento. Não deixem de conversar entre si e estabeleçam algumas metas para eliminar o stress financeiro desnecessário.

Crie um orçamento mensal
Faça um orçamento mensal em conjunto e mantenha os problemas de dinheiro esclarecidos para que eles não arruinem a relação. Faça uma tabela de prioridades com salário, contas, listas de desejos e crie um orçamento detalhado.

Crie uma reserva de dinheiro
Criar uma reserva de dinheiro pode ser algo muito inteligente. Tente ter algum dinheiro salvo todo mês para possíveis emergências como por exemplo, perda de emprego. Caso aconteça algo, ele vai estar lá no banco esperando por vocês.

Defina metas financeiras
O que vocês querem realizar juntos? Vocês precisam pagar alguma dívida? Poupar algo para a casa? Depois de terem um objetivo comum em mente, vocês conseguirão ter um orçamento organizado. Também é importante estabelecer regras básicas como consultar um ao outro antes de fazer alguma compra grande.


Fonte: Terra

Amigos, amigos. Negócios à parte!!!!


 - Crédito: Thinkstock

Pouco importa se você pensar duas ou três vezes antes de fechar negócio com um amigo: será impossível analisar a operação racionalmente. Essa é a conclusão do estudo brasileiro publicado na última edição do The Journal of Neuroscience.

"Nosso principal objetivo era identificar se o indivíduo é capaz de visualizar uma injustiça vinda de alguém próximo", diz Paulo Boggio, coordenador da pesquisa e do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social do Mackenzie. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a equipe desenvolveu uma mecânica particular para identificar o nível de racionalidade das decisões.

Um voluntário, um grande amigo e um estranho participavam do chamado Ultimatum Game. Nele, os pesquisadores mostravam ao voluntário algumas ofertas de divisão de um montante de 100 reais, sinalizando se a sugestão vinha do estranho ou do amigo. Cabia ao voluntário decidir se aceitava a oferta. No entanto, todas as propostas foram criadas pela equipe de pesquisa e distribuídas em número igual entre justas e injustas - sendo consideradas justas pelos voluntários as partilhas com até 80% do valor direcionado ao ofertante.

Em todos os casos, os participantes aceitaram mais ofertas desfavoráveis de amigos. Com eletrodos, foi possível identificar uma mudança no acionamento do sistema neuronal a partir do estímulo vindo de alguém próximo. "Há uma base neurofisiológica na tomada da decisão financeira, ainda que o indivíduo se esforce pela racionalidade", diz Boggio.

Nestes casos, não há como fugir da própria mente. "A grande questão ainda não solucionada é como evitar as distorções geradas pelo emocional na hora de uma decisão financeira", afirma o cientista. "A cautela e o estado de alerta tem de estar presentes o tempo todo, mesmo quando há segurança."

Fonte: Bárbara Ladeia


A frase “Amigos, amigos; negócios à parte” é a mais verdadeira do mundo. Mas, independente do seu grau de intimidade com a pessoa com quem está prestes a fechar algum negócio, seja esse negócio uma prestação de serviços, ou empréstimo, ou aluguel, ou sociedade, é primordial formalizar esse acordo de maneira oficial e registrada . Isso deve ser encarado como uma regra necessária, sem ofensas e constrangimentos de ambas as partes.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PAULA FERNANDES - Don't

Coisa Amar - Manuel Alegre

Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.


Dust in the wind - Paula Fernandes

Uma das mais belas vozes, intérpretes e compositoras da música brasileira: Paula Fernandes

Paula Fernandes e Taylor Swift - Long Live

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono. (Pablo Neruda)

Amor em paz

Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar

Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz. (Vinícius de Moraes)

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto... (William Shakespeare)

O que as mulheres realmente querem ??? não é só inteligência...


Você deve saber de cor o que as mulheres dizem que desejam em um homem: inteligência, bom humor, fidelidade…

Mas uma nova pesquisa indica que o que as pessoas dizem que querem de um parceiro nem sempre é o que elas realmente procuram. Especialmente quando se trata de beleza, que pode sim, ser fundamental.

Não importa o quanto as pessoas dizem que estão a procura de alguém em que elas podem confiar ou dar risada, elas têm um desejo inconsciente de encontrar um parceiro sexualmente atraente – e isso se aplica tanto a homens quanto a mulheres, em níveis semelhantes.

Pesquisadores desenvolveram um teste para descobrir quão importante é a atração física em um nível inconsciente. “As pessoas vão dizem prontamente que valorizam um parceiro romântico”, conta Eli Finkel, da Universidade Northwestern, nos EUA. “Mas estudos mostram que as preferências não prevêem por quem essas pessoas serão atraídas quando elas encontrarem os possíveis parceiros em carne e osso.”

Em diversos experimentos de laboratório, universitários tiveram que julgar palavras que apareciam na tela de um computador que estavam ligadas a características de um parceiro ideal. Quando palavras ligadas com atração física e sensualidade apareciam na tela, os julgamentos positivos eram feitos mais rápidos do que as outras associações.

Os pesquisadores compararam esses resultados com respostas dos participantes a perguntas diretas sobre características importantes de um parceiro. Não importa se os estudantes achavam que um parceiro precisava ser sexy ou não, eles acabavam fazendo os mesmo julgamentos com as palavras que tinham escolhido no teste feito no computador.

Mesmo que a pessoa diga que não se preocupa se um parceiro é atraente ou não, a pesquisa sugere que a afirmação nem sempre é reflexo do inconsciente. Em vez disso, seria mais eficiente descobrir a reação de uma pessoa com o parceiro – ou com palavras ligadas a sexualidade, como foi feito na pesquisa de julgamento de palavras.

Esse descompasso entre o que uma pessoa diz que quer e o que ela realmente procura pode ser uma das razões pelas quais sites de namoro, muitas vezes, não funcionam, mesmo com perfis perfeitamente bem descritos da pessoa que está procurando um companheiro.

Muita gente visita um monte de perfis supondo que recolher as informações sobre as características da pessoa será uma forma relevante de saber se você se sentirá atraído por ela cara a cara.

Mas as pessoas não conseguem ter um nível de percepção exato apenas a partir do que elas acham que desejam de um parceiro. Por isso, quando se conhece uma pessoa pela internet, pode ser importante ver ela por vídeos antes dos primeiros encontros, para aumentar a taxa de sucesso deles.

Fonte: Hypescience


Os cenários que você cria em relação ao futuro são compativeis com a realidade?



"Algumas pessoas constroem seus cenários a partir de experiências anteriores, acumulando dados a cada vivência. Nesses casos, fundamentam-se no vivido para construir imagens do ainda não vivido. Há garantias de que o cenário que será vivido futuramente conterá os mesmos elementos das vivências anteriores?"Em artigos anteriores, tratei dos cenários que criamos a partir de situações vividas, e da maneira como eles interferem em nossa compreensão do mundo, em nossos padrões de leitura do presente e, principalmente, em nossas antecipações acerca do que nos rodeia, conduzindo nossas ações e reações diante do mundo e dos outros.
Como tais cenários são produtos de nosso pensamento, e este depende das formas que utilizamos para compô-lo. Pessoas diversas, com vivências diferentes, com formas distintas de pensar, são capazes de construir cenários completamente divergentes. E essa diferença nos cenários construídos implica em diferenças nas realizações e ações de cada um de nós.


Em alguns casos, as ideias que construímos sobre o mundo dizem muito mais de nossas formas de construção, de nosso olhar, da leitura que fazemos do mundo, que do próprio mundo. Com isso não estou questionando a existência do mundo: o mundo é como é, independentemente de nosso olhar. O que questiono são as maneiras como o interpretamos e como elas podem ser determinantes em nossos posicionamentos e ações. O que você considera para construir seus cenários? De onde retira os elementos com os quais o compõe?

Algumas pessoas constroem seus cenários a partir de experiências anteriores, acumulando dados a cada vivência. Nesses casos, fundamentam-se no vivido para construir imagens do ainda não vivido. Há garantias de que o cenário que será vivido futuramente conterá os mesmos elementos das vivências anteriores? Há repetições necessárias, ou elas são tão prováveis quanto possibilidades totalmente novas, diversas?


Outras pessoas criam seus cenários considerando experiências de outras pessoas. Acumulam dados de experiências alheias, por proximidade, semelhança, acolhendo o ocorrido para o outro como ocorrência necessária para si. Será que algo que ocorre de uma determinada maneira, em tempo, espaço e condições específicas para uma pessoa em especial, deverá, necessariamente repetir-se a outra pessoa em outro tempo, espaço, mas em condições similares?

Há ainda quem construa cenários a partir de outros cenários, anteriormente construídos, derivando ideias de outras ideias, já derivadas de ideias anteriores, distanciando-se, cada vez mais, da experiência que originou as primeiras ideias. Nesse sentido, nossa imaginação pode ir muito longe, construindo cenas muito distantes das possibilidades reais. Se elas são boas ou ruins, se elas nos auxiliam ou atrapalham, trata-se de outro assunto.


Nesses processos de derivação de um cenário a outro, algumas pessoas são capazes de ir em direção às ideias complexas em seu máximo grau, e esse movimento pode implicar em consequências muito concretas, embora o cenário seja apenas uma abstração.
"Um exemplo disso são situações imaginadas como dificuldades. Tais dificuldades vão se complicando, em abstrações cada vez mais complexas, gerando dificuldades ainda maiores, mais distantes das possibilidades de superação. A cada instante, menores são as chances daquela ocorrência levar a bons resultados, e tais possibilidades passam a ser, imediatamente, descartadas"
Consideremos uma situação de crise, num contexto de uma empresa que inicia um programa de demissão voluntária, visando diminuir custos e equacionar sua situação financeira. Consideremos um funcionário nessa empresa, com tendência a derivar cenários de cenários. O cenário inicial é o descrito: Crise mundial, cortes no orçamento, plano de demissão voluntária. O funcionário citado não está inscrito no plano de demissão voluntária, nem foi informado sobre a possibilidade de ser demitido. Também não ocorreu, nos últimos meses, qualquer incidente, índice ou mudança que alterasse sua situação ou indicasse alguma inabilidade que pudesse implicar em demissão. Contudo, diante do quadro, a pessoa começa a imaginar a possibilidade de demissão. Diante dessa, tenta imaginar o que faria para honrar os compromissos assumidos. Constatando a impossibilidade de honrá-los, já se veria desfazendo-se de alguns bens, não tendo como pagar suas contas básicas de manutenção, não conseguindo comprar alimentos, nem manter sua casa. Perceber-se-ia nas ruas, sem casa, sem rendimentos, sofrendo com o frio, a fome e a miséria. Você conseguiu acompanhar o processo de derivação de ideias? Seria uma sequência necessária?

Outro exemplo: uma moça suspeita estar grávida. Diante de sua suspeita já se imagina enjoada a ponto de sentir enjoo, tonturas, cansaço. Imagina contando ao namorado e cria toda a cena da possível reação dele. Depois se imagina contando à família e consegue vislumbrar a imagem de cada familiar seu reagindo à notícia. Em seguida imagina sua vida com um bebê, como conciliaria o trabalho, a casa e um filho. Vê-se Cuidando de seu filho, levando-o para a escola, acompanhando-o em cada descoberta, em cada primeiro passo.


Seriam os cenários criados compatíveis com a realidade de cada uma dessas pessoas, ainda que fossem eles as primeiras ideias surgidas diante de uma situação a ser enfrentada? Serviriam tais cenários para que a pessoa se posicionasse frente às situações apresentadas? É possível que tais cenários possam gerar reações físicas a algumas pessoas? Caso afirmativo, de que maneira, visto tratar-se apenas de subsequentes derivações de ideias? Teriam as ideias poderes causais sobre o mundo físico?

Você cria cenários? Deriva deles novos e subsequentes cenários? As cenas criadas têm algum impacto em sua vida? De que maneira tal impacto é possível?

Fonte: Monica Aiub
Paula Fernandes - Sensações

Saiba o que é e pratique o ócio criativo!!!

“Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo” (Domenico de Masi, O Ócio Criativo).


“Ócio: 1. Descanso do trabalho, folga, repouso; 2. Tempo que se passa desocupado; vagar, quietação, lazer, ociosidade; 3. Falta de trabalho; desocupação, inação, ociosidade; 4. Preguiça, indolência, moleza, mandriice, ociosidade; 5. Trabalho mental ou ocupação suave, agradável” (Verbete do Dicionário Aurélio).



O que você faz com seu tempo livre? Você tem tempo livre? Com o que você se ocupa? O que você faz nas 24 horas de um dia? Você tem uma rotina diária? Como lida com ela?

"Ócio criativo: É preciso incluir, no cotidiano, atividades que reúnam o descanso, o lazer, o trabalho e a aprendizagem"Diante do convite para escrever sobre o ócio, o paradoxo: trabalho quase que 24 horas por dia, desejo dias mais longos, para trabalhar mais. Dizem que sou viciada em trabalho, como posso escrever sobre o ócio? A perplexidade inicial provocou uma busca sobre possíveis significados para o ócio em nossa sociedade.

É corrente a ideia que defende o ócio como fundamental à filosofa: “pensar requer ócio”; qual seria o conceito de ócio presente nessa ideia?



Desde os primórdios da formação das sociedades complexas, trabalho braçal e trabalho intelectual são divididos, sendo predominante a atribuição do trabalho pesado às classes menos privilegiadas, consideradas, em algumas sociedades, como inferiores. Aos privilegiados, o trabalho intelectual, o ocupar-se com as artes, as ciências, o governo, o lazer.

Na Grécia Antiga, a sociedade era dividida entre cidadãos, não-cidadãos e escravos. Os não-cidadãos e escravos eram considerados inferiores, cabendo-lhes tarefas braçais, tidas como indignas para os cidadãos. Com herança na tradição grega, os romanos denominaram ócio (otium) as ocupações com o trabalho intelectual, em oposição ao negócio (nec-otium, negação do otium), destinado a atender às necessidades de subsistência da sociedade. A dedicação ao ócio era, nessas sociedades, a atividade própria do ser humano, embora poucos tivessem acesso a ela.

Relógio moral

O advento da sociedade capitalista exige a ampliação dos negócios. Vindos de uma classe habituada a trabalhar, os burgueses valorizam o trabalho braçal, a técnica. O trabalhador vende sua força de trabalho, e institui-se a moral do trabalho produtivo e do tempo útil, incutindo no ser humano uma espécie de “relógio moral”. É preciso dedicar-se a um trabalho que se transforme em mercadoria e traga lucros. O trabalho intelectual, anteriormente valorizado, passa a ser indigno; o ócio, antes necessário, passa a ser motivo de exclusão social.

Atualmente, o trabalho intelectual também é medido por produção: números, quantidade de artigos publicados, quantidade de obras de arte compostas, quantidade de pesquisas desenvolvidas. Ainda há instituições que contratam por horas de trabalho, exigindo e controlando a presença e a atividade de seus “colaboradores”.



É possível imaginar um músico que componha com hora marcada? E um artista plástico que precise entregar cinco quadros em 12 horas? Sente-se ai e só levante quando o livro estiver pronto. É possível trabalhar dessa maneira?

O seu dia só termina quando você conseguir preencher todos os relatórios e planilhas, quando atender vinte pacientes, quando visitar trinta clientes ou conseguir fechar dez contratos, quando tiver limpado toda a ala B.

Será que ainda conseguimos significar ócio como as atividades próprias do humano: intelectuais, científicas, artísticas, sociais? Ou o ócio tornou-se, em oposição a todo e qualquer forma de trabalho, a desocupação, a inação? Necessitamos de ócio para avaliar nosso cotidiano ou por que nos submetemos a um trabalho escravo em uma sociedade “democrática”?

Relógio interno

O relógio interno que controla o tempo cobra: o que fiz hoje? É preciso uma grande lista para não ser classificado como inútil, preguiçoso, indolente. O que você vai fazer no final de semana? Dormir. Ou então meu final de semana será repleto de tantas e tantas atividades de lazer que iniciarei a semana com alto grau de estresse.

Já atendi muitos aposentados que passaram a vida trabalhando, sofrendo cotidianamente com um trabalho “torturante”, sonhando com a aposentadoria. Logo após os primeiros dias de aposentadoria, entraram em depressão, adoeceram. A sensação de inutilidade, de peso social tomou conta de algumas dessas pessoas. Outros, apesar de se sentirem bem com o fato de não necessitarem mais trabalhar diariamente, sentiam-se envergonhados por sua “ociosidade”, ainda que estivessem repletos de atividades de lazer. Outros trouxeram como causa de seu sofrimento o fato de serem “obrigados” pela idade a uma aposentadoria compulsória, apesar de amarem seu trabalho e não saberem viver sem ele.



O assunto da clínica, em alguns desses casos, foi encontrar atividades nas quais a pessoa pudesse encontrar o mesmo prazer que encontrava no trabalho, ou formas de dar continuidade a seu trabalho fora da instituição onde trabalhava.

Também atendi alguns empresários bem-sucedidos, que apesar do sucesso nos negócios, não se sentem bem, porque não “vivem”, não se dedicam às atividades que lhes trazem prazer. Quantos não foram os casos de depressão nas férias: o que fazer com meu tempo livre? Talvez fosse melhor continuar trabalhando...

Ócio e existência

Alguns dizem que o ócio é necessário para pensar na própria vida, a comum frase “parar para pensar”. Será que paramos para pensar? Será necessário suspender nossas atividades cotidianas para refletir acerca delas?

Atualmente a distinção entre ócio e negócio é extremamente difícil, pois muito do que anteriormente era considerado ócio, tornou-se negócio. Qual o significado poderíamos atribuir ao ócio na atualidade?

Em seu texto
Política, Aristóteles afirma que a escravidão somente deixaria de existir quando as ferramentas trabalhassem por si mesmas. O desenvolvimento tecnológico busca a construção de máquinas que trabalhem por si mesmas para que não precisemos nos dedicar ao trabalho braçal. Contudo, apesar de substituirmos muito do trabalho braçal por atividades executadas por máquinas, não nos preparamos para modificar nossa forma de pensar e de viver. Deixamos de ser escravos a partir da tecnologia ou nos tornamos escravos da tecnologia?

Retomando a epígrafe de Masi, por que nos submeter a um trabalho torturante? Por que trabalho, conhecimento e diversão não podem constituir uma única e mesma atividade? Quando Masi defende o ócio criativo, sua tese supõe romper a dissociação existente entre trabalho, lazer, conhecimento, realização. Não é preciso trabalhar oito horas, dormir oito horas e ter oito horas de ócio. É preciso incluir, no cotidiano, atividades que reúnam o descanso, o lazer, o trabalho e a aprendizagem.



Muitos me perguntam: como você consegue trabalhar tanto e parecer tão bem? Como é possível que você não se canse de trabalhar? Minha resposta é o prazer proporcionado pelo trabalho que desenvolvo. Trabalho, me divirto e aprendo no consultório, na sala de aula; mas também trabalho, me divirto e aprendo quando encontro os amigos, quando assisto uma peça de teatro, um filme, um concerto, quando leio um livro, quando escrevo um texto.



Como você se sente em seu trabalho? Em sua casa? Com suas atividades? Com você mesmo? Se a resposta não lhe agrada, quais são as possibilidades de modificar isso?


Fonte: Monica Aiub

Ando devagar... (Paula Fernandes)


Reflexo espalmado: moda para os cabelos

A proximidade do verão costuma provocar uma verdadeira corrida aos salões de beleza. As mulheres que escureceram os cabelos para o inverno invertem a tática e passam a investir em várias formas de clareamento para a estação das altas temperaturas. No badalado Salão Ricardo Cassolari, de São Paulo, o procedimento do momento para clarear os fios é o reflexo espalmado.


Como o próprio nome já indica, a aplicação do descolorante nesse tipo de reflexo é feita com as mãos em mechas bem finas e suaves. Segundo Fernando Cassolari, profissional do salão formado em Londres. Ele garante que a grande vantagem de não usar o pincel é que as mechas ficam menos marcadas e o resultado é bem mais natural. “Além disso, com essa técnica, a aplicação é muito mais rápida, usamos menos descolorante e não prejudicamos tanto os fios quanto o reflexo convencional”, explica Fernando.


Maior durabilidade

Outra vantagem é com relação à manutenção. Como as mechas não ficam marcadas e são clareadas a partir de cinco a dez centímetros da raiz, os reflexos não exigem nenhum tipo de retoque e podem durar até seis meses. “Já para as pessoas que, além dos reflexos fazem coloração, aí sim a manutenção será maior, mas não por causa das luzes e sim para retocar a coloração”, diz Fernando. Com isso, a técnica é mais indicada para os cabelos mais sensíveis “O reflexo espalmado é uma ótima opção para cabelos com fragilidade moderada, assim como para os virgens”, responde o profissional.

Fonte: Terra