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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mulher separada e com filhos ...

Como conhecer alguém? E apresentar o novo namorado às crianças? Essas e outras questões


Os amores vêm e vão, os filhos ficam. Depois que o relacionamento com o pai das crianças chega ao fim, um belo dia o seu coração volta a bater mais rápido por um novo alguém. Aí pintam as inseguranças: será que ele vai me aceitar com filhos? E os meus filhos vão aceitá-lo? Conheça histórias de quem já passou por essa experiência.




Refazendo a vida a dois

Depois de uma desilusão amorosa o sentimento que se instala é o de 'nunca mais'. Só que, quando menos se espera, o amor bate à porta e com ele a possibilidade de formar uma nova família. Aconteceu com a usuária da rede social do Bolsa de Mulher Gabilina, 25 anos, uma filha de 4, namorado novo. "Sou mãe solteira de uma linda menina e tenho um namorado louco por nós duas", diz ela que, mesmo tendo encontrado um par, acredita que é bem mais difícil ao se ter filho de outro homem. "Na minha opinião é um preconceito bobo. Perde-se a oportunidade de ser amado em dobro, de ser feliz em dobro", acredita.



Paulo Mendonça, também usuário da rede social do Bolsa, pensa da mesma forma. Para ele, quando um homem está a fim de uma mulher, não há impedimentos. "O homem quando gosta mesmo de uma mulher não esta nem aí se ela tem filhos ou não. O fato de você ter filhos não impede e nem é motivo para não ter um namorado. Recomeçar faz parte da vida e ser feliz é um direito de todos nós. Viva, namore e ame", aconselha.

Apresentando aos filhos


Falar é fácil, mas na hora "H" apresentar um namorado para os filhos fica mais delicado do que um dia foi apresentar o namorado para os pais. Para a usuária do Bolsa Luxhiro, é complicado. "Eu saí de um casamento há pouco tempo, tenho duas filhas, de 6 e 3 anos, e sei que a cabeça delas vai ficar confusa se eu falar sobre outra pessoa", acredita. Ela prefere preservá-las: "Na hora em que acontecer, realmente deverá ser muito bem pensado para que não as choque".


A usuária do Bolsa Ariane Mel acha que o certo seriapreparar primeiramente a criança para o novo cenário. "O pai ou a mãe deveria sentar com a criança e explicar, de acordo com a idade dela, sobre a nova relação. É importante deixar claro que o amor entre pais e filhos é imutável, mas é preciso que os pequenos tenham ciência de que o novo relacionamento também é valioso para seus pais", sugere Ariane.


Segundo a psicanalista Priscila de Faria Gaspar, na maior parte das vezes, a mulher que tem filhos se sente insegura diante de um novo namorado: "Isso acontece pois nunca se sabe como será o relacionamento do namorado com os filhos. Pode haver aceitação ou rejeição de ambos os lados. A rejeição incomoda a mulher, que se sente "no meio do tiroteio", sem saber de que lado ficar". O curioso é que o entendimento também pode causar incômodo: se a mulher achar que seu espaço está sendo invadido pelo namorado ou tiver ciúmes dos filhos ou dele. "Quando isso ocorre, ela vai, de forma inconsciente, tentar afastá-los por mais que, conscientemente, deseje que fiquem juntos!", explica.



O que eles acham disso?


A boa notícia é que o preconceito, hoje em dia, é menor por parte dos homens. "Em muitos casos não há problema algum, tirando os pequenos dissabores como ter de desmarcar um programa por não ter com quem deixar as crianças, serem poucos os momentos a dois, ter que incluir no fim de semana programas infantis etc", enumera a psicanalista Priscila de Faria Gaspar. O que, claro, prejudica mais a mulher separada, que em geral fica com a guarda dos filhos - e muitas responsabilidades e renúncias -, do que ao ex-marido, que volta à vida de solteiro sem tantos compromissos.


Priscila lembra, no entanto, que o fato de alguns homens se incomodarem por não ter as atenções todas voltadas para si não é exclusividade de novos namorados. "Isso ocorre mesmo com os filhos biológicos, que dirá de filhos de relacionamentos anteriores da mulher", afirma.


Antes de apresentar o namorado novo aos filhos é importante que a criança tenha algumas certezas e referenciais sólidos em que se respaldar. "O mais importante é assegurar que os pais nunca deixarão de amá-la e que ela não será substituída", ensina a psicanalista. Crianças pequenas tendem a concluir que se os pais se separam podem também abandoná-las, se os pais deixaram de se amar podem deixar de amá-las, se os pais arrumaram outros parceiros, podem também substituí-las por outra criança. "Daí a importância da conversa: para assegurar que existe ex-mulher, ex-marido, mas não existe ex-pai, ex-mãe ou ex-filho", sugere.


Para Priscila, a criança jamais deve ser induzida a chamar o namorado da mãe de "pai". "Pai é pai, mesmo que nunca veja a criança. Não pode ser substituído. Com o tempo, se o namorado assume o papel de pai, pode ser considerado mais um pai, nunca o substituto", finaliza.


Fonte: Rosana F.


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