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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Apendicite: causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

Apendicite é uma condição caracterizada pela inflamação do apêndice.


Ainda que casos moderados de apendicite possam se resolver sem tratamento, muitos requerem a remoção do apêndice inflamado através da laparotomia ou laparoscopia. Caso não haja tratamento a mortalidade é alta, principalmente devido à peritonite e ao choque quando o apêndice inflamado se rompe.

Reprodução Internet

Esse problema está associado à obstrução da luz (do conduto) do órgão, seguida de inflamação e infecção. A obstrução pode ser causada pelo aumento das células da parede do próprio apêndice, por fecalitos (fezes endurecidas), corpos estranhos (sementes, fibras) e, mais raramente, por tumores.

Sintomas


Os sintomas são clássicos em mais da metade dos casos. Geralmente o paciente chega se queixando de uma dor abdominal mal localizada, normalmente próxima ao umbigo, que migra, após algumas horas (8 a 24h), para a região inferior direita do abdome.

Nesse local a dor se torna bem mais definida e intensa. Tipicamente o paciente apresenta também falta de apetite, e metade dos casos podem cursar com vômitos. Estes, quando presentes, surgem sempre após o início da dor. Quando o quadro de vômitos precede a dor, deve-se sempre questionar o diagnóstico de apendicite.

Diagnóstico


Apendicite é uma patologia em que, na grande maioria das vezes, o diagnóstico se faz baseado na história clínica e no exame físico. Neste, o médico pode encontrar sinais bastante sensíveis que indicam apendicite, como o de Blumberg (que é a dor precipitada por uma descompressão brusca da parede abdominal, durante a sua palpação). Porém, o quadro nem sempre se manifesta da sua forma clássica, o que muitas vezes é explicado por uma variação anatômica da posição do apêndice.


Outra dificuldade no diagnóstico é a grande variedade de doenças que cursam com sintomas semelhantes aos da apendicite – em mulheres em idade fértil, principalmente –, muitas das quais podem ter um tratamento não cirúrgico, como infecções urinárias, gastroenterites e outras.

Para fechar um diagnóstico mais preciso, além dos sintomas e do exame físico, o médico pode contar com diversos recursos, entre eles o exame de sangue, exames de imagem como a ultrassonografia e a tomografia computadorizada.

Tratamento clínico ou cirúrgico?

O tratamento consiste numa cirurgia em que se realiza a retirada do apêndice (apendicectomia), associada em alguns casos ao uso de antibióticos no período pós-operatório.


A cirurgia pode ser feita por via convencional, em que se realiza uma incisão (corte) no abdome, ou por videolaparoscopia, sendo essa uma técnica mais vantajosa principalmente no que se refere a um período de convalescença mais curto, com menos dor no pós-operatório e com melhor resultado estético.

Complicações

As infecções da ferida operatória (áreas que foram cortadas na cirurgia) são as complicações mais comumente encontradas no pós-operatório, podendo mais raramente ocorrer a formação de abscessos e fístulas. Aqui vale ressaltar o valor de um diagnóstico e do tratamento precoce.

As complicações pós-operatórias estão relacionadas, principalmente, a quadros mais complicados, como aqueles em que, durante a cirurgia, é encontrado um apêndice perfurado, podendo haver secreção purulenta na cavidade abdominal.

Prevenção


Não existe prevenção para apendicite. Qualquer indivíduo de qualquer idade pode apresentar o quadro. É citado na literatura que a chance de um indivíduo apresentar o quadro durante a sua vida inteira é de 7%.

Fonte: Gabriel Miranda

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