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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Paraíso à vista !!! Ilhas de St. Martin & St. Maarten ... Gorgeous!

St. Martin, St. Maarten: França e Holanda com vista para o mar do Caribe


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PARA Cristóvão Colombo foi amor à primeira vista
Bobby's Marina, Philipsburg - Sint Maarten
MARIA Galante, Pinta e Niña. Eram duas pequenas caravelas e mais um navio, bem maior, e chamado "Maria Galante", depois rebatizado de Santa Maria. Cristóvão Colombo - o globetrotter da antiguidade - responsável por liderar aquela pequenina frota, e sob o patrocínio de suas majestades os Reis Católicos da Espanha, empreendeu sua viagem com o objetivo de chegar às Índias Ocidentais, mas, quem diria (!) Colombo acabou no Caribe! Dali para o Golfo do México e para a América foi um pulo náutico.
Bobby's Marina, Philipsburg - Sint Maarten
AINDA que jamais tenha colocado os pés na ilha (Colombo só passou por aqui de passagem), foi ele quem reclamou suas terras em favor da Espanha, em 1493. Assim, Cristóvão foi o primeiro cara pálida a se apaixonar por ela, a ilha. Tecnicamente, digamos, foi ele quem 'descobriu' esse paraíso.
Bobby's Marina, Philipsburg - Sint Maarten
TODAVIA não foi o primeiro (tampouco o último), a se apaixonar por ele, o paraíso. Essa sedução durou mais de 200 anos e continua até hoje atraindo e seduzindo gente de todo o mundo, especialmente europeus e norte americanos. Hoje é bem mais fácil e rápido chegar: globettroters globalizazos viajam em vôos regulares diretos de Paris, de Amsterdam e de Miami para Saint Martin & Sint Maarten, sem risco de chegarem às "Índias Ocidentais" como almejava Colombo.
O estilo "Gingerbread" - Arquitetura caribenha em Philipsburg, Capital da Holanda no Caribe
EM 1492 que Cristóvão Colombo - em sua primeira expedição -, convencido de que havia chegado às Índias Orientais, descobriu o novo continente. As primeiras ilhas que ele encontrou (as ‘Antes Isles’, Antilles, Antilhas) eram do grupo norte: San Salvador (nas Bahamas), Cuba e Haiti.
Bobby's Marina e relógio da Back Street (Great Bay) - Philipsburg
DURANTE sua segunda expedição alcançou Guadeloupe e as ilhas vizinhas em 1493. Subindo em direção a Hispaniola e Cuba acabou descobrindo Saint Martin, em 11 de Novembro de 1493. Era uma terra árida com salinas naturais povoada por índios Aravak e Caribes e situada distante das rotas de navegação da época. Até então só passavam por aqui os perdidos, em direção às Índias Ocidentais.
A paisagem rural de Sint Maarten, no caminho entre Dawn Beach e Oyster Pond
ASSIM como o restante do arquipélago das Antilhas, Saint Martin & Sint Maarten permaneceu inexplorada por mais de um século, tendo sido usada apenas como base para coleta de água doce e como esconderijo para navios mercantes prevenirem-se de ataques dos piratas da época que navegavam estas águas à espera de pilhar os pobres navios exploradores e mercantes.
Great Bay - Philipsburg
A permanência dos espanhóis na ilha por dois séculos só terminou porque franceses e holandeses também cairam de amores por ela. E passaram a compartilhar esse paraíso. Fizeram, então, as Antilhas francesas e holandesas no Caribe, uma espécie de França e Holanda com vista pro mar. Pro mar azul e de areias brancas, mar caribenho, quero dizer. E é exatamente o mar o objeto de sedução, o que o Caribe tem de melhor: praias de areias brancas de doer os olhos e mar azul piscina. Tudo com tempêro europeu e ao som de merengue e calipso.
Simpson Bay - Philipsburg
ORIGINALMENTE índios Arawak vindos da América do Sul deram o nome de "Sualouiga" (Terra do Sal) à ilha. Depois deles, índios Caribs, agressivos, originários da América do Norte, tomaram o lugar dos Arawaks.
Great Bay - Philipsburg
AQUELA ilha, então habitada por indígenas, assistiu à chegadadas caravelas espanholas e teve que “engolir” os primeiros caras pálidas por lá até 1698. Foi aí que França e Holanda começaram a disputá-la. A contenda só terminou quando ambos resolveram dividir o território. Bem, os holandeses até hoje reclamam por terem ficado com a menor parte. Todavia o nome da ilha foi dado lá atrás, na época de Colombo, já que a data de sua descoberta coincidia com a da festa de St. Martin.
Great Bay - Philipsburg
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SOL, MAR e COMPRAS
A minha visão pessoal desta ilha foi de certo desapontamento. Lamento também desapontar algum leitor que eventualmente esperasse por um relato apaixonado, mas em nadaSaint Martin/Sint Maarten conseguiu me seduzir, que dirá apaixonar. Por tudo o que li e pesquisei, tinha boa noção do que encontraria, mesmo assim fui surpreendido negativamente.
Mirante de Oyster Pond - Fronteira de "Holanda" com "França"
ERA como se eu estivesse imaginando ir a Turks & Kaikos e ter chegado aNassau - Bahamas. Ou ir a Búzios e ficar em Maricá. Para Colombo foi uma decepção não chegar às Índias Ocidentais. Para mim foi não ter-me apaixonado por Saint Martin & Sint Maarten. E não me refiro às pessoas, essas destacaram-se pela simpatia e acolhimento.
"O único lugar do Mundo que se pode ir da Holanda
para a França sem passar pela Bélgica"
Arquitetura caribenha na Back Street de Philipsburg - Capital da Holanda
O mar azul, este sim, choca, seduz, encanta, apaixona, arrebata. Todavia ele não é privilégio nem de St. Martin nem do Caribe. O mar azul piscina transparente, onipresente, encanta até mesmo quem não gosta de praia.
The Westin Dawn Beach Resort
NÃO fosse o ótimo The Westin Dawn Beach Resort a decepção teria sido maior. Encontrei uma ilha suja, mal cuidada, com asfalto ruim e extremamente esburacado em alguns trechos, relativamente mal sinalizada, equipamento urbano estragado e com um trânsito absurdamente, indescritivelmente congestionado, irritantemente parado nos centros menores e nas proximidades de Marigot e Philippsburg. A ilha é suja, mal arrumada, pobre (ainda que isso não seja defeito, mas no sentido de que não se vê um só lixeiro varrendo ruas e catando lixo, tapando buracos, esvaziando poça...), 70% dela tem cara de subúrbio, ainda que de de cara pro mar azul piscina.
QUALQUER deslocamento entre as duas cidade pode levar horas. Muitas vezes desisti de ir a algum lugar por saber a extensão do tráfego congestionado e sem saída. Nas proximidades do aeroporto é simplesmente estafante. Gastei duas horas no trajeto de carro desde o aeroporto a Dawn Beach, um percurso que não levaria mais do que 40 minutos.
Wathey Pier (Porto de transatlânticos) - Philipsburg e Fronteira entre França e Holanda (altura de Dawn Beach)
EU havia lido várias explicações sobre o trânsito caótico da ilha, mas nenhuma é mais evidente do que o fato de que há excesso de carros paraestradas de mão dupla e pista única, sem acostamento, com cruzamentos caóticos, sem sinais luminosos (faróis para os paulistas) e certa desordem urbana. Em resumo, a ilha é pobre e precária no que diz respeito a alguma atividade administrativa de prefeitura.
Orient Bay Beach
ESTACIONAR em Marigot e Philipsburg é um suplício irritante, impossívelencontrar uma vaga emmenos de uma hora rodando. Deixar para mais tarde? As lojas fecham! Aos Domingos Marigot é cidade fantasma. E tudo perde graça. Colocam-se os carros sobre as calçadas e em qualquer buraco e não há estacionamentos públicos.
"Uma opção para St. Martin/St.Maarten, mais chique, são as ilhas Turks & Kaicos, Barbados, St. John, St. Thomas, Caneel Bay, Parrot Cay, Virgin Gorda (Ilhas Virgens Britânicas), Mustique, Aruba e Grand Cayman"
Enquanto os aviões não vêm....(Maho Beach)
AS estradas são frequentemente estragadas, esburacadas a um nível de ter-se que invadir a pista contrária. Por vezes bati o cáter em buracos e elevações. Os mil quebra-molas (lombadas) espalhados sobre a ilha são pretinhos como o asflatdo e bem disfarçados, pra enganar turista. Há ruas com poças d'água acumulada há meses. Não há calçadas, a não ser nas capiais e nas ruas turísticas, asism mesmo, a maioria esburacadas, abandonadas, com sujeira acumulada nas guias, coisas públicas mal cuidadas ou mesmo abandonadas. A não ser um ou outro ponto melhorzinho, os centros das cidadezinhas além de Marigot e Philipsburg parecem subúrbios cariocas ou paulistanos.
Variações sobre um mesmo tema - Dawn Beach
MARIGOT tem ainda algo pior contra si, que conspira ainda mais: como os navios transatlânticos aportam em Philipsburg, aos Domingos Marigot é uma cidade fantasma com todos os restaurantes e lojas inacreditavelmente fechados. Isso num lugar que vive do turismo. Salvo uma feirinha bem fraquinha e frequentada por dois ou três turistas, tudo fica abandonado em Marigot aos domingos. Marigot fecha os Domingos!
"MARIGOT é mais autêntica, ainda que mais desarrumada.
PHILIPSBURG é seu oposto. Mas ambas sem charme"
PARA quem conhece ou é do Rio de Janeiro, St.Martin & St.Marteen seria Cabo Frio e St. Barths seria Búzios. Isso porque estou com boa vontade, pois o que me ocorreu mesmo foi comparar com Saquarema, Maricá, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia, entre outras, porque afinal Cabo Frio está uma cidade bem arrumadinha.
Marigot
MARIGOT, Capital da "França" caribenha, consegue ser pior que Nassau, Capital das Bahamas, que também não é lá essas coisas. O lado francês é "vendido" pela propaganda oficial como "uma atmosfera muito francesa, com restaurantes, cafés, boutiques e brasseries", mas isso é tao risível quanto enganoso.
SÓ nos faz lembrar da França por causa do sotaque. O que mais se encontram são botequins, restaurantes populares tipo "choperia e petiscos" de beira de praia de cidade do interior e com toalhas de plástico suburbanas e de frequência esquisita. Com direito ao som de reggae, o popular pagode deles. Só consegui comer razoavelmente num restaurante francês-caribenho, cujos donos são franceses, moraram na Cidade do Rio de Janeiro há vinte anos (que amam até hoje e juram que retornarão).
EM nada mais recorda nem mesmo a Costa Azul, com seu belo mar mediterrâneo, tampouco seus cafés, bistrôs. Sim, há restaurantes franceses, um aqui outro ali, escondidos, com cozinha francesa de sabor mediterrâneo levemente americanizado, uma atmosfera extremamente curiosa de uma França caribenha, americanizada com vista pro mar azul do Caribe. O que há mesmo são botequins de péssimo gosto, com toalhas de plástico e frequência esquisita, entre ruas mal cuidadas e com lixo e garrafas de cerveja vazias da noite anterior espalhadas pelo chão.
ACIMA: Casa "gingerbread" em Philipsburg - Marina Fort-Louis em Marigot
ABAIXO: Casa estilo "gingerbread" na Back Street, em Philipsburg
É claro que o mar éo legítimo azul piscina caribenho, mas a quantidade de opções de ilhas realmente paradisíacas no Caribe - como Anguilla, por exemplo, e com o mesmíssimo mar, é enorme. Ah, os preços para quem quer comprar produtos importados é cerca de 20% mais barato, até mesmo que nos USA, por conta de ser duty free.
Construções típicas da Back Street de Philipsburg
DO outro lado, Philippsburg, não tem nada a ver com a Holanda, nem mesmo por eventuais estereótipos que eu imaginava encontrar estampados numa T Shirt pra turista, num ou outro letreiro ou souvenir. Holanda mesmo só no nome das ruas. É América na essência, devido as transatlânticos americanos e seus cruzeiristas que chegam para as compras do dia. Philippsburg tem como atraçõesa Old Street e o Board Walk. No mais, se conseguir sair do trânsito vá à praia. NADA, absolutamente nada contra ser "América", apenas contra pretensão de ser o que não é.
Philipsburg e sua arquitetura de época
O idioma, nativo é o papiamento, que penso ter escutado entre os locais. Mas falam-se mesmo o inglês, na "Holanda" e o francês, na "França". Claro que com esse mundo globalizado e com a proximidade de Miami e da América do Sul também se fala ouve espanhol aqui e ali.
PELAS contas oficiais são 37 praias. Mais sol e calor o ano todo, hotéis e comida para todos os gostos, vida norturna agitada, compras livres de impostos e até um casino. Tudo isso numa porção de terra com azul clarinho do mar cercandotodos os lados e a apenas 2 horas e meia de Miami. Está certo que tem furacão numa temporada do ano, mas que lugar do mundo é perfeito?
"Todavia haver 37 praias pelas contas oficias, a maioria esmagadora delas
fica em condomínios fechados ou tem acesso difícil."
Philipsburg
AS praias são, de longe,a maior atração, ainda que nenhuma seja espetacular. Cerca de 10 delas são as que os guias afirmamserem as ‘Top’, favoritas na ilha. Já não se pode dizer que história e cultura sejam grandes atrativos, ainda que haja alguma antiguidade e história a serem conhecidos.
O bom mesmo é explorar as as praias, a comida, os centrinhos e - pra quem tiver fôlego depois de um dia inteiro de atividades - a noite e os Casinos, que, aqui entre nós, são assustadoramende decadentes, cafonas, horrorosos. Ah, é possível quem em algumas praias mais populares você encontre um clima meio "farofa" de ser, com direito ao som de reggae, o pagode local vindo de algum carro com mais alto-falantes do que cavalos no motor ou de algum bar de areia.
Estrada de Philipsburg a Marigot - Pintura em Marigot
EM tudo St Martin me trouxe da memória New Orleans, a única cidade nos Estados Unidos que não gostei. E olha que conheço mais de 60 cidades e 15 estados na América. É uma ótima marca não ter gostado de apenas uma, convenhamos. Se é disso que você precisa para acreditar o que é Saint Martin & Sint Maarten de fato, não o que romanticamente apregoam as propagandas.....
SIM, eu assumo: o mar é translúcido e de tons que vão do azul turquesa ao verde esmeralda molhando as praias de areia brancas, clima de eterno verão e tudo aquilo tão comum às dezenas de ilhas caribenhas. Todavia venta, venta muito de incomodar em quese todas. E seus acessos são ruins, ou sujos ou desarrumados. Impressionantemente ruins. Se você é jogador, vai se rasgar de raiva de ter ido a Saint Martin & Sint Maarten apenas para jogar. Desvie pra Las Vegas.
CHEGA-SE à ilha por navio - através de cruzeiros marítimos que aportam por um dia e saem da Flórida - ou por avião - via Miami e American Airlines - em vôosdiretos de Miami, pousa-se no Aeroporto Internacional Princess Juliana, bonitinho, moderno e funcional. Navios da Carnival, Celebrity, Costa, Cunnard, Disney, entre outras cias. de cruzeiros, chegam diariamente a St Martin e St Maarten e aportam por um dia no porto moderno de Philipsburg, o qual tem capacidade para ancorar até 4 transatlânticos de uma vez, mas só se tem acesso quem for cruzeirista. É uma das partes mais bem cuidadas da ilha e foi custeado pelas cias. de cruzeiros.
COMO era de se esperar, a rede hoteleira é assim assim. Está muito mais paraos econômicos e medianos do que os de luxo ou muito luxo. Mas a ilha tem resorts apenas "de bom nível", já que a rede hoteleira não é igualmente das melhores do Caribe. em resumo, não tem uma rede hoteleira moderna e luxuosa. Em termos destaques, o La Samanna, pode ser considerado o melhor da ilha, no padrão dehotéis como o Saint Géran, na ilhas Maurício, o Banyan Tree em Seychelles, entre outros.
HÁ o Radisson e o Westin, que seriam 4 estrelas em qualquer lugar dos Estados Unidos.Tudo o mais é padrão. A contribuir para uma rede hoteleira meio desatualizada está o fato de que a ilha foi destruída pelo furacão Loius em 1995. Em Mullet Bay, por exemplo, ainda se vêm as ruínas de um grande hotel literalmente arrasado em meio a um lugar abandonado. O que sobrou foi apenas um campo de golf.
OS hotéis e a ilha vão sendo reconstruídos e aqui e ali podem ser vistos ainda destroços da catástrofe. Um bom exemplo de hotel 5 estrelas é o The Cliff, no lado holandês, onde há um SPA com a assinatura Christian Dior. É novinho. mas funciona como condomínio de apartamentos para europeus ricos. Outro 5 estrelas é o Westin, da rede Starwood (Le Meridien, Sheraton, St. Regis, Four Points, entre outros), que fica na praia deDawn Beach, lado holandês, bem na fronteira entre “França” e “Holanda”. Os pontos altos do Westin são o excepcional serviço, ótimo café da manhã, comida boa e piscina linda, além de um ótimo SPA. Contra ele o fato de ser meio contra-mão, mas não há na ilha nada no nível dele que não seja contra-mão, seja lá em que lado estiver.
A praia - Dawn Beach - é considerada chique, onde há um boom de construções imobiliárias para ricos e famosos. Pode-se pagar 2 milhões de dólares, por exemplo, num apartamento no condomínio Coral Beach Club. Vista pro mar, piscina na beira da areia olhando pro mar azul e muitas mordomias custam caro. Todavia achei a pria de mar muito agitado e dessas que ventam o dia inteiro e encapelam o mar. Para mergulhar, para o banho mais normal de mar, é relativamente perigosa.
The Westin Dawn Beach Hotel
ALGUÉM pode imaginar visitar uma ilha no Caribe cujo aeroporto seja uma das pricipais atrações turísticas da cidade? Parece loucura, mas não é. E não pense que visitar o aeroporto da ilha signifique andar por seus saguões. Longe disso, ainda que ele seja moderno e bacaninha.
É claro que há praias bonitas e variadas para conhecermos, muito mais o que fazermos e vermos do que assistirmos a aviõe spousarem, certo? Errado! Além de estar na cabeceira da pista de pouso e passarem raspando nossas cabecás e barracas de praia, Maho Beach é uma das mais movimentadas e turísticas de St Martin e St Maarten - por onde os aviões aproximam-se para a aterrisagem quase tocando a areia com seus trens de pouso. Além de tudo é uma boa praia para os padrões de Saint Martin & Sint Maarten.
DEPOIS de consultarem os horários dos vôos (sim, acredite!, há uma placa anunciando a que horas ele. chegam), banhistas levantam-se de suas cadeiras e motoristas param seus carros para assistirem ao raro e incomum, interessante e curioso espetáculo de um “transatlântico aéreo” sobrevoando suas cabeças, quase “tocando-os” com o olhar.
Mulheres em Top less, bebida grátis!
VÁ até a faixa de areia de fronte ao Sunset Bar e veja o menu de vôos do dia. Moça em top-less tem direito a bebida grátis. Bem, o bar é como qualquer um de beira de praia. Não espere nada, ainda que eu tenha tomado uma deliciosa limonada entre mulheres em top less de todas as formas e idades.
FOTOS By ALICE, minha mulher (avião da American Airlines pousando em Maho Beach e Sunset bar
OS grandes aviões da Continental, Air France, KLM, Air France, American Airlines e da Caribbean Air chegam entre 1 e 4 da tarde. Mas pequenos turbo hélice de cias. regionais pousam a cada dez minutos. Se você não gosta de estar numa praia assim, com barulho de turbinas, ande mais um pouco e tente a vizinha Mullet Bay, uma praia de águas serenas e quentes, uma praia muito bonita, posso dizer que minha favorita. Pague 15 dólares por uma barraca e duas cadeiras mas se você tem estômago fraco, não encare nem pra olhar o bar que serve sanduíches. Enjoa só de ver.
Topless women drink for free at the bar...
ALIÁS, Maho Beach é uma das 12 mais e ponto de partida para quem hospeda-se no Sonesta Maho Beach, hotel mais conhecido dos brasileiros que chegam à ilha através dos pacotes da CVC e da TAM. A área tem um comércio razoável e lojas de conveniência, supermercado e restaurantes defronte ao hotel, além do Casino Royale (horroroso!). Mas o povo que vai a Maho Beach durante o dia quer mesmo é ver e registrar em fotografias o pouso dos aviões entre um mergulho e outro. Eu garanto, é um programa e tanto.
No deck do Sunset Bar (Maho Beach) e bimotor da Anguila Airways pousando no Juliana Airport
EM 60 quilômetros quadrados de terra cercada de água do Caribe por todos os lados, dividida ao meio por uma linha imaginária, Sint Maarten faz parte das Antilhas Holandesas, isto é, um território autônomo que integra o Reino da Holanda, onde fala-se o inglês e usa-se o dólar como moeda, embora o florim antilhano e o holandês sejam a moeda e o idioma oficiais. Só que você jamais encontrará uma nota sequer da moeda local.
No mirante de Cay Bay Hill
JÁ Saint Martin é também um departamento ultramarino autônomo que faz parte da França, sendo o euro e o francês a moeda e o idioma. Cada um dos lados tem sistema de governo próprio.
SERIA injusto definir que um lado seja melhor que outro, pois o francês é, digamos, o mais relaxante. Dizem que mais um pouco pro norte, em Grand Case, há os melhores restaurantes da ilha. Todavia, Grand case, pra mim, foi apenas um lugar de passagem de Marigot a Philipsburg e vice-versa.
Restaurantes da Front Street, Philipsburg
O lado holandês é mais agitado, com vida noturna, mais casinos, comércio e lugares históricos. Philipsburg é um porto duty-free, e onde o Caribe está mais presente nas suas cores, jeitos e sons. Senti que este lado é mais caribenho e tropical do que o francês.
Marigot
SE fosse possível resumir em poucas palavras ambas, a parte francesa poderia ser a mais “luxuosa e elegante” (sim, entre aspas, porque luxo e elegância não estão nesta ilha como apregoa a propaganda) e a holandesa seria a mais comercial e agitada. A parte holandesa tem em seu lado mais positivo o fato de ter preços muito atraentes para produtos importados. Um mero exemplo: um creme Loccitane que custa 250 Reais no Brasil sai por certa de 90 Reais na ilha.
Mullet Bay Beach
PESSOALMENTE não acho que deva ser bom hospedar-se na Capital, Philipsburg. O lugar é bem ruizinho. Tem conveniências e invonveniências, mas se nem em Marigot consegui encontrar charme, que dirá Philipsburg. Vale ser visitada e frequentada como um turista, mas não recomendo hospedar-se nela, a não ser nas praias próximas, como Dawn Beach, por exemplo.
Mullet Bay Beach
A rua principal de Philipsburg é cheia de lojas e comércio, vida agitada de noite e com uma "promenade" de frente para uma baía que é o trecho mais interessante do ponto de vista turístico. Há pequenos restaurantes e bares de praia com cadeiras olhando pro mar. Philipsburg é extremamente cheia de gente durante o dia justamente por causa dos navios de cruzeiro que ali aportam. Para encontrar o lugar mais tranquilo, chegue depois das 5 da tarde, quando os navios partem e tudo fica mais tranquilo. A não ser o trânsito. Todavia, tudo também fica pior depois das cinco.
Marigot
ESTA Capital holandesa caribenha foi fundada nas costas de Great Bay em 1763 por John Philips, daí seu nome. Ele era escocês servindo na marinha holandesa - a Royal Dutch Navy. Philipsburg logo tornou-se um importante porto que se mantém importante.
AS ruas mais importantes de Philipsburg são a Front e a Back Street. A elas estão ligadas pequenas ruas chamadas de steegjes, em holandês. É uma área com casas de madeira multi coloridas, com balaustradas entalhadas em madeira, janelas em veneziana e beirais decorados. São construções tipicamente caribenhas que se encontram em quase todas as ilhas do Caribe Ocidental, um estilo chamado "gingerbread."
NA Front Street também fica o St. Maarten Museum, perto do Marina Port La Royale, cujo acervo é de cerâmicas e artefatos da antiga civilização Arawak, documentos e coisas relacionadas à fundação e do período colonial, do meio de vida nas fazendas depois da abolição da escravatura, inclusive do navio HMS Proselyte, que afundou na costa da ilha em 1801. Ao se aproximar do porto da época colonial podem-se ver duas fortificações no topo da colina, como oFort Amsterdam, construído em 1631, e o Fort Willem construído por ingleses em 1801.
Porto de Marigot
NADA mais do que quatro ruas paralelas espremidas entre a Great Bay e Salt Pond, onde o sal era retirado anos atrás formam Philipsburg. A área foi toda reurbanizada há poucos anos e tem a cara mais urbana da ilha. Esta área urbana - exceto a área da Front Street, está mais para suburbana e portuária, comercial e industrial do que urbana.
A Front Street é bem pavimentadinha com boas calçadas e palmeiras. O estacionamento de carros foi proibido ao longo da rua, que se tornou um shopping aberto de quase dois quilômetros de extensão com tudo o que turista gosta. Só que ninguém respeita porque simpelsmente não haveria lugar para estacionar. Toda St Maarten é duty-free, mas Philipsburg tem lojas e mais lojas livres de impostos, mais escancaradamente direcionadas ao turista.
A propaganda oficial da ilha caribenha apregoa que se podem escolher inúmeras atividades, entre elas praticar arvorismo no Fly Zone (Loterie Farms), visitar uma “fazenda” de borboletas - Butterfly Farm - passear pelo Pic Paradise até chegar ao seu cume, dar uma volta completa na ilha, tomar um ferry para St. Barths, visitar ou apenas avistar Anguilla, St. Kitts e Nevis, mergulhar, praticar todos os esportes náuticos além de bronzera-se e até mesmo casar-se.
Philipsburg
NÃO há muito na ilha que a identifique como um país, ou personalidade caribenha. A caça aos dólares turísticos é inexoravelmente percebida em toda a ilha, o que quer dizer que é difícil discernir o país real que está sob as fundações dos hotelões, das estruturas de concreto do inexorável desenvolvimento, dentro das das lojas de souvenirs, dos navios de cruzeiros e da enorme quantidade de turistas que chegam à ilha diariamente.
CARRO é indispensável? Depende de seu estilo. Se você for dos que ficam direto no resort e aproveitam tudop de bom que tem nele, não é necessário. Se quiser fazer um tour pela ilha, contrate um taxi e combine o preço. Se precisar se deslocar de Marigot a Philipsburg, há uma linha de microônibus que corre a ilha em movimento circular. Se estiver de carro prepare-se para ficar engarrafado e gastar cerca de uma hora pra ir de Dawn Beach a Cupecoy, por exemplo. E não acredite nas informações oficiais de que o trânsito só é congestionado de 9 às 9 e meia da manhã, de 12 às 12:30 e das 17 às 17:30. O trânsito é congestionado de fazer inveja a qualquer São Paulo e a qualquer hora do dia.
De Dawn Beach a Oyster Pond
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É HORA de ir à praia
AGORA é hora de ir às praias. Aliás, praias de águas incrivelmente temperadas e azuis de vários tons, predominando o “azul-piscina”. ÀS nove da manhã a temperatura já está a mais de 25 graus, temperatura ótima para e pegar uma das 37 praias. Na verdade você irá mesmo a cinco, seis.
"Podem ser 37 praias, mas não adianta rodar, você irá mesmo é a
Mullet Bay, Orient Bay, Maho Bay, Cupecoy ou Dawn Beach"
Mullet Bay, Dawn Beach, Orient Bay e Pinel Island são as mais bonitas. Mullet Bay é uma praia bem atraente, mesmo com os aviões. Orient Beach é cheia de tiki huts, ou quiosques de palha (piaçava), com cadeiras coloridas e restaurantes e também é onde há uma boa variedade de esportes náuticos. As águas de Orient Beach são protegidas por uma reserva marinha. O mar aqui é relativamente calmo, ideal para descansar. É uma das faixas de areia mais disputadas da ilha. Seu nome oficial, já que estamos no lado francês, é Baie Orientale, mas nem os franceses a chamam assim. Nela há casinhas coloridas de madeira que ficam sobre a encosta. Orient Beach ainda é uma praia de nudismo na área menos povoada. Metade dela é reservada para os naturistas e metade para os turistas convencionais.
St Martin rural (área de Oyster Pond)
Não importa em que pedaçoi esteja, você sempre estará de frente para um mar azul turqueza de vários tons, cristalino como é de ser nas melhores praias do Caribe. Não se espente se você achar que está numa das paisagens mais bonitas do mundo. É nesta praia que fica a “fazenda” de borboletas - Butterfly Farm.
Mullet Bay Beach
DEPOIS da praia é hora de ir a Marigot, a Capital da França caribenha. Como é de se esperar, espere ver lojas de griffes francesas e internacionais, só que em vez de no interior de shopping centers, de frente pro calçadão à beira mar de Marigot. Sim, mas como estamos num destino de compras e frequentado por norte-americanos, há um grande shopping center, o Le West Indies Shopping Mall. Os preços são em euros e bem carinhos, mas se não estiver disposto ou preparado para gastar, vá investir num dos cafés ao ar livre e com vista pro mar. Com muito boa vontade pode-se sentir um discreto arzinho de Côte d’Azur por ali.
A partir de Marigot – que não tem praia, é só mesmo pra passear, comer, flanar e comprar - partem os ferries para as ilhas que ficam vizinhas a St.Martin/St. Maarten. Da Gare Maritime há saídas a cada 45 minutos para Anguilla, cujo trajeto custa US$ 15,00 e leva 20 minutos. Anguilla é um passeio altamente recomendável, mas apenas se já tiver conhecido bem toda St Martin e St Maarten. Assim como ela, outro destino recomendável a partir daqui é St. Barths (Île Saint-Barthélemy), considerada uma das ilhas mais encantadoras do Caribe e que fica a cerca de 45 minutos de Marigot por catamarã. A passagem custa US$ 80,00 e normalmente se reserva o dia inteiro para a visita bate-e-volta. Se tem visto, é uma visita indispensável. Pode-se ir de avião a partir do aeroporto, mas custa 300 dólares por pessoa ida e volta. O mar é batido pode enjoar passageiros que optarem pelo trecho por mar.
Cupecoy é uma das praias mais bonitas e que nos remete ao litoral sul da Bahia: margeada por falésias de cores diferentes nos faz lembrar Espelho. Você não perceberá, é possível, mas assim que termina Cupecoy, começa o lado francês e você terá atravessado a fronteira sem notar que passou da Holanda para a França. Não se preocupe. Além de não haver contrôle de fronteira, os marcos que as dividem são discretos.
Orient Bay Beach
Happy Beach é uma praia citada por revistas especializadas como “a mais bonita de St. Maarten". E ela é de fato linda, mas difícil de chegar. A vantagem dessa dificuldade de acesso é o fato de que se torna pouco frequentada. Para chegar até ela dirige-se até Friar's Bay Beach e então caminha-se até o final desta e chega-se a uma trilha na qual se segue por cerca de 10 minutos através de um morro até chegar-se a Happy Beach. Oyster Point é uma praia de areias brancas como açúcar e com arrebentação que ideal para a prática do bodyboarding.
A praia Le Galion é também conhecida como Baie de L'Embouchure e Coconut Grove, uma baia rasa, de águas calmas e própria para banhos de famílias com crianças. É uma praia onde venta muito, razão porque você encontrará windsurfistas praticando o esporte no mar ou se preparando para ele na areia. Além disso, também se pratica o snorkeling, o surf e o kite surf. A baía é parte da reserva St. Martin Marine Reserve.
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Precisa de Visto?
SIM e não. Como? Depende. Bem, é o seguinte: para os brasileiros pode ser necessário ou não. Ele é exigido apenas para quem for hospedar-se no lado francês. Para circular na ilha não é necessário, já que entre o lado holandês e o francês, nem se percebe a fronteira e o trânsito entre elas é completamente livre. Nem sequer no aeroporto será pedido visto. Por que, então exige-se visto? Quem está hospedado num lado não precisa apresentar visto ao passar para o outro, mas caso vá hospedar-se num hotel do lado francês, aí sim, o visto será exigido na hora do check-in. Portanto o visto deixa de ser um empecilho para brasileiros, mas pode ser muito útil se pretende-se visitar St. Barths (Saint Barthelèmy), nome dado por Cristóvão Colombo para homenagear seu irmão caçula. Há saídas diárias por ar e por mar de St Martin para St. Barths, assim como para Anguilla e Saba, a partir do porto de Marigot, por mar, e do aeroporto de Phillipsburg, se for por ar. Indo por ar e voltando por mar, atenção, na volta para a ilha pelo lado francês e por mar será preciso apresenatr o visto francês, mesmo que o passageiro esteja hospedado no lado holandês. Não adianta pensar que brasileiros não precisando de visto para irem à França não precisam para irem a Sr. Martin. O departamento ultramarino é autônomo, exige visto e pronto. Ah, caso pretenda obtê-lo, ele é feito no consulado francês.
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De St. Martin/St.Maarten a St. Barths:
“By Plane”: coração forte / “By Ferry”: estômago bom
É tudo uma questão de escolha: 45 minutos de enjôo no mar ou 15 minutos de vôo “montanha russa”!
ST. BARTHS não é exatamente uma ilha fácil de se chegar. A escolha do meio de transporte entre St. Martin/St.Maarten e St. Barths concentra-se em duas únicas opções: 1) pegar um ferry através de um mar batido com direito a enjôo e vômito; 2) voar num bi-motor turbo(?)hélice e pousar no menor aeroporto do mundo. É um vôo curto, são só 15 minutos ligeiramente assustadores. Bem, o vôo, em si, não é tão assutador quanto o pouso. Na hora do aterrar a cabeceira da pista fica num morro junto ao rabo do avião e o fim dela a dois palmos do mar. Pelo menos o mar seja azul turquesa. Escolha. Ambos são seguros, divertidos e interessantes.
Avião da Winair, que voa a St Barths
”By Plane”: o aeroporto Gustav III-St-Jean recebe vários pequenos aviões que chegam de St. Maarten e de outras ilhas do Caribe. Todo vôo internacional chega por St. Maarten primeiro. De St. Maarten há algumas cias. Locais que conectam a St Barths: pela Winair (www.fly-winair.com), a mais popular entre as duas ilhas, um vôo de SXM-SBH-SXM custa US$ 330. A próxima opção é a Air Caraibes, que tem menos vôos e é um pouco mais cara.
“By Ferry”: o ferry da Rapid Explorer High Speed Ferry de St. Maarten a St. Barths começou a operar em 2004. Há diversos horários para St. Barths. Custa cerca de 60 Euros ida (one way) para adultos e 89 Euros ida e volta (round trip). Consulte os horários no website deles: http://www.sbhonline.com/Rapid_Explorer.htm)
Boa viagem!
Fonte: Arnaldo Interata



ENJOY ... RELAX ....

Lia Nagel

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