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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Homens maduros - Andropausa




A Andropausa não é igual para todos os homens, mas todos experimentam alguma diferença no modo de sentir a vida a medida em que a velhice vai chegando.
Embora a idade seja a causa da Andropausa, os homens mais emotivos, menos autoconfiantes e seguros de si estão mais predispostos aos efeitos da apatia.
A produção do hormônio testosterona costuma diminuir, de forma discreta, quando os homens ultrapassam os 50 anos. Isso é fisiológico e natural. Depois dos 40 anos, a testosterona começa a diminuir cerca de 1% ao ano, entretanto, quando essa queda é mais acentuada, o fenômeno leva o nome de Andropausa e alguns homens podem apresentar problemas.
Portanto, a Andropausa seria o resultado das disfunções sexuais e os problemas físicos provocados pela diminuição do nível de testosterona que atinge homens com mais de 50 anos. O “climatério masculino”, ou Andropausa, foi descrito pela primeira vez em 1939, onde se caracterizou como o declínio da testosterona plasmática em homens acima de 50 anos.
A partir dos anos sessenta, inúmeros trabalhos científicos confirmaram estas descobertas e identificaram uma redução da perfusão sanguínea (fluxo) nos testículos, com redução significativa da síntese de testosterona.
A Andropausa é a versão masculina da menopausa na mulher e, neste período do envelhecimento, o homem é marcado por mudanças fisiológicas e psicológicas.
Mas, por maior que seja a queda da testosterona no homem, ela não se compara à queda dos hormônios femininos na mulher na menopausa.
No homem os sintomas se instalam lenta e progressivamente, diferentemente da menopausa na mulher. Nessa fase, em 15% dos casos surgem sintomas como perda de interesse sexual, problemas de ereção, falta de concentração, queda de pêlos, aumento de peso, irritabilidade e insônia, entre outros.
O medo de enfrentar desafios, seja na vida particular ou profissional, é um dos sintomas mais comum. Quando é a insônia que mais importuna o paciente, deve ser tratada, quando são os distúrbios de ereção, é isso que deve receber tratamento, ou a depressão, o ganho de peso e assim por diante.
A Testosterona, o Hormônio Masculino
Os hormônios masculinos são produzidos, na sua maior parte, nos testículos e pequena porção nas glândulas supra-renais. A regulação da produção desses hormônios depende da integridade do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, um sistema que integra o hipotálamo no cérebro, a glândula hipófise, também no cérebro e as gônadas.
A testosterona é o mais importante hormônio masculino e o homem adulto produz aproximadamente 7mg de testosterona todos os dias. No exame de sangue essa produção é constatada normal quando o nível de testosterona está entre 300 e 1.000 ng/dL (nanograma por decilitro).
Entre o período da manhã e noturno existem variações na produção de testosterona, sendo à noite os menores níveis. A produção de testosterona pode ainda ser alterada por várias condições clínicas, tais como uso de alguns medicamentos, obesidade, doenças hepáticas, doenças renais e doenças de algumas glândulas, principalmente da tireóide, diabetes, por doenças coronarianas, depressão e até pelo tabagismo (Referência)
A testosterona facilita e promove o crescimento e a virilização do homem, estando associada às mudanças na composição corporal, como a distribuição de pêlos na face, tórax e na região púbica, aumento da massa muscular e funções sexuais. Existem grandes variações individuais na produção hormonal e variações com a idade. No sangue, a testosterona está circulando geralmente ligada às proteínas (globulinas).
Na adolescência a testosterona é responsável pelas características sexuais, como o desenvolvimento do pênis, o aumento dos pelos, as mudanças da voz e o aumento da massa muscular. Com a diminuição ou falta da testosterona surgem os sintomas da Andropausa (abaixo).
Em torno dos 55 anos, às vezes até mesmo antes, começa a perda de libido e o interesse sexual diminui ou desaparece. Apesar do homem ainda ter ereção peniana sua vontade de sexo está prejudicada. Mais tarde surge também a dificuldade em ter ou manter a ereção, juntamente com alterações de humor, irritabilidade, sintomas depressivos e alterações da memória, entre outros.
Tal como acontece nas mulheres, por volta dos 35-40 anos o homem também passa a ter maior propensão para engordar e, com a Andropausa, essa tendência se agrava. Mas o aumento de peso na Andropausa se deve ao aumento da gordura corporal, havendo simultaneamente uma maior perda de massa muscular. Essa perda muscular se agrava ainda mais pela falta de atividade física.
Além da diminuição do desejo sexual também sofre diminuição a disposição mental e disposição para o trabalho. O déficit de Testosterona no cérebro leva também a constantes episódios depressivos, dando a sensação de que a vitalidade se reduz a cada dia que passa.
SINTOMAS DA ANDROPAUSA
Aumento da proporção de gordura corporal

Diminuição da massa muscular
Tendência à anemia
Tendência à osteoporose
Perda de interesse sexual
Dificuldade de ereção
Dificuldade de concentração
Problemas de memória
Apatia e depressão
Queda de pêlos
Aumento de peso
Irritabilidade
Insônia

Fonte: UOL



Forma física declina principalmente após os 45 anos de idade

De acordo com um estudo publicado na revista científica Archives of Internal Medicine, o condicionamento físico de homens e mulheres diminui com o tempo, mas existe uma aceleração desse processo quando se atingem os 45 anos de idade. Os autores do estudo acreditam ainda que o controlo do peso, não fumar e ser fisicamente activo são factores associados a um nível mais elevado de condicionamento físico.

A equipa de investigadores avaliou mais de 3 mil mulheres e 16 mil homens com idades compreendidas entre os 20 e os 96, tendo concluído que, apesar da forma física diminuir com o decorrer do tempo, essa redução não era de forma linear e constante, havendo também um declínio cardiorespiratório a partir dos 45 anos, especialmente entre os homens. Estes resultados sublinham a importância de se ser fisicamente activo, bem como não fumar, como forma de manter a função cardiorespiratória correcta na vida adulta. Os especialistas acreditam que estes dados são importantes, especialmente em locais onde a população se tem vindo a tornar cada vez mais sedentária e obesa. "Ser inativo e ter um elevado IMC estaria associado com menor idade em que a pessoa esperava alcançar o limite da aptidão cardio-respiratória associado com maiores riscos de saúde", concluíram os autores do estudo.

Fonte: Estadão



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