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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Chocolate: benefícios e malefícios

Nada como saborear um delicioso chocolate!! Quem não gosta daquele sabor dos deuses derretendo na boca!!!
Num período como esse - próximo da Páscoa - a gente pode encontrar milhares de tipos, sabores, formatos de chocolates por toda a parte! É uma tentação ver fileiras de ovos de chocolate se multiplicando nos supermercados e nas lojas especializadas de chocolate e, haja força de vontade para resistir a essas delícias maravilhosas!!! 



Abaixo, selecionei alguns esclarecimentos sobre o chocolate que podem servir de consolo ou de preocupação!!!

CHOCOLATE: o doce mais popular do mundo!! Ele é altamente calórico, o chocolate é o vilão das dietas, mas pode ser consumido com moderação por pessoas saudáveis. Nutritivo, contém vitaminas e sais minerais, além de alto teor de flavonoides --antioxidantes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares-- e de substâncias precursoras da serotonina --responsável pela sensação de prazer e bem-estar.





Se você tiver alguma dúvida ou curiosidade sobre o CHOCOLATE, veja essas perguntas e respostas que encontrei que podem ajudar a esclarecer:


1. Chocolate faz bem para a saúde?

Alguns estudos, não conclusivos, dizem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue. Ele contém vitaminas --A, B, C, D e E-- e sais minerais, como o ferro e o fósforo. De qualquer modo, por ser altamente calórico, deve ser consumido com moderação inclusive por pessoas saudáveis. O chocolate ao leite e o branco são os menos recomendados, devido às gorduras saturadas presentes no leite.

2. Qual é a quantidade recomendada por dia?

A Organização Mundial de Saúde não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.

3. Qual é o mais e o menos calórico?

O chocolate amargo e o ao leite têm praticamente as mesmas calorias.

4. O "diet" engorda? E o "light"?

Como não tem açúcar na composição, o teor de gordura do "diet" precisa ser maior, para garantir a mesma consistência. Em alguns casos, ele chega a ser mais calórico que o chocolate comum, por isso é indicado apenas para diabéticos, não para pessoas com restrição calórica. Já os "light" têm menos gordura e, por isso, menos calorias.

5. Quem não deve comer chocolate de jeito nenhum?

Pessoas sensíveis podem ter enxaqueca provocada por alergias ou devido à ação de substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate, além de irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal. A tosse pode ocorrer como manifestação alérgica, embora não seja comum. A diarréia pode ser causada pelo consumo excessivo, devido ao alto teor de gordura, razão pela qual pessoas com problemas no fígado devem evitá-lo. Estima-se também que de 10% a 15% das pessoas com doenças labirínticas tenham problemas com o metabolismo de açúcar.

6. E as crianças? A partir de que idade o consumo de chocolate é liberado?

Ele deve ser desestimulado em qualquer idade, devido ao alto teor de açúcar e gordura. Quanto mais cedo a criança começar a comer chocolate, pior. No primeiro ano de vida, as chances de intolerância à lactose (açúcar encontrado no leite animal) são maiores.

7. Qual o é o efeito dele na pele? Dá espinha? E dos cosméticos à base de chocolate?

Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas. Alguns dermatologistas, no entanto, afirmam que pacientes com propensão à acne relatam piora após a ingestão exagerada de chocolate. Já os efeitos de cosméticos e tratamentos para a pele à base de chocolate, disponíveis desde a Antigüidade, são duvidosos. O óleo do cacau hidrata a pele apenas superficialmente, podendo ser usado em peles ressecadas ou envelhecidas, embora existam produtos mais eficazes.

8. Chocolate pode causar dependência?

Sim. Ele contém três substâncias que podem provocá-la: a teobromina, a cafeína e a feniletiamina. Para ser caracterizada como dependente, a pessoa precisa consumir chocolate para se sentir bem ou ter sintomas depressivos quando fica muito tempo sem comê-lo. Geralmente, o problema afeta os indivíduos angustiados e os ansiosos.

9. Como são os chocolates especiais para pessoas alérgicas à lactose e ao glúten?

A maioria dos produtos voltados a pessoas com intolerância à lactose utiliza o leite de soja no lugar do leite de origem animal. Como alternativa, existe o chocolate amargo, que não leva leite na sua composição. Já as pessoas com intolerância ao glúten devem consultar as informações no rótulo do produto para se certificar que o recheio ou os outros ingredientes são livres da substância. Chocolate puro não contém glúten.

10. Por que, ao comê-lo, sentimos melhora de humor e alívio no estresse?

Porque ele contém substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.

11. Chocolate é afrodisíaco?

Dessa crença popular, difundida há séculos, o que se sabe é que ele estabiliza neurotransmissores relacionados a sensações prazerosas, como a dopamina e a serotonina, e favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem o prazer.

12. Se a pessoa concentrar o consumo do ano todo na Páscoa, pode ter uma intoxicação?

Ela só vai ocorrer se o chocolate estiver contaminado por alguma toxina. Mas o consumo exagerado pode provocar diarreia.

13. Qual é o prazo de validade de um chocolate? Ele dá algum sinal de que está impróprio para o consumo?

Em seis meses, ele começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor excessivo, a sua gordura sobe à superfície: o chocolate fica manchado, mas não significa que está estragado.

14. Por que se diz que os chocolates belgas, franceses, suíços e venezuelanos são tão superiores aos brasileiros?

Países europeus, como Bélgica e Suíça, não plantam o cacau que utilizam. Sua fama de fazer bons chocolates decorre dos grãos utilizados, da tecnologia empregada e da tradição --os suíços foram os primeiros a fabricar chocolates ao leite, e os belgas lideram o mercado de produtos voltados a profissionais. Na Venezuela, o grão de cacau é superior ao brasileiro, considerado ácido por alguns.

15. Assim como ocorre com o café e o vinho, as características do chocolate podem variar de acordo com o tipo de solo e de clima?

Sim. A quantidade de calor, de umidade, o tipo de solo e a variedade do grão interferem na qualidade do cacau. Assim como acontece com as uvas, uma pequena variação ou um declive do solo pode alterar o aroma, a textura e o sabor do fruto que dará origem ao chocolate. Quando ele é produzido com grãos de uma região específica, é chamado de chocolate de origem. Os grãos cultivados na América costumam ter um sabor mais marcante de frutas, ervas e flores, dependendo da região.

16. Os chocolates com mais cacau são os melhores?

O conceito é relativo, já que depende do gosto pessoal. Mas, quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes que mascaram o seu sabor. Para um chocolate derreter facilmente na boca, a quantidade de manteiga de cacau é determinante, porque seu ponto de fusão é a temperatura do corpo humano: quando entra em contato com o calor da boca, o chocolate derrete.

17. Por que se presenteia na Páscoa com ovos de chocolate?

O costume começou há cerca de 3.000 anos com os chineses, que comemoravam o início da primavera no Hemisfério Norte, oferecendo ovos de pata e galinha pintados em cores fortes. O ritual pagão celebrava a volta à vida, após um inverno rigoroso e os longos meses em que a natureza permanecia coberta de neve. A data coincide com a Páscoa cristã, que marca a ressurreição de Cristo. Com o tempo, o costume se espalhou pelo mundo, e outros materiais substituíram o ovo animal, como a madeira e as pedras. Em meados de 1828, o desenvolvimento da indústria de chocolates na Inglaterra consolidou o produto como matéria-prima nesta época. No Oriente, no entanto, os ovos de chocolate ainda não foram totalmente incorporados à cultura.


QUADROS

DE QUE É FEITO O CHOCOLATE



Amargo: massa de cacau (resultado da trituração das favas), manteiga de cacau, açúcar e lecitina de soja (estabilizante usado para tornar a mistura homogênea)

Ao leite: adiciona-se leite em pó à massa de cacau, à manteiga de cacau, ao açúcar e à lecitina de soja

Branco: manteiga de cacau, açúcar, lecitina de soja e leite em pó.
QUEIME AS CALORIAS
Na esteira ou na piscina, 100 gramas de chocolate ao leite

Andando

89 minutos a 5 km/h

Correndo
57 minutos a 5 km/h
Nadando
60 minutos de "crawl" em velocidade média
Hidroginástica
48 minutos em intensidade média
* valores calculados para uma pessoa de 70 kg



OS MAIS CALÓRICOS
(calorias/100 gramas)

Chocolate crocante 553

Chocolate branco 550

Chocolate ao leite 540
Chocolate amargo 537


Veja, abaixo, um quadro comparativo da quantidade média de gordura e de calorias de alguns tipos de chocolate a cada 100 g.

Tipo de Chocolate
Gordura
Calorias
Chocolate amargo
32 g
550 kcal
Chocolate ao leite
29 g
568 kcal
Chocolate branco
30 g
562 kcal
Chocolate dietético
34 g
400 kcal
Chocolate em pó
8 g
349 kcal

OS 5 MAIORES CONSUMIDORES MUNDIAIS
(em toneladas/ano)

Estados Unidos - 1,696 milhão

Alemanha - 695 mil

Inglaterra - 641 mil
Rússia - 537 mil
França - 248 mil
O Brasil encontra-se na sétima posição, com 137 mil toneladas






OS 5 MENORES CONSUMIDORES MUNDIAIS

(em toneladas/ano)

Cingapura - 4.000
Tailândia - 4.000
Hong Kong - 6.000
Venezuela - 6.000
Malásia - 8.000

O consumo de chocolate tem benefícios e inconvenientes:


BENEFÍCIOS
INCONVENIENTES
É fonte saborosa de energia rápida.É calórico e rico em gorduras.
Pode ser consumido em qualquer lugar.Contêm gordura saturada que aumenta o colesterol do sangue.
Comer chocolate melhora o humor de algumas pessoas.Não apresenta quantidade significativa de vitaminas e minerais.
Pode fazer parte de uma dieta saudável, desde que consumido com moderação (no máximo 30 g por dia).Tira o apetite para o consumo de alimentos mais saudáveis.
O consumo excessivo pode causar distúrbios gástricos e intestinais, como diarreia ou prisão de ventre, conforme a sensibilidade de cada pessoa.




Mitos e verdades sobre o Chocolate
Respostas da nutricionista Adriana Angela Roveda Chastalo

Chocolate dá espinha
MITO. Esta relação não foi comprovada cientificamente. O que pode existir, de fato, são os desequilíbrios hormonais e fatores relacionados à falta de higiene adequada da pele, que podem levar a uma piora do quadro de acne. Estudos mostram que o aumento na ingestão de açúcares simples e alimentos que os contenham, além da ingestão de gordura saturada, bem como ingestão de alimentos refinados podem predispor o organismo à acne. O que realmente está comprovado para evitar a acne é uma dieta rica em frutas, legumes e alimentos integrais.

Chocolate alivia a TPM
VERDADE. O chocolate libera as substâncias feniletilamina e serotonina (hormônio do bem-estar) no corpo humano, produzindo alguns efeitos afrodisíacos, além de melhorar o humor. Essas substâncias também são capazes de aumentar a liberação de beta-endorfina, que por sua vez reduz a sensação de dor e provoca sensação de prazer e bem-estar. 

Chocolate é afrodisíaco
VERDADE. O chocolate aumenta a produção de serotonina, que dá sensação de prazer e felicidade. O cacau é considerado afrodisíaco por conter uma substância chamada feniletilamina, sendo que o chocolate, feito a partir do cacau, foi avaliado por exercer vários efeitos sobre a sexualidade humana, atuando principalmente como um eficaz afrodisíaco, estimulante do hipotálamo, aumentando o desejo sexual (induz sensações agradáveis) e melhorando o prazer sexual.

Chocolate faz bem para o coração
VERDADE. Estudos indicam que o consumo regular de chocolate, principalmente o amargo (acima de 50% de cacau), por possuir altas concentrações de compostos bioativos como flavonóides e polifenóis, pode exercer diversos benefícios à saúde, como neutralizar a ação de radicais livres do nosso organismo, reduzir as concentrações do colesterol LDL (ruim), além de reduzir a pressão sanguínea. 

Chocolate branco engorda mais que chocolate preto
VERDADE. O chocolate nas versões ao leite ou branca possuem menos substâncias antioxidantes e muito mais açúcar e gordura. Portanto, seria necessário comer o triplo da quantidade do chocolate branco para ter os mesmos benefícios do chocolate com mais cacau. O problema é que as calorias também triplicariam. Quanto mais amargo o chocolate, maior a concentração de flavonóides, substâncias antioxidantes responsáveis pela proteção contra doenças. A dose recomendada de chocolate é de aproximadamente 30 gramas ao dia, com uma média de 130 calorias.

Chocolate amargo é mais nutritivo que os demais tipos de chocolate
VERDADE. Os efeitos benéficos são atribuídos ao chocolate amargo, que contém uma maior concentração de cacau, menos açúcar e menos gordura. Para obter estes benefícios não precisa de grandes quantidades, ideal é até 30 gramas ao dia. Entretanto, apesar de diversos benefícios, o consumo diário ou frequente de chocolate não deve ser indicado para todas as pessoas. O chocolate, dependendo do tipo de fermentação e de outros processos de industrialização, pode desencadear a perda de algumas substâncias, diminuindo ou anulando seus benefícios.

Chocolate causa enxaqueca
MITO. As pesquisas recentes mostram que a dor de cabeça e a ingestão de chocolate como fatores isolados não estão relacionadas. Os estudiosos concordam que, na maioria das vezes, a enxaqueca pode ser desencadeada por estresse, padrões de sono, fome e mudanças hormonais. 

Chocolate supre carência emocional
VERDADE. O alimento com maior impacto no nosso humor é o chocolate. Aqueles que adoram o chocolate tendem a procurá-lo quando se sentem emocionalmente fracos e a habilidade de melhorar o humor tende a ser a maior razão para o seu consumo. O chocolate estimula a endorfina liberada no cérebro e gera sensação de bem-estar. 

Chocolate é energético
VERDADE. O chocolate contém substâncias estimulantes como a cafeína e teobromina. A teobromina é estimulante do sistema nervoso central. O chocolate acaba gerando um efeito energético que incide sobre a concentração e a capacidade física de quem o consome em quantidades moderadas.

Chocolate vicia
MITO. Todos podem viver sem o chocolate, mas muitas pessoas sentem prazer ao comê-lo. Na verdade, as pessoas sentem uma grande motivação em saboreá-lo periodicamente. A substância feniletilamina é a responsável pelo sabor do chocolate. Ela é parecida com substâncias produzidas pelo cérebro quando alguém está apaixonado, causando certa “fissura”. Aliado a isto, o alimento apresenta um bom teor de magnésio, que age no organismo como regulador do humor e equilibra os níveis dos neurotransmissores serotonina e dopamina. São esses fatores que contribuem para deixar a pessoa mais feliz e estimulada ao ingerir o produto.




Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa alerta que loucos por chocolate enfrentam riscos de saúde como depressão:
Comer chocolate pode não ser apenas um prazer. As vítimas de ‘craving’ enfrentam riscos para a saúde, como obesidade, ansiedade ou mesmo a depressão, fenômeno que deve preocupar os profissionais de saúde, entre os quais psiquiatras.O chocolate pode ser um grande inimigo para a saúde, sobretudo quando afeta as vítimas de craving: fenómeno que resulta em respostas fisiológicas e psicológicas que conduzem a um forte desejo para consumir determinada substância.
A vontade incontrolável de comer chocolate acarreta graves problemas para a saúde, em termos físicos e psicológicos, de acordo com um estudo que mereceu honras de publicação na mais recente edição da revista da Ordem dos Médicos.
De acordo com essa pesquisa, a vontade incontrolável de comer chocolate deve suscitar a atenção dos profissionais de saúde, das áreas da psiquiatria e do nutricionismo, mas não só. A obesidade e a depressão constituem alguns dos efeitos do ‘craving’ por chocolate, caraterizado por “um desejo intenso, intrusivo e irreprimível pelo chocolate”.
O estudo agora divulgado é a autoria de duas profissionais de saúde na área da psiquiatria, que exercem funções na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Fonte: RGNutri/Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados/Faculdade de Medicina de Lisboa/G1/  Lia Nagel



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