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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Alisador de cabelos brasileiro está sob suspeita de causar efeito tóxico


A canadense Susanne Harvey, 39, tinha longos, grossos e encaracolados cabelos ruivos. Mas o que parecia um "rabo de cavalo" virou um "ninho de pássaros" esvaziado, feito de fios finos, que caem a cada passada de mão.

Mesmo proibido aqui, formol é usado em salões no Rio e em SP
Empresa diz que rompeu contrato com fornecedora de alisador brasileiro

Divulgação
Análise aponta excesso de formol no "Brazilian Blowout", usado em escova progressiva nos EUA e no Canadá
Análise aponta excesso de formol no "Brazilian Blowout", usado em escova progressiva nos EUA e no Canadá

No dia 19 de agosto, a corretora de imóveis passava férias em British Columbia, no Canadá, quando decidiu investir mais de R$ 300 para alisar seus cabelos.

Seduzida pelo marketing do mais famoso produto do gênero, endossado por celebridades como Nicole Richie, Susanne escolheu o Brazilian Blowout, que prometia efeito mais natural do que outras escovas permanentes. Em entrevista à Folha de São Paulo, ela diz que, nas duas primeiras semanas, seu cabelo parecia ótimo. Até começar a cair.

"Foi o meu marido que me disse, "o que acontece com o seu cabelo?". Porque estava no travesseiro, na camisa, em todo lugar. E não estava só caindo, mas quebrando."

Susanne calcula ter perdido 20% de seus cabelos em menos de dois meses. "Está horrível, parecendo um ninho de pássaros, e eu tenho medo de lavá-los."

A canadense passou a tentar descobrir o que havia sido responsável pela queda e o que fazer para revertê-la. Procurou a Brazilian Blowout, cuja primeira reação foi atribuir o distúrbio a estresse ou mudanças na dieta.

Susanne respondeu que não tinha problema nenhum antes de passar pelo alisamento. No fim de setembro, entrou com um pedido de verificação no departamento de saúde canadense.

Há uma semana, o Health Canada anunciou que o produto da Brazilian Blowout testado apresentava 12% de formaldeído, tóxico cuja concentração é limitada a 0,2% em cosméticos não orais, segundo as leis canadenses.

A ausência do formaldeído, que pode causar ardência nos olhos e nas narinas, dor de garganta e até câncer, era uma dos destaques do marketing da Brazilian Blowout.

No site oficial, o principal produto da marca, agora suspenso nos EUA e no Canadá, era vendido como "o único tratamento alisador que melhora a saúde do cabelo". "Sem estragos! Não contém formaldeído", dizia o site, em letras garrafais.

A empresa americana afirma que o "brazilian" em seu nome vem do fato de o carro-chefe da marca ser importado do Brasil. A fabricante brasileira, Cadiveu, "é a responsável" pelo conteúdo do alisador comercializado nos EUA e no Canadá desde 2007.

Apesar de transferir a culpa para a companhia brasileira, a Brazilian Blowout afirma que o teste canadense está errado. "É impossível -se houvesse no produto 12% de formaldeído, as pessoas estariam experimentando efeitos colaterais loucos", disse a assessora de imprensa da marca.

Mesmo assim, diante do questionamento público, a Brazilian Blowout diz ter decidido romper o contrato com a Cadiveu. A Cadiveu, por sua vez, afirma ter encerrado a parceria em 2008.

Mas o que consumidores que se sentiram prejudicados, como Susanne, devem fazer? "Não posso falar sobre isso. Eles devem ligar para o serviço ao consumidor", responde a Brazilian Blowout.

Fonte: CRISTINA FIBE









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