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sábado, 8 de maio de 2010

Vacina contra o HPV deve ser aplicada ainda na infância

Estudo norte-americano avaliou como a recomendação médica está sendo recebida pelas mães.

Você já pensou em levar a sua filha de 9 anos para tomar a vacina contra o HPV? Pois saiba que essa orientação pode se tornar cada vez mais comum nas consultas ao pediatra.

Nos Estados Unidos, um estudo realizado pela University of Texas abordou como a indicação da vacina pelos médicos está sendo recebida pelas mães. Verificou-se que, apesar de algumas mulheres não serem a favor devido às suas crenças sobre sexualidade - como se a vacinação fosse um incentivo ao início precoce da atividade sexual -, há aquelas que já aderiram à imunização. Dessas, 26% afirmaram que as filhas já foram vacinadas, enquanto 22% disseram que a vacinação aconteceria dentro de um ano.

Outro motivo para a resistência é o fato de a vacina ser muito recente - nos Estados Unidos, o FDA aprovou o primeiro imunizante contra o HPV no ano passado. De acordo com Susan Rosenthal, uma das responsáveis pela pesquisa, muitas mães esperam que a vacina seja usada por mais pessoas e que exista mais experimentos realizados. Só assim, elas se sentiriam mais seguras para imunizar as filhas.

No Brasil, a indicação é a partir de 9 ou 10 anos de idade. "A vacinação é uma parte importante da consulta ao pediatra. Geralmente, é dele que parte a iniciativa de recomendar quais são os imunizantes necessários para as crianças. E a contra o HPV é uma delas", diz Marco Aurélio Palazzi Safadi, pediatra e especialista em infectologia do Hospital São Luís e da Santa Casa (SP).

Atualmente, há duas vacinas contra o HPV disponíveis no mercado brasileiro: a Cervarix, do laboratório GSK e a Gardasil, da Merck Sharp&Dome. As duas são ministradas em três doses. Safadi afirma que indica a imunização para suas pacientes, mas são poucas as mães que incluem essa vacina no calendário das filhas. "Muitas dizem que 'vão esperar mais um pouco', 'talvez no ano que vem'... Geralmente, o maior impedimento é o preço", diz.

Fonte: Simone Tinti

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