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domingo, 19 de setembro de 2010

Colesterol

O Colesterol é uma substância vital para o bom funcionamento do organismo e serve de base para uma série de hormônios. Mas então por que temos tanto medo dele? O problema do colesterol está na falta de controle dos seus níveis sangüíneos causada pela nossa falta de educação alimentar.

O termo “hipercolesterolemia” refere-se ao estado de aumento dos níveis de colesterol. É definida como níveis totais (Colesterol Total) acima de 240 mg/dL. A hipercolesterolemia está entre os quatro principais fatores de risco para doença cardíaca (os outros três são: tabagismo, pressão alta e sedentarismo), sendo que com níveis a partir de 200 mg/dL já existe um aumento de duas vezes no risco de doença no coração. O segredo do sucesso na luta contra a hipercolesterolemia e a doença cardíaca é a gordura saturada.

Como muitos outros nutrientes, o colesterol precisa “viajar” pelas células do corpo através do sangue. Contudo, uma vez que ele não é solúvel em água, deve ser transportado para os órgãos através de substâncias especiais chamadas lipoproteínas. Existem vários tipos de lipoproteínas, mas a lipoproteína de baixa densidade (Low Density Lipoprotein, ou simplesmente LDL) e a lipoproteína de alta densidade (High Density Lipoprotein, ou HDL) são as mais importantes.

A dosagem do colesterol total não é suficiente para determinar o risco cardíaco. Uma de cada cinco vítimas ataques cardíacos apresentam um colesterol total abaixo de 200 mg/dL (considerado normal). É preciso determinar os níveis de HDL e LDL. Níveis de HDL abaixo de 35 mg/dL são considerados fatores de risco, mesmo quando o colesterol total está normal.

Colesterol Ruim e Colesterol Bom: existe isso?

A LDL é a principal carreadora de colesterol no sangue e tem sido denominada “colesterol ruim” pois deposita-se lentamente nas paredes das artérias. Em conjunto com outras substâncias, o colesterol LDL forma uma placa espessa e rígida que limita o fluxo sanguíneo através das artérias e pode resultar em ataque cardíaco ou derrame.

A HDL carreia cerca de um terço a um quarto do colesterol no sangue e chamada de “colesterol bom” pois não somente retira o colesterol do sangue e leva-o de volta ao fígado (onde é retirado do corpo), mas também retira o colesterol depositado nas paredes das artérias pela LDL. Pesquisas mostraram que, em adultos com hipercolesterolemia, para cada 1% de redução nos níveis totais de colesterol, existem uma redução de 2% no número de ataques cardíacos.

Afinal, qual a relação entre Colesterol e Doença Cardíaca?

A maioria das doenças cardíacas é causada pela aterosclerose, que ocorre quando o colesterol e outras gorduras do sangue se acumulam nas paredes das artérias que fornecem sangue ao coração. Estes depósitos, chamados placas ateroscleróticas, estreitam as artérias e podem diminuir ou bloquear o fluxo de sangue. Sem oxigênio suficiente, as fibras musculares do coração vão sendo destruídas, resultando em dor (angina), ataque cardíaco (infarte agudo do miocárdio) ou mesmo morte. Na mesma linha de raciocínio, a aterosclerose nas artérias que fornecem sangue ao cérebro podem causar um “derrame”. A aterosclerose é uma doença lentamente progressiva que pode se iniciar na juventude, ainda que não cause sintomas por vários anos.

Quando os altos níveis de colesterol no sangue combinam-se a outros fatores de risco (por exemplo, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, etc), as chances de sofrer um ataque cardíaco são ainda maiores.

Dieta e Colesterol

A dieta pode reduzir os níveis de colesterol em 10% a 15%. Procure comer mais cereais, frutas frescas, vegetais e gorduras mono ou poliinsaturadas. Dietas ricas em carbohidratos (açúcares) podem reduzir os níveis de HDL e aumentar os triglicerídios – e isto é um risco, principalmente em mulheres após a menopausa. É importantíssimo manter-se dentro da faixa de peso ideal para sua estatura.


Gorduras Moninsaturadas e Poliinsaturdas.
Estas gorduras podem ajudar a diminuir os níveis de colesterol. As gorduras monoinsaturadas são encontradas em grandes quantidade em alimentos vegetais, incluindo azeitonas, peanut e canola oil. Quando utilizada no lugar da gordura saturada, a gordura moninsaturada ajuda a reduzir os níveis de LDL, sem alterar a HDL.

As gorduras poliinsaturadas são encontradas em alimentos vegetais, incluindo óleos girassol, milho e soja. Quando utilizadas no lugar das gorduras saturadas, as gorduras poliinsaturadas tendem a reduzir a LDL, mas também reduzem os níveis de HDL.

As gorduras saturadas são encontradas nas carnes bovina e suína, nos derivados de leite, no coco e até mesmo no azeite de dendê, e possuem a capacidade de elevar os níveis de colesterol mais do que qualquer outra coisa que possamos comer. Por isso, se alguém deseja reduzir os níveis sanguíneos de colesterol através da dieta, deve-se prestar atenção para a quantidade de gordura saturada ingerida.

Colesterol e idosos.
Os níveis sanguíneos de colesterol têm um impacto menor sobre o risco coronariano em pessoas mais idosas. A principal preocupação com os idosos deve ser uma dieta adequada e bem balanceada, sem psicoses com os níveis de colesterol.


E os ovos ?
Não se recomenda comer mais do que 300 mg de colesterol por dia (uma gema de ovo contém cerca de 200 mg de colesterol). O bom senso recomenda no máximo 3 a 4 ovos por semana.

Comprimidos com extratos de peixe.
Os peixes são ricos em ácidos graxos do tipo ômega-3, uma gordura poliinsaturada diferente dos ácidos graxos tipo ômega-6 encontrados na maioria dos óleos vegetais. O ômega-3 reduz os níveis sanguíneos de triglicerídos e de VLDL (lipoproteínas de densidade muito baixa). Recomenda-se a ingestão regular de peixe e não o uso de comprimidos com óleo de peixe para diminuir os níveis de colesterol.

Antioxidantes.
O uso de vitamina C (ácido ascórbico) e E (tocoferol), dois antioxidantes, podem diminuir o risco de doença cardíaca trazido por uma dieta rica em gorduras.

Algumas recomendações para melhorar o controle dos níveis de colesterol


Adultos saudáveis acima dos vinte anos devem dosar os níveis de colesterol no sangue a cada 5 anos. Antes de sair tomando remédios para controlar os níveis de colesterol, mude hábitos nocivos – os sintomas da Hipercolesterolemia só surgem quando a doença já se encontra avançada.

Exercícios.
Pratique-os regularmente. A dieta só adianta se você estiver se exercitando. Além disso, os excercícios melhoram a saúde do coração, do pulmão, ajudam a manter o peso, e reduzem o ritmo cardíaco e a pressão arterial. Pessoas que praticam exercícios possuem menos da metade do risco de doença cardíaca que aquelas que são sedentárias.


Os melhores exercícios para baixar os níveis de LDL e aumentar o HDL são caminhar (ou mesmo corridas leves), nadar, pedalar, fazer danças aeróbicas ou jogar tênis, mas pode levar até um ano para que os exercíos afetem positivamente os níveis de HDL.

Os especialistas recomendam, no mínimo, caminhadas de 30 minutos na maioria dos dias da semana, perfazendo uma média de 25 a 30 quilômetros por semana. Exercícios curtos de alta intensidade (tipo jogar uma partida de futebol ou dar uma corrida na areia da praia) aumentam a oxidação do LDL e os riscos de doença cardíaca. Antes de praticar exercícios, consulte seu médico.

Tabagismo.
O cigarro diminui os níveis de HDL, sendo diretamente responsável por cerca de 20% de todas as mortes por doença cardíaca. Nunca é demais dizer: pare de fumar !


Álcool.
Muitos estudos têm relatado que o consumo de pequenas quantidades de álcool (uma taça de vinho tinto suave por dia, por exemplo) aumentam os níveis de HDL, protegem o coração e evitam derrames. Pode ser um dado científica, mas vá com moderação. Se estiver tomando qualquer tipo de medicação, pergunte ao seu médico a possibilidade de interações indesejáveis com o álcool.

Nas mulheres, mesmo quantidades moderadas de álcool já aumentam o risco de câncer de mama. Grávidas e pessoas com história de alcoolismo na família não devem ingerir bebidas alcoólicas em hipótese alguma.


Fonte: Dr. Alessandro Loiola, Médico, especialista em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Belo Horizonte.

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