Conexão Lia Nagel

Pesquisar neste blog

Tradutor - Translate

domingo, 13 de abril de 2014

LOUCOS POR CHOCOLATE !!!!






Se come chocolate todo dia e não consegue se satisfizer com pedaços, você pode ser chocólatra


Gisele Tavares, 13 anos, de Mauá, não espera a Páscoa para encher a cara com a guloseima. "Prefiro em barra porque é mais fácil de levar na bolsa e dá para comer em qualquer lugar. Faço isso sempre."
Já para Yuri Cabral, 14, de São Caetano - que faz cair por terra a ideia de que só menina curte o doce - qualquer tipo é válido, desde que seja chocolate. "Pode ser ovo, barra ou bombom. Para mim é tudo gostoso." O preferido do garoto é o branco. "Tem sabor diferente, único." 



Mesmo sendo difícil resistir durante a Páscoa, é necessário treinar o autocontrole. A guloseima em exagero pode engordar, dar crise de enxaqueca e viciar por causa de uma substância chamada teobromina, da mesma família da cafeína.
Yuri já foi alertado sobre o perigo, mas acha difícil controlar. "Não consigo parar. Semana passada, por exemplo, não resisti e comi duas latas de leite condensado com chocolate em pó e granulado." 


O chocólatra come todos os dias e em muita quantidade. O costume vem da infância e pode piorar nos momentos de estresse e ansiedade.




Por outro lado, as espinhas não são culpa exclusiva do chocolate. O que acontece é que o alimento é muito gorduroso e pode aumentar a oleosidade da pele e, assim, gerar espinhas. Mas não é regra. Um organismo é diferente do outro. 
"Fritura, refrigerante, salgadinhos e qualquer alimento com gordura saturada pode ser mais maléfico do que o chocolate", explica o nutrólogo João César Soares.
A boa notícia é que o alimento também pode fazer bem à saude se consumido em pouca quantidade. "Como é feito das sementes do cacau tem minerais, ômega 6 e anti-oxidantes, que diminuem o acúmulo de colesterol ruim no sangue", explica a nutricionista Adriana Piva. Além disso, contém flavonoides, que previnem o envelhecimento precoce e fazem bem ao coração. Se gostou desta notícia, então se prepare para a próxima: o chocolate estimula a produção de endorfina e serotonina, que dá sensação de prazer.
O chocolate é remédio para os ansiosos e estressados, que atacam o doce, principalmente na TPM (Tensão Pré-Menstrual). 
"Dá tanta vontade que já saí da aula para comprar uma barra quando estava com TPM", diz Gisele.



Chocolate especial para os diabéticos
Quem pensa que ter diabetes significa nunca mais comer chocolate está enganado. Helena Boaretto, 15 anos, de Mauá, descobriu que tinha a doença aos 10. No início foi um susto, mas percebeu que não é bem assim. "Posso comer de tudo, até chocolate. Para isso, aplico insulina (substância que ajuda o organismo a digerir o açúcar). O que não dá é para exagerar."
A garota conta que costuma ganhar ovo de Páscoa diet (especial para diabético), mas reclama não ter muitas opções. "Acabo ganhando sempre o mesmo ovo. Poucas marcas fabricam o diet." Mesmo assim, Helena já se acostumou a ficar sem o chocolate comum e curte o gosto do diet. "Quando sinto aquela vontade incontrolável, experimento um pedaço e me contento", diz a menina, que confessa ser chocólatra, mas só de doce diet. "Não passo vontade."



Diet e Light
A diabetes faz com que o pâncreas deixe de produzir insulina, substância que controla a quantidade de glicose no corpo. Se o organismo tem açúcar em excesso, prejudica o sistema circulatório. Por isso, os doces devem ser controlados e apenas os produtos diets devem ser consumidos. Optar pelos lights não adianta, já que possuem os mesmos ingredientes do alimento original, só que com menos caloria.



O melhor trampo do mundo
Na hora de escolher o que quer ser quando crescer, o principal conselho é fazer algo que gosta. Então, por que não trabalhar com chocolate? Já imaginou sentir, cheirar, ver e comer o doce todos os dias? Assim é a rotina de Stefenson Soalheiro, gerente de marketing da Cacau Show. Ele tem a missão de degustar a guloseima e é responsável pela criação de novos produtos.
"Viver no mundo do chocolate é maravilhoso. É algo que todo mundo gosta e cai bem em todos os momentos, tanto nas alegrias quanto nas tristezas. É bacana porque faz com que as pessoas fiquem felizes", acredita. É por essas e outras que Stefenson adora a profissão e jura que ainda não enjoou de tanto chocolate. "Falo isso há 14 anos e a cada ano a minha paixão aumenta ainda mais."
Para atuar nessa área, Stefenson fez vários cursos e, claro, é chocólatra. Segundo ele, não é um caminho difícil. "Primeiro é muito importante gostar do alimento, depois é necessário fazer cursos relacionados a marketing, desenvolvimento de produtos, comportamento do consumidor, entre outros", aconselha.
No entanto, isso não é tudo. É preciso ter um paladar apurado, conhecer as características que diferenciam o alimento e ter critério para decidir. Ficar superantenado nas tendências e visitar o mercado também são muito importantes. Além de mergulhar no delicioso universo do chocolate, entendendo a história, receitas, sabores, mercado etc. "Ler tudo que aparece sobre o assunto é essencial", conclui o gerente de marketing.



Era muito apimentado...
Não. Willy Wonka e os Oompa Lompas, da Fantástica Fábrica de Chocolate, não inventaram o chocolate. Como é feito com as sementes do cacau, fruto originário da Floresta Amazônica, acredita-se que os povos da América já cultivavam o alimento mesmo antes de os europeus pisarem por aqui.
O mérito acabou ficando para os astecas, que viviam no México. Eles inventaram uma bebida feita de cacau chamada tchocolath (que deu origem ao nome chocolate) usada como remédio em rituais sagrados. Era amarga e apimentada. Nada bobos, os colonizadores trataram de levar a descoberta para seus países. A Espanha recebeu muitas sementes, mas na época, o povo não gostou do que bebeu. Aos poucos, acrescentaram açúcar e outros ingredientes, como vinho e leite. Desta forma, ficou mais gostosa e virou sucesso. Só no século 18, os ingleses começaram a produzir chocolate em barra.
No Brasil, a Bahia é o Estado que mais produz cacau. Entretanto, é na Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões, na África, que fica a maior produção do planeta. O Brasil é o sexto colocado, atrás da Indonésia, na Ásia.



Vários tipos
Para saber a quantidade de nutrientes da guloseima, basta olhar o rótulo na embalagem: os ingredientes aparecem de acordo com a quantidade usada no produto. Quanto maior a concentração de cacau, mais escuro é o chocolate.
Os tipos mais conhecidos são:
Ao leite: feito com a massa de cacau (cerca de 35%), leite e açúcar. É o preferido dos brasileiros, pois é mais doce.
Branco: leva somente a manteiga do cacau, que é clara, mais leite e açúcar. É o mais gorduroso.
Meio amargo: possui mais da metade da composição (cerca de 55%) de cacau misturado com leite e açúcar. É o mais indicado, pois quanto mais cacau, mais saudável.
Amargo: possui cerca de 75% de cacau, pouco açúcar e, em alguns casos, não vai leite. Também é mais saudável.


Chocolate é vício

Comer chocolate pode se tornar um vício. Segundo pesquisadores do Instituto de Neurociências de San Diego, nos Estados Unidos, o chocolate contém um tipo de lipídio (gordura) chamado anandamina, que causaria em seus apreciadores o mesmo efeito das substâncias presentes na maconha. O estudo, publicado na edição da quinta-feira 22 da revista Nature, explica que a anandamina ativa no cérebro os neurotransmissores que fazem aumentar a sensibilidade e a euforia. Estudos anteriores ao de San Diego dão conta de que o chocolate possui ainda outras substâncias que causam dependências: a cafeína (encontrada por exemplo no café, chá e guaraná) e a feniletila, molécula semelhante à anfetamina (presente na cocaína). Para tranquilizar os chamados "chocólatras", o pesquisador Danielle Piomelli, que coordenou o estudo, diz que "o chocolate é mais que um alimento, mas menos que uma droga". E para "viajar" com ele uma pessoa de 60 quilos teria de comer a overdose de cerca de 11 quilos da guloseima.


Quando geralmente começa o vício
É comum iniciar o vício do chocolate na Páscoa ou quando se chega de uma viagem onde se compra chocolates a mais para serem estocados em casa. Se diariamente, em uma determinada hora, você comer 30g de chocolate, ao final de uma dezena de dias, se você não comer, o corpo pede. O chocolate, antes de dormir, recupera nossas forças e ajuda a embalar o sono. É comum ver pessoas solitárias guardando chocolate no quarto, para comerem na cama, sozinhas, lendo um livro ou assistindo televisão.
Uma vez estalado o vício, a tendência é ir aumentando as quantidades ingeridas. Não é difícil para o chocólatra comer uma caixa de bombom em poucas horas. O chocolate do qual gostamos é uma combinação de gordura, cacau, leite e açúcar, e deveria. O princípio, ser reservado para os momentos de celebração. Como a Páscoa é uma celebração, não abra mão de seu chocolate, caso lhe dê prazer. Coelhinhos da Páscoa e seus ovos possuem sabor de infância e são relacionados ao carinho e afeto.
Uma barra de 30 gramas de chocolate ao leite possui em média 6mg de colesterol (o maior responsável pelo enfarte cardíaco) e 4mg de gorduras poli saturadas e monoinsaturadas (que ajudam a nos proteger dos enfartes). Sendo assim, em relação ao colesterol no sangue, o chocolate começa a ser visto com maior benevolência e já não é tão enfaticamente contraindicado em dietas. Os chocolates dietéticos têm em média as mesmas calorias que os chocolates adoçados com açúcar, e são algumas vezes mais gordurosos. Chocolates diets são indicados para atender ao público diabético e não aos que intencionam comer menos calorias.




O vício do chocolate é psicológico?
Um pesquisador britânico vem combatendo a ideia de que o chocolate é uma substância que pode levar à dependência química e psicológica, informou a agência Reuters. Para Peter Rogers, psicólogo da Universidade de Bristol, o fato dos chamados "chocólatras" não conseguirem controlar seus impulsos não se trata de um vício. Segundo Rogers, algumas substâncias encontradas no chocolate preto, como a feniletilamina (ou PEA), produzem um zumbido quando alcançam o cérebro de algumas pessoas. Mas vários destes componentes também existem com maior concentração em outros alimentos, como abacates ou queijo, e não causam a mesma intensidade na vontade de comê-los. O pesquisador afirmou que a vontade de comer chocolate é "maliciosa, mas boa" e as pessoas que o mantém como um prazer proibido tornam as recaídas mais fáceis de acontecer. "O fato do chocolate preto possuir substâncias psicoativas que causam estímulos no cérebro dos seres-humanos não fazem desse consumo um vício", disse.




O desejo de comer chocolate
Desejo de chocolate é diferente da vontade de comer geleia, pudim, goiabada, gelatina ou qualquer fruta. Quando o corpo descobre que existe o chocolate, que ao mesmo tempo que dá energia, relaxa as tensões, passa a pedir este alimento, muitas vezes de forma imperativa, fazendo a razão vencer o desejo. Este sinal delata o chocólatra. O chocolate vicia por ajudar a soltar (momentaneamente) os nós das costas, do peito e da garganta.



Por que o chocolate vicia
A vontade de comer um chocolate não passa com outro doce. A química que ocorre entre o chocolate e o nosso prazer é especial. O chocolate vicia devido a um de seus componentes básicos, o aminoácido feniletilamina, precursor da serotonina, substância que fabricamos em situações de felicidade.
Namoro e orgasmo cursam com uma cascata de serotonina em nosso corpo. O
neném, quando está mamando, bem como a mãe amamentando, também secretam muita serotonina. Essa substância, também conhecida como hormônio da felicidade, encontra-se diminuída nas tristezas e depressões, e tem sua produção aumentada quando comemos chocolate. Tal que comemos chocolate quando nos encontramos tristes.




Um vívio como outro qualquer
O chocólatra é um viciado como outro qualquer, o que traz más consequências para o corpo e a cabeça.
Como qualquer vício, leva à dependência que é tanto prejudicial para a saúde mental, pois existem questões emocionais não percebidas ou esclarecidas; assim como fisicamente, pois altera as taxas no organismo, como colesterol, glicose, etc - afirma a especialista.
Para alguns pode até parecer exagero, mas o chocólatra deve procurar auxílio psicológico para tentar se livrar do vício.
- O tratamento é feito para um dependente, ou seja, procuramos identificar os motivos pelos quais o indivíduo busca como forma de prazer a compulsão - esclarece Monica.
Aline, a estudante de Direito viciada em bombons e barrinhas, acredita que jamais conseguirá comer chocolate como uma pessoa normal. Mas a psicóloga garante que isso é possível.
- A partir do momento em que as causas ou faltas reais são identificadas e elaboradas, a relação passa ser de um prazer momentâneo e natural, deixando de ser uma compulsão - finaliza.

Fonte: Terra; UOL; Lia Nagel








Lia Nagel

Nenhum comentário:

Postar um comentário