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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ciúmes: será que você é uma pessoa ciumenta?

Você é uma pessoa ciumenta?



Diz-se que o ciúme é o tempero do amor. E como todo tempero, não pode ultrapassar certos limites, para não se tornar indigesto.

Os relacionamentos entre as pessoas sempre pressupõem um certo ciúme, o que indica que existe interesse mútuo. É um sentimento de origem complexa, pois envolve pensamentos, emoções, reações físicas e comportamentos.



Em princípio, é um sentimento natural e instintivo, vivenciado por todas as pessoas em algum momento da vida. A ausência ou o excesso dele pode prejudicar o relacionamento entre pessoas que se querem bem. Sua causa fundamental é o temor da perda, envolve sempre três ou mais pessoas. O sujeito ativo é a pessoa que tem esse sentimento, o sujeito passivo é a pessoa de quem se sente ciúme e a terceira pessoa é o pivô ou motivo do ciúme.

Moderado e ocasional, ele pode ser saudável e potencializar as emoções, tornando-se um estímulo positivo ao amor. O ciúme positivo protege o relacionamento, pois demonstra aos membros do casal que um não deve considerar o outro definitivamente conquistado. Isso pode estimular o casal a continuar fazendo um esforço consciente para assegurar que o parceiro se sinta valorizado e amado.



Quando o ciúme é intenso e irracional, quase sempre acaba afastando o casal, pois sua manifestação é desproporcional à situação. Por exemplo: quando o homem faz uma cena embaraçosa de protesto porque sua mulher foi beijada na face por um velho amigo que ela reencontrou por acaso.

Muitas vezes a pessoa ciumenta, na ânsia de não perder o ser amado, fere os sentimentos dele com acusações irreais, o que vem a abalar os laços que os unem. A pessoa ciumenta dificulta a liberdade do parceiro, invade seu espaço pessoal e sua privacidade. Abre correspondências, ouve telefonemas, examina bolsas e bolsos, segue ou contrata alguém para seguir a pessoa objeto de ciúme.

O controle que o ciumento tenta manter sobre o parceiro vai “sufocando” a vítima, a qual se afasta cada vez mais para ter a tranquilidade necessária para viver. Quem convive com uma pessoa muito ciumenta compromete sua espontaneidade, pois vive “pisando em ovos” para evitar uma crise. A vítima fica cada vez mais ressentida, com aquilo que considera ser falta de confiança do companheiro nos laços que os unem.



Problemas emocionais, com origem na infância, podem ser a causa do ciúme doentio. A insegurança e a baixa auto-estima são características muito comuns em pessoas com esse sentimento.

As pessoas com ciúme excessivo sentem um grande medo de perder o amor da pessoa amada. Na maioria das vezes esse medo é irreal. Essa fantasia alimenta pensamentos negativos, que por sua vez aumentam o ciúme.

A psicoterapia individual ou de casais pode ajudar muito quando isso se torna excessivo e interfere no bom relacionamento. O tratamento fortalece a autoconfiança. Apenas quem confia em si mesmo é capaz de confiar nos outros.

Ciúme: todo mundo já sofreu por causa dele.

O ciúme, quando é leve, pode até dar aquela esquentadinha na relação. Mas quando começa a passar dos limites pode ser um problema e tanto.

E quem é que nunca passou por isso?



Dando uma olhada nos depoimentos de nossas Vilamigas encontramoshistórias como a de Nanda que sabe que o ciúmes que sente pelo marido está atrapalhando a sua relação. "Há um desequilíbrio na minha relação com meu marido, por desconfiança e ciúmes da minha parte. Por ele ser uma pessoa mais velha e experiente sinto que não sou o suficiente pra ele, percebo que ele olha para outras mulheres com um olhar que não olha pra mim."

Uma Vilamiga anônima contou que há algum tempo o sexo com o marido não é o mesmo e com isso ela se sente rejeitada. Ele, mesmo com a relação aparentemente fria, tem cada vez mais ciúme dela. "Ele me vigia 24 horas por dia e tem um ciúme ridículo, não gosta que eu saia sozinha nem com meus filhos que já são rapazes e moças. Para eu ir a academia é sempre uma briga grande, ele quer que eu fique só em casa cuidando dele ou do nosso netinho, só trabalho fora porque trabalhamos juntos, somos advogados. Me sinto prisioneira dentro da minha própria casa."



O assunto é sempre alvo de muita discussão, prova disso é que histórias de ciúmes são tema do livro "Ciúmes - delícias e tormentos", escrito pela psicanalista Marcianne Blévis que descreve mais de uma dezena de casos.

A autora define o ciumento como um inquieto, como todos os apaixonados, porém com a certeza de que um dia, se é que já não aconteceu, a pessoa amada o trairá. Para a autora, o ciumento se considera um eterno incompreendido.



A idéia é que por meio dos casos relatados no livro por Marcianne Blévis, o leitor descubra homens, mulheres, narcisistas, sádicos, masoquistas, irmãos, irmãs, indiferentes, silenciosos, invejosos, pais, filhos, enfim, todos os tipos de ciumentos ou ciumentas, e eles nos ajudem nos nossos próprios casos de ciúmes. Afinal, quem nunca sentiu ou então foi alvo de ciúmes?



O livro, da editora Martins Martins Fontes, custa, em média, R$ 29,90.

Por Larissa Alvarez



Pegar no pé do amado.


A relação entre os homens e mulheres é complicada desde os primórdios da história humana na Terra. O problema é que um não vive mesmo sem o outro e precisa aprender a tolerar o muitas vezes, intolerável. Homens que o digam, quando um turbilhão de hormônios resolve correr pelas veias femininas e destruir bom senso, cordialidade, paciência.

As mulheres então se transformam nos monstros chatos ou na mala sem alça ou rodinha cada vez que pegam no pé dos amados. “E elas pegam mesmo. Nenhum homem gosta de ser pressionado e acho que as mulheres se esquecem disso”, fala Rafael, 28 anos. O amigo dele, Roberto, se apavora cada vez que pensa na pegação de pé e nos escândalos que a mulher faz. “Ela é cheia de armar barracos. Isso é realmente um inferno”, desabafa.

Para Juliano, 25, o pior é quando as mulheres acham que o homem pode adivinhar o que elas pensam. “Elas não falam, ficam fazendo jogo, e acho isso péssimo. Não tem nada de charmoso e é apenas para pegar no pé”.

Fora isso, há toda a chateação básica, resultado de insegurança e ciúme. “Pegar no pé e fiscalizar 24 horas por dia não adianta nada. Eu fico com mais raiva ainda”, conta Luciano. Mandar mensagem no celular o tempo todo ou ligar pode ser atestado de insegurança mesmo e, às vezes, dar motivo para aquela traição tão assustadora. “Ter uma pessoa te fiscalizando e perguntando com quem, quando e onde está é um saco”, dispara Max, 26. E aquilo que toda mulher acha que é motivo de briga - toalha jogada no chão, bagunça ou atraso - nem faz cócegas nos ânimos deles. “A gente odeia mesmo quando elas ficam de fofoca, falando da vida dos outros. Isso sim é chato. Pegar no pé, por pequenas coisas, nem é tão ruim assim”, continua.


Pelo jeito, para eles a pior ‘pegação’ no pé passa longe das besteirinhas do dia-a-dia. O que eles querem é uma mulher que impressione, mas sem exageros. “A gente quer
aquelas que têm personalidade própria”. Ainda bem!

Por Sabrina Passos



Mulher insegura boicota relacionamento


Imagine a cena: a esposa liga para o marido de cinco em cinco minutos. Impede que ele tenha amizades com pessoas do sexo oposto.

Cheira as roupas enquanto ele vai tomar um banho. Procura bilhetes de amantes na carteira e no bolso da calça. Tudo sinal de ciúme, certo? Mas antes dele, outro sentimento está certamente consumindo essa mulher: a insegurança.

Essa sensação que fragiliza pode facilmente colocar em cheque a boa relação a dois. "Em vez de ter alguém para andar do lado, o homem é obrigado a puxar essa mulher, conduzí-la. E isso desgasta, pois o marido está sempre em busca de alguém que o apoie também", explica a psiquiatra Evelyn Vinocur.

Algumas mulheres de autoestima ou autoconfiança baixa ficam limitadas e perdem a confiança no companheiro. Se ele vai ao jogo de futebol, acha que a está traindo. Foi por conta dessa insegurança que o designer Douglas, de 25 anos, deu fim a um namoro de um ano e meio. "Eu não tenho muita paciência com mulher assim. Se eu falei que estou em um lugar, estou. Se falei que estou ocupado, é por que realmente estou também", afirma. E garante: "Nunca dei motivo para ela desconfiar do que estou fazendo. Sempre deixei tudo muito claro. Por isso, cansei de tentar colocar um ponto final na insegurança dela".



Outras mulheres viram capacho e se casam com o primeiro homem que encontram, com medo de ficarem sozinhas. E esses maridos usam e abusam delas, justamente pelo fato de serem permissivas demais. "Chamamos de mulher Amélia. Mas esse comportamento não surge do nada. Essa esposa certamente já ‘cuidou de outros parentes’, cresceu com o hábito de sempre servir", comenta Evelyn. Um caso semelhante é o de Dona Marta. Casada há 20 anos com um estrangeiro, faz de tudo para não atrasar o jantar. "Meu marido gosta de jantar sempre na mesma hora. Se a comida não fica pronta, ele fica bravo", afirma.

Xô, dependência!



Assim como a mulher, o homem busca uma cara-metade decidida, que queira receber atenção, mas que também saiba retribuir. O problema é que, muitas vezes, o marido ou namorado é desconhecedor da gravidade da situação e a define como frescura. Outras vezes, humilha a mulher, achando que isso pode ajudá-la a tomar uma atitude. "Se o marido passa o dia todo chamando a mulher de gorda, só vai potencializar o sentimento de insegurança", garante Evelyn.

A psicanalista ressalta que idade e fatores hormonais ajudam a potencializar o quadro de insegurança. "A menopausa traz uma série de alterações hormonais, o que influencia no humor da mulher. Além disso, é muito comum encontrar pessoas idosas com esse tipo de sentimento bastante aflorado".

Alguns casos são tratados apenas com conversas e outros com remédios. Mas, quando o homem conhece bem os pontos fracos da mulher, sabe também minimizar as crises. "Esse sentimento vem agregado a outros. Se a mulher está de TPM, por exemplo, o companheiro pode evitar certos questionamentos e comentários que podem desencadear um estresse ou uma depressão acentuada nesse período".

Há ainda homens que, por amor, aprendem a lidar com a insegurança da companheira e levam adiante o relacionamento. É o caso do publicitário Paulo, de 30 anos, que se casou com Alice, de 26. "Fui o primeiro namorado dela. Eu tinha 18 anos e ela 14. Precisei de muita conversa, paciência e algumas brigas para lidar com as crises dela. Às vezes essa situação cansa, mas se você gosta de verdade, vale à pena tentar superar", conta.



Paulo conta que a maioria das crises era motivada por ciúmes. "Outras vezes ela não se achava bonita, não sabia se portar", conta. "Mas hoje ela é muito diferente. É mais firme nas decisões. Tudo caminha normalmente".

Por Juliana Falcão (MBPress)

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