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domingo, 13 de março de 2011

Chapéu na moda

A palavra chapéu vem do latim antigo "cappa", "capucho" que significa peça usada para cobrir a cabeça.

O primeiro acessório efetivamente usado foi o "pétaso" por volta do ano 2.000 a.C. .

Tratava-se de um chapéu de copa baixa e abas largas que os gregos utilizavam em suas viagens como uma forma de proteção.



Era um tipo prático, ajustável, retirado com facilidade, tendo perdurado na Europa por toda a Idade Média (de 476 a 1453).

Nas primeiras décadas do século XX, os chapéus masculinos em suas formas e estilos, alteraram-se pouco em oposição aos chapéus femininos, que conheceram diversos tipos, com freqüentes variações, até mesmo segundo as estações do ano.

Depois da década de 30 e até hoje, os chapéus passaram a ser encarados como um acessório de vestimenta e proteção.



Nos países tropicais, como no caso do Brasil, o chapéu tem função protetora contra o sol.



Nos países de clima frio, o chapéu é usado, sobretudo como proteção do vento e temperaturas baixas.

Os materiais mais empregados tradicionalmente na indústria de chapéus são o feltro, a palha e o tecido.



Além de misturas variáveis que resultam em produtos mais rudes (geralmente usados em artesanato), até materiais industrializados e mais refinados (como o Panamá), atualmente a tendência é a utilização de materiais artificiais, principalmente nos chapéus destinados ao abrigo das intempéries, no sentido de impermeabilização.

A matéria prima utilizada na confeção desse item varia conforme os países e as regiões, dependendo das substâncias disponíveis ou dos costumes das pessoas. Em geral o material deve ser usado de acordo com o seu feitio e a sua função. Por exemplo, os chapéus para chuva geralmente são à prova d'água e os de verão são feitos de palha e tecido leve.

Para ocasiões especiais, os materiais empregados na confecção do chapéu são mais finos. O crinol francês e as palhas italianas e francesas são os mais utilizados. O primeiro é mais sofisticado e freqüentemente usado em eventos noturnos, e o segundo é adequado para eventos diurnos.

Os mais procurados são casquete, capeline, canotier, breton e meio breton. O casquete é um chapéu pequeno e sem abas e o capeline possui abas maiores.

O canotier possui uma cúpula achatada e abas estreitas. O breton tem abas curtas e viradas para cima, e o meio breton é aquele com abas curtas viradas apenas na parte da frente.

Todos ficam mais elegantes se acrescidos de outros adereços, que combinem e completem a roupa, como flores artificiais ou um voillet. A maioria dos vestidos pode ser acompanhada por um chapéu. Mas fique atenta: o acessório tem que ser da cor do vestido ou combinar no mínimo com dois elementos do traje.

Na hora de optar pelo acessório, é bom prestar atenção em alguns detalhes, tais como o local e o horário do evento e até mesmo o tipo físico da pessoa.

A altura, o tipo do rosto e o tamanho do pescoço, por exemplo, são elementos que devem ser levados em consideração na hora da escolha do chapéu.

Pessoas muito baixas devem evitar aqueles com abas muito grandes e optar pelas abas médias e pequenas. Já as mulheres mais altas ficam bem com modelos com abas maiores.

Confira algumas dicas segundo o formato do rosto:

Rosto oval

Chapéu com aba e copa proporcionais. Neste rosto, um chapéu desproporcional dá a impressão de ele ser muito grande em relação ao rosto da pessoa que o usa.

Rosto triangular

Chapéu com aba e copa menores. Ele deve combinar com a proporcionalidade do rosto da pessoa, para seguir sua forma.

Rosto alongado

Chapéu com copa média e baixa. Copa alta ou muito alta, não é indicada. Além de não ficar adequado por causa da altura que atinge o chapéu, ele não fica bem justo e nem bem fixo sobre a cabeça da pessoa.

Rosto quadrado

Chapéu com copa alta e aba mais larga. A pessoa com essa característica costuma ter o rosto um pouco menor verticalmente e um pouco maior horizontalmente, em relação a outras pessoas. Por isso, um chapéu com copa média ou médio-alta, e abas maiores é o ideal. O chapéu pode ficar apertado, caso tenha as abas menores e copa pequena.

Rosto arredondado

Chapéu com copa média ou alta e aba proporcional.


Fonte: Portaldasjoias



Para se proteger do sol, enfeitar a cabeça ou mesmo para se destacar em algum evento que exija um pouco mais de elegância, usar um chapéu faz toda a diferença.

Porém, nos últimos anos caiu em desuso e agora, que começou a aparecer nos desfiles de moda, o acessório vem ganhando novamente espaço nos guarda roupas.

Taxado como um símbolo de poder, o chapéu é uma antiga peça do vestuário masculino e tinha diversas formas e ocasiões de uso, mas sua principal finalidade era a proteção do sol e chuva e como símbolo de distinção social.

Com o passar do tempo, a peça começou a ser usada também pelo público feminino, claro que os chapéus femininos eram bem diferentes dos masculinos, e fez muito mais sucesso.

Mais do que os masculinos, os chapéus femininos eram indicadores de classes sociais.

Quanto mais ornamentados e ostensivos, mais representavam a elegância da mulher.

A partir das décadas de 60 e 70, os chapéus foram sumindo do cenário fashion até ficarem quase extintos das ruas.

Hoje o chapéu vem marcando presença constante nas passarelas das mais elegantes grifes de moda do mundo.

Ele vem discreto, mas vem.

O chapéu na moda

O chapéu atual não é o mesmo de antes. Hoje, numa mistura de new fashion com estilos de vida variados, são criadas diversas maneiras de usá-lo e ficar na moda.

Nos desfiles internacionais eles são sempre atrações à parte, seja pela sua exuberância, pelo charme que conferem a quem o usa, ou mesmo por estar novamente em voga.

Na estação vindoura, o inverno, os chapéus de palha - e de praia - voltam para o armário e dão espaço ao famoso Fedora, um chapeuzinho de abas curtas feito de feltro e, na maioria das vezes, muito colorido.

O Fedora é típico dos climas frios e faz harmonia perfeita com casacos e roupas de frio, traduzindo a eterna elegância de um acessório muito charmoso.

Os britânicos

Todo mundo conhece a fama dos chapéus de Londres, os conhecidos ‘Wedding hats’ (chapéus de casamento). E recebem este nome por serem realmente chapéus de casamento. Geralmente utilizados pela noiva, madrinhas e convidadas, os chapéus são muitas vezes bem grandes e com muitos adornos. Os casamentos ingleses são realizados durante o dia, principalmente na parte da manhã.

Os chapéus, então, conferem a sutileza e a fleuma necessária para a cerimônia. Na sociedade britânica usar chapéu não é costume apenas em celebrações religiosas ou festivas, no dia a dia também é muito utilizado, sobretudo na high society, indicando ainda a posição de status social. Coisas da tradição britânica que quase ninguém usa mais.

Os brasileiros


Não é apenas nos países frios e nos ares europeus que usar um chapéu é uma ação corriqueira.

No Brasil ainda há muita utilização de chapéus, embora a moda por aqui seja mais influenciada pelo calor e sol forte do verão, não sendo comum vermos pessoas usando chapéu no inverno.

Os chapéus de palha, ou mais conhecidos como chapéus de praia, são encontrados facilmente em qualquer viagem que se faça ao litoral.

As grifes de moda vêm lançando o chapéu de inverno novamente - e lentamente - e embora o país esteja caminhando no universo fashion a passos de gigante, o calor do sol ainda será a inspiração para criação de moda. Os chapéus mais finos e mais chamativos vêm, pouco a pouco, conquistando espaço, mas ainda têm sido vistos apenas nas cabeças dos mais ousados e dos fashionistas.

A elegância do chapéu

São muitas as mulheres que fizeram história no cinema usando chapéu. Pretty Woman, filme de 1990, foi um deles, no qual Julia Roberts usa os chapéus mais elegantes de Beverly Hills. Greta Garbo, também fez moda e lançou diversos chapéus quando fez o filme Mulher de Brio (1928). Todos ficam mais elegantes se acrescidos de outros adereços, que combinem e completem a roupa, como flores artificiais ou um véu.

A maioria dos vestidos pode ser acompanhada por um chapéu.

Mas fique atenta: o acessório tem que ser da cor do vestido ou combinar no mínimo com dois elementos do traje.

Não importa onde ou quando se usa um chapéu, ele sempre será um acessório que complementa o visual, dando um ar de elegância e finesse.

Dicas importantes

Com tanta variedade de chapéus é difícil escolher aquele que ficará melhor em cada ocasião. Confira as dicas para não fazer feio e completar a sua elegância.

Ao comprar um chapéu, procure ajuda da chapelaria para escolher o modelo que se adapte melhor ao formato de seu rosto. Chapéus desproporcionais tornam-se muito vistosos e a aparência fica deselegante.

A melhor prova para saber se o chapéu combina com você e com sua roupa é colocá-lo e ver-se no espelho. Leve em consideração o ambiente e seu estilo próprio.

Quem não quer chamar muita atenção, deve combinar a cor do cabelo com o tom da cor do chapéu. Não chama atenção e fica bem com tudo. Dependendo da cor da roupa utilize fitas ou adereços no mesmo tom no chapéu.

Chapéus coloridos ou estampados devem ser usados como acessório principal. Nada de brincos ou colares. O visual fica muito carregado.

Chapéus de brechó podem ser peças muito chiques se você souber misturar fitas e acessórios que não tenham nada a ver com aquele visual antigo.

Fonte: Meioemidiacult



O chapéu tem tanto senso de humor quanto de formalidade.

Pode vestir sublime ou, no descuido, parecer caricato.

Em primeiro lugar, avalie o tamanho do rosto e do corpo.

Isso é fundamental.


Algumas dicas:


• Rostos graúdos e corpo pesado não combinam com chapeuzinhos pequenos, gorros e boinas apertados. Caras miúdas somem se o acessório é muito vistoso. Para um perfeito equilíbrio, bom senso e a prova em frente do espelho são a melhor receita para o chapéu ideal.
• Não tente combinar o chapéu com a roupa. Vai parecer figurino da Rainha da Inglaterra. Eles funcionam melhor como ponto de contraste nas cores ou texturas com o que se veste. Para uma ocasião elegante é importante provar a roupa com o chapéu para sentir o efeito total.
• Contraste também com o formato de rosto: formas arredondadas suavizam traços angulosos e os modelos geométricos favorecem o rosto redondo.
• Esqueça os chapéus glamourosos de Joan Collins em “Dinasty”. Os anos dourados acabaram. Quanto mais casual o chapéu, melhor o efeito. Nada que pareça ter levado uma hora na frente do espelho, mesmo que este tempo tenha sido gasto. Simplicidade é o recado.
• A melhor cor vai depender de cada pessoa. Para quem não quer o chapéu como destaque, a cor próxima do tom do cabelo, chama menos atenção e combina com todas as roupas. Os neutros também garantem menos notoriedade.
• Chapéus com abas ficam melhor em cabelos curtos, médios ou presos. Modelagens sem aba como as boinas e bonés podem ser usados com cabelos longos e soltos.


Fonte: Guia Feminino

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