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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Os arquétipos

Os arquétipos negativos da mulher

À medida que nos aprofundamos em nosso universo inconsciente e infraconsciente encontramos em nosso interior arquétipos tenebrosos que deixaram suas marcas no passado e que em determinadas circunstâncias podem voltar a manifestar-se no presente.

Esses arquétipos negativos apoiam-se na legião de eus e permanecem ocultos na maioria das mulheres e dos homens. Quando um homem não reconhece sua própria sombra, a tendência é projetá-la nos outros, nos seus amigos, na esposa, no seu chefe, nos desafetos, ou projetá-la pelos sonhos incoerentes e perturbadores conhecidos como pesadelos.

É difícil conviver com uma pessoa que não reconhece sua própria sombra, porque seu mecanismo de defesa a leva a projetá-la constantemente nas pessoas mais próximas.

Ao estudarmos os arquétipos sexuais decadentes masculinos e femininos, no primeiro momento acreditamos que sejam personagens externos, alheios ao nosso mundo psíquico particular. Porém, com um pouco de sinceridade interior, acabamos descobrindo que eles coexistem dentro de nós. É claro, estão bem escondidos em departamentos da nossa mente, quase inacessíveis.

Se nos acomodarmos, se não tivermos interesse em conhecê-los e iniciar um processo de dissolução, mais à frente em etapas mais avançadas da Iniciação eles virão à tona com todo força.

Os arquétipos sexuais decadentes são parte integrante do Inimigo Secreto, verdadeiros sabotadores dos adeptos do Tantra Branco (magia sexual sem a perda da energia da vida).

Esses arquétipos são representados simbolicamente por personagens históricos em cujas vidas se manifestaram intensamente esses aspectos decadentes e tenebrosos.

Entre os mais importantes vamos destacar três masculinos e três femininos.

Arquétipos Masculinos Negativos

O tipo donjuan, o tipo casanova e o tipo rasputin (ou eu-diabo). Essas três classes de arquétipos negativos masculinos foram muito estudadas na obra O Mistério do Áureo Florescer, de autoria do VM Samael Aun Weor e disponível na Biblioteca Gnosisonline e na loja virtual Esotera.

Mas, resumidamente, podemos explicar que o tipo donjuan é aquele sedutor completamente passionário, luxurioso, expert nas técnicas de sedução da mulher, e que age pelo prazer da conquista e pelo número de seduções alcançadas; o elemento psicológico oculto que desencadeia esse tipo de personalidade são os complexos de inferioridade e de rejeição e também a autoafirmação. Ou seja, por frustrações da vida, por sensações de inferioridade (falta de beleza, de altura e de inteligência) e de rejeições diversas.

Já o tipo casanova é também passionário e luxurioso como o donjuan, porém, o elemento psíquico desencadeador é o profundo ódio e menosprezo pela mulher, além da necessidade da perda da energia sexual repetidas vezes.

Finalmente temos o tipo rasputin, que é o mais tenebroso de todos, que se utiliza da mulher para o engrandecimento de uma personalidade tântrica negativa. Este tipo se utiliza da mulher para praticar tantra, sem perda da energia sexual, porém fortalecendo o Ego. O tipo rasputin é também chamado de eu-diabo ou “demônio casto”.

Arquétipos Femininos Negativos

1- Dalila

Trata-se do arquétipo conhecido por uma personagem bíblica bastante conhecida. O aspecto histórico da Dalila é bem conhecido, porém, poucas mulheres conhecem esse seu lado tenebroso interno, que corta os cabelos de Sansão, quando este está dormindo.

Simbolicamente, isso significa que ela aproveita o adormecimento e fragilidade emocional do homem para provocar a sua queda sexual, tirando-lhe seu poder, sua vitalidade física e espiritual. Esta é a mulher fatal que encanta e seduz pela fragilidade, carência e outros aspectos emocionais cativantes.

Os praticantes da arte do Tantra sabem do perigo que representa uma mulher que deseja extrair as energias sexuais masculinas, uma mulher que deseja ver o homem caído, sem forças vitais, rendido diante do seu erotismo de tipo inferior.

Esse arquétipo encarnado por esse tipo de mulher fatal é o caminho certo para o fracasso. É muito difícil um homem comum, por mais forte que seja, não se render ante uma Dalila, principalmente se ela for consciente da sua ação.

Atualmente já se ensinam técnicas às mulheres para que extraiam o máximo de energias de seus companheiros sexuais. Em outras palavras, preparação de Dalilas…

Toda mulher tem esse arquétipo em seu inconsciente e infraconsciente (em maior ou menor grau). Se ela tivesse condições de analisar objetivamente seu passado, o descobriria.

Quando a mulher se familiariza com a Alquimia Sagrada, inicia uma verdadeira revolução da Consciência feminina e passa a lutar intensamente para ajudar o seu sacerdote a preservar as energias da vida. Ela se torna uma vestal cuja missão é a de manter o archote aceso, manter o fogo sexual em ação, não permitir que esse fogo se apague.

Um alquimista inexperiente tem nessa mulher fatal, a Dalila, sua pedra de tropeço.

E o alquimista experiente, maduro, poderá resistir, não se deixar cair e vencer o desafio, ajudando-a a desintegrar esse aspecto tenebroso da sua psique. (Esse é o caminho do fio da navalha, cheio de perigos por todos os lados.)

Para que a mulher desabroche esse arquétipo feminino superior, necessita primeiramente descobrir, depois compreender e finalmente dissolver o arquétipo inferior e oculto dentro de si mesma.

2- Kundry

Enquanto o tipo Dalila seduz e destrói pela sedução emocional, magnética e cativante, o segundo arquétipo sexual negativo é, sem dúvida, o mais sutil e frequente entre o sexo feminino. Trata-se do tipo Kundry, personagem encontrada na obra Parsifal, de Richard Wagner, mulher fatal que com todos os artifícios deliciosos de seus encantos surge da floresta perfumada para tentar o herói, Parsival. É a mulher dotada de extrema beleza, porém, pervertida pelo espírito do mal. Corresponde à Eva mitológica. Para Kundry não existe homem forte; os homens são todos muito débeis. Somente a castidade do homem pode salvar Kundry.

Geralmente, as mulheres belas têm esse aspecto de Kundry dentro de sua psique. Quando ela aceita e pratica a Castidade Científica consegue transcender seu lado obscuro, sua vaidade e seu narcisismo egocêntrico, descobrindo que há belezas espirituais que são eternas, ao passo que a beleza física é ilusória. Quando seu parceiro não é casto esse arquétipo se robustece intensamente.

Tanto Dalila quanto Kundry provocam a queda do homem. A primeira pela armadilha sensual previamente preparada. A segunda por seus encantos irresistíveis que fazem com que o homem se renda fascinado e hipnotizado.

Se Dalila leva o homem à queda por sua sexualidade exacerbada e incontrolada, Kundry o faz por seu poder de fascínio. “A exótica sacerdotisa da deliciosa tentação das Mil e uma Noites provoca no centro sexual do homem uma vibração passional com o evidente propósito de fazê-lo cair desfalecido em seus braços.”

Ressalta-se que atualmente há um culto generalizado de Kundry. A estética moderna desenvolveu métodos de embelezamento associados à modelagem física e a regimes alimentares que são capazes de alterar completamente o aspecto externo da mulher (e do homem também, obviamente).

É claro que as técnicas de embelezamento são bem recebidas, mesmo porque elas são importantes no relacionamento entre o homem e a mulher. Mas outra coisa é aproveitar a beleza para perniciosamente realizar sortilégios fatais que visam escravizar o homem e provocar sua queda.

Todas as mulheres têm potencialmente dentro de si as duas naturezas de Kundry: a sedutora fatal e a mulher alquimista, a sacerdotisa do fogo, arquétipo superior da Deusa.

3- Salomé

Esse terceiro arquétipo sexual negativo é realmente muito tenebroso. É a femme fatale que por um prazer doentio destrói corações, almas e corpos. Na memória do ser humano ficam arquivadas cenas das diversas tragédias passionais, vividas em épocas (encarnações) remotas, tais como traições, adultérios, assassinatos.

Muitas vezes o casal está vivendo tranquilamente. Sua vida conjugal parece ser tão somente amor, felicidade, alegria. Em meio a essa felicidade há um único átomo de trevas que em determinada circunstância ressurge avassaladoramente.

O arquétipo de Salomé é uma mescla de luxúria e fúria assassina. De uma certa forma representa um complexo de castração, o desejo inconsciente da mulher de anular o poder masculino roubando suas energias sexuais e depois, simbolicamente, cortando sua cabeça (ou o pênis, emasculando assim o homem).

Esse arquétipo, a exemplo dos anteriores, desenvolveu-se pelo rebaixamento da mulher (nesta ou em encarnações passadas) e sua consequente reação contra o sexo masculino.

A inveja é outro fator oculto que provoca a manifestação desse arquétipo negativo. Inicia-se com um processo de comparação mental. Se uma pessoa a todo momento deixa-se levar pela comparação mental em qualquer circunstância da vida, acaba sendo vítima de algum complexo de inferioridade. A seguir surge um processo de competição, disputa e posteriormente se transforma em agressão mental, verbal e até mesmo física.

Quando esse processo envolve honra, traições, ciúmes e outros agregados psicológicos, surgem os estados hipnóticos da infraconsciência: fúrias, agressões físicas, crimes e outros.

Os fratricídios e dramas passionais tomam considerável espaço nos meios de comunicação. A violência é sempre destacada nas principais manchetes. A banalização dos crimes, a frieza dos assassinos que matam sem escrúpulos. Os dramas penitenciários sem solução. O caos reinando em todas as partes do mundo. Por causa da falta de Amor Consciente…

Fonte: Gnosisonline

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