Conexão Lia Nagel

Pesquisar neste blog

Tradutor - Translate

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Enxaqueca

Enxaqueca: mulheres são as vítimas preferidas desse mal


A enxaqueca é uma das dores mais frequentes e incapacitantes que existem. Isso porque, além do sofrimento, pode aparecer quando menos se espera.



Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, 30 milhões de brasileiros sofrem com a enxaqueca. A incidência na população feminina pode atingir 18 a 20%. Cerca de 75% dos sofredores de enxaqueca são mulheres.



A Sociedade Internacional de Cefaléia reconhece mais de 150 tipos de dores de cabeça, desde as tensionais, normalmente associadas ao estresse, até as que são resultantes de ressaca, aneurismas, medicamentos como o Viagra e tumores. A pior delas, felizmente muito rara, é a cefaléia em salvas, geralmente ao redor de um dos olhos e das têmporas, descrita como insuportável e que leva o paciente a atitudes extremas, como bater a cabeça contra uma parede.




Sem qualidade de vida
A enxaqueca é muito mais que uma dor. É um grande mal estar, dando a sensação de que a cabeça está enorme, pulsando, martelando ou que o cérebro está sendo pressionado num ritmo enlouquecedor. Tudo passa a incomodar, luz é uma tortura; os odores, um sacrifício, os sons transformam-se em ruídos ensurdecedores, o estômago revira e os vômitos são a consequência natural. Esse martírio pode durar dias, num vai e vem de intensidade maior e menor que impede a realização da maior parte das atividades do dia. Muitos fatores tornam a enxaqueca uma doença de causas indecifráveis. O primeiro deles é que não.




há sequer um exame laboratorial que declare a dor como enxaqueca. Todos os exames são normais, desde os exames bioquímicos até os mais sofisticados métodos de imagem. Esse diagnóstico é clínico e baseado na descrição do paciente. Segundo, a dor é um sintoma que depende do limiar de tolerância dos pacientes, o que é muito diferente de pessoa para pessoa, pois umas chegam ao pronto-socorro em verdadeira crise de histeria desencadeada pela dor, enquanto outras, mesmo referindo dor forte, preferem se fechar num quarto escuro até obter alívio. Terceiro, a enxaqueca é uma dor com diferentes e até opostos fatores desencadeantes, tornando difícil agrupá-los dentro de uma única causa.




Dormir muito ou dormir pouco, muito calor ou muito frio, muito café ou a falta dele, bebidas alcoólicas, jejum prolongado e refeições copiosas, oscilações hormonais nas mulheres, estresse, medicamentos, sedentarismo e determinados alimentos. Além de tudo isso, o uso crônico de analgésicos, principalmente os que contém cafeína, pode levar à cronicidade


da dor, que passa a ser diária, o que leva à auto medicação com doses progressivamente maiores de analgésicos.


Especialidade: Dra. Ellen Simone Paiva - Especialista em Endocrinologia e nutrologia


A dieta pode contribuir para curar a enxaqueca?




A relação entre um alimento e a dor de cabeça, em termos gerais, é difícil de ser comprovada. Afinal, o mal pode ser causado por diversas influências da vida diária.



A alimentação, para as pessoas que têm enxaqueca, gera uma polêmica ainda maior porque é difícil provar que um sintoma subjetivo e que não pode ser aferido ou quantificado possa ser causado por um determinado alimento. Mesmo assim, crescemos ouvindo muitas histórias sobre alimentos que causam e que aliviam a dor de cabeça.

Um dos fatores mais importantes é que ficar sem comer ou fazer jejuns prolongados é pior do que os vários alimentos rotineiramente relacionados à dor. Logo, uma rotina alimentar de refeições e lanches é importante no tratamento da enxaqueca, muito mais do que a privação de certos alimentos, muitas vezes erroneamente relacionados à ela. Outro fator alimentar relacionado à enxaqueca é o consumo de bebidas alcoólicas. Entre elas, as bebidas fermentadas como a cerveja e o vinho, principalmente o tinto.




Finalmente, o fator mais complexo como causa de enxaqueca é a ingestão freqüente e intensa de cafeína, principalmente o café. Por se tratar de alimento de consumo diário e muitas vezes exagerado. Mas a cafeína é encontrada em muitos refrigerantes do tipo cola, chocolates e chás escuros, como o chá mate. Acredita-se que apenas três cafés expressos por dia sejam suficientes para causar enxaqueca.




Vale lembrar que ao invés da ingestão o mais comum é a dor de privação, ou seja, quando um organismo, acostumado ao consumo diário de cafeína se vê privado da mesma. Muitas vezes, uma simples xícara de café é suficiente para o alívio da dor matinal em consumidores assíduos de café. Logo, algumas vezes, o café pode tratar a enxaqueca, como numa síndrome de abstinência de um viciado em cafeína. Por esse motivo, a presença de cafeína em muitos remédios analgésicos é desaprovada pela maioria dos especialistas em enxaqueca porque pode levar à dor de cabeça de privação, quando se interrompe sua utilização freqüente. Faz parte da orientação desses pacientes o alerta para que evitem a auto medicação, uma vez que ela pode gerar dependência de doses analgésicas a cada dia maiores.




Com relação aos outros alimentos, é importante a descrição de muitos pacientes que relacionam a dor de cabeça aos chocolates, embutidos e laticínios, principalmente queijos amarelos. Nessa lista, nem as frutas ficam de fora, principalmente as cítricas como o maracujá, a laranja e o abacaxi. Se fôssemos mais exatos, a lista de alimentos seria infindável e poria em risco a variedade nutricional tão importante aos nossos pacientes.



Uma orientação importante sobre os alimentos é que o paciente com enxaqueca observe muito atentamente sua rotina nos dias que sente dor, pois suas considerações serão valiosas na orientação de suas dietas. Não há base científica para suspendermos determinados alimentos por isto é tão importante o relato individual.

Apesar dos registros tão contraditórios nos gatilhos da dor, podemos orientar, de uma maneira geral, que os pacientes com enxaqueca:

(1) Façam suas refeições com intervalos regulares, de preferência 3 refeições e 2-3 lanches diários evitando longos intervalos entre elas;
(2) Bebam água com regularidade, uma vez que quando a sede aparece, isto significa que já estamos desidratados;
(3) Não durmam mais ou menos , procurem manter suas horas de sono semelhantes, todos os dias;
(4) Evitem o consumo de bebidas alcoólicas;
(5) Façam atividade física, principalmente com alongamentos que privilegiem a coluna cervical. Nas crises de dor, deve-se evitar o esforço físico e mental; (6) Não tirem conclusões precipitadas ou baseadas em um único episódio de dor, relacionando um alimento muito apreciado com a enxaqueca, sem que isso seja verdade. É recomendável observar, outras vezes, a influência desse alimento;
(7) Evitem o consumo de mais que 2-3 xícaras de café expresso ou 3-4 cafés comuns ao dia. Se existir o consumo abusivo de café, a redução deve ser lenta e gradual;
(8) Evitem a auto-medicação e procurem a orientação de um neurologista para acompanhar seu tratamento.

Além das orientações acima, a alimentação das pessoas com enxaqueca deve ser individualizada, privilegiando e atendendo às necessidade básicas de cada um e baseada numa profunda avaliação de cada paciente sobre si mesmos.

o que são enxaquecas ?



Enxaquecas são crises de dor de cabeça de intensidade moderada / grave , geralmente unilaterais , latejantes e habitualmente acompanhadas de náuseas, vômitos, intolerância à claridade , barulho e cheiro. apresentam uma prevalência de 16% nas mulheres e de 6 % dos homens . são mais freqüentes nas mulheres, tendo seu início na puberdade e se estendem habitualmente por toda vida fértil. podem apresentar grande melhora durante as gestações e após a menopausa. as crises tem freqüência variável, duram por horas ou até dias, podendo alcançar num percentual razoável de pacientes uma frequência diária ou quase que diária

Alguns pacientes antes das crises apresentam alterações visuais ( visão embaçada, luzes coloridas ou até perda parcial da visão ). estas alterações geralmente precedem as crises e duram por cerca de 30 minutos . as crises podem ou não ter fatores desencadeantes tais como : dormir muito, dormir pouco , dormir fora de hora , determinados alimentos , cheiros fortes , ciclo menstrual, exposição ao sol, esforço físico e bebida alcoólica e stress emocional , dentre outros. estes fatores devem ser particularizado para cada paciente .

porque as enxaquecas ocorrem ?

acredita-se hoje que as crises tenham seu início em áreas específicas do encéfalo (tronco cerebral) . iniciado este processo (espontaneamente ou por fatores externos) há envolvimento de vias nervosas e de algumas substâncias químicas (neurotransmissores) que quando liberadas provocam dor, configurando então uma crise com todo seu cortejo de sintomas. muito provavelmente as enxaquecas tenham componentes genéticos de transmissão, pois não é raro encontrarmos famílias com várias pessoas afetadas. a enxaqueca não é uma doença estrutural do encéfalo (por esta razão toda a investigação laboratorial e de neuro-imagem é normal, mas sim uma doença disfuncional .

como as enxaquecas são diagnosticadas ?


a partir de 1988 a international headache society (ihs) publicou critérios diagnósticos para a enxaqueca . este fato é de suma importância, uma vez que será importante se diferenciar uma enxaqueca (cefaléia doença) de outras formas de dor de cabeça que sejam sintomas de outras doenças, como aquelas dores de cabeça que acompanham as meningites, os sangramentos cerebrais, os tumores cerebrais ou até mesmo sinusites agudas (cefaléia sintoma). a pessoa mais indicada para realização do diagnóstico correto é o médico.

por ser ela uma doença funcional, a história clínica é a parte mais importante da consulta clínica para o diagnóstico correto.

como se trata enxaqueca ?


Existem duas formas de tratamento da enxaqueca .

o tratamento da crise e o tratamento preventivo.

no tratamento agudo são utilizados desde analgésicos comuns, até drogas mais potentes como os anti-inflamatórios e a utilização de medicamentos mais específicos como as ergotaminas e mais recentemente um grupo de drogas chamadas triptanos . o tratamento deverá ser sempre individualizado de acordo com a intensidade da dor , sua duração e a invalidez que ela provoca nestas pessoas. deve-se sempre respeitar as contra- indicações destes medicamentos .

o tratamento preventivo consiste na utilização de drogas que impedem que o paciente tenha crises .

são medicamentos de uso diário, prescritos por um determinado período de tempo. é importante salientar que cerca de 60% dos pacientes que se submetem a tratamento profilático apresentam melhora clínica. ocorre diminuição da freqüência, da intensidade e da duração das crises. além do fato que os episódios dolorosos que ocorrem na vigência do tratamento serem geralmente de menor intensidade e mais rapidamente resolvidas .

toda esta explicação se prende ao fato que uma parcela não desprezível de pacientes, em virtude de suas crises freqüentes, acabam fazendo uso abusivo de medicação analgésica, perpetuando suas crises e impedindo que elas desapareçam por completo. estes medicamentos tomados em demasia também podem ser responsáveis a médio prazo por efeitos colaterais graves nos sistemas renal e hepático.

Qualidade de vida para os portadores de cefaléias ou enxaquecas

as enxaquecas são uma das causas mais importantes na diminuição da qualidade de vidas das pessoas . elas afastam as pessoas do convívio social, profissional e até familiar. sabe-se hoje que os portadores de enxaqueca faltam cerca de 12 dias a mais por ano que os não portadores desta doença, com implicações de custo social para as fontes pagadoras.

Fonte: Dr. Mario Peres

Procedimentos cirúrgicos podem diminuir e acabar com a enxaqueca.

Procedimentos cirúrgicos em determinadas áreas cerebrais podem diminuir e até mesmo acabar com enxaquecas.

Especialistas que fizeram o estudo explicaram que pacientes submetidos a cirurgias há cinco anos estão curados da doença.

O estudo foi feito com 79 pessoas e de acordo com os resultados da análise final, apenas 10 pacientes tiveram que fazer uma segunda operação. Dos 69 pacientes que tiveram boa recuperação a cirurgia, 61 tiveram melhora na enxaqueca e 20 tiveram a doença totalmente eliminada.

Cerca de 50% dos pacientes tiveram uma redução considerável da doença e apenas 10% dos pacientes tiveram menos de 50% de melhora nas dores de cabeça.

De acordo com um relatório, os números são uma prova de que um procedimento cirúrgico em certos locais do cérebro pode diminuir ou eliminar a doença. Além de reduzir a intensidade, duração e frequência do problema.

Segundo Bahman Guyuron, diretor do Departamento de Cirurgia Plástica da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve, a opção cirurgia dá opção a pacientes que sofrem de enxaqueca.


Fonte: G1 Online


Pacientes que sofrem de enxaqueca com alterações visuais elevam suas chances de sofrer AVC.


Pessoas que sofrem de enxaqueca com alterações visuais (aura) aumentam suas chances em até 73% de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Mulheres possuem risco duas vezes maior.

O uso de anticoncepcional hormonal, o sexo, idade inferior a 45 anos e o tabagismo são causas que elevam o risco dos pacientes sofrerem um derrame, segundo consta na meta análise publicada em um jornal britânico.

De acordo com o neurologista Carlos Bordini, presidente da Sociedade Brasileira de Cefaléia, a enxaqueca com aura associada ao anticoncepcional eleva o risco em até seis vezes. Mulheres que fumam e utilizam o anticoncepcional as chances aumentam para 20 vezes.

Esse aumento é causado pelo hormônio presente no anticoncepcional, que aumenta a viscosidade e coagulação do sangue, podendo gerar o entupimento do vaso sanguíneo.

O cigarro é contra-indicado por favorecer a formação de placas dentro do vaso.

A enxaqueca com aura tem como características alguns sintomas neurológicos, que aparecem antes da dor. São eles: redução no campo da visão, enxergar imagens brilhantes em ziguezague, flashes de luz e, raramente, sentir dormência nas mãos, na língua e na boca.

O motivo desses sintomas é a diminuição da atividade dos neurônios na parte responsável pela visão no cérebro (região posterior), que pode se expandir para outras áreas.

Nessa hora ocorre uma constrição dos vasos sanguíneos da região, o que pode elevar as chances de ocorrer um AVC.

A prevenção para as mulheres deve ser feita com a proibição do uso do anticoncepcional hormonal e a finalização do tabagismo.

Os pacientes, não só as mulheres, devem controlar fatores de risco para doenças vasculares. Hipertensão e colesterol são bons exemplos. A prática de exercícios físicos e peso ideal também servem como prevenção.

De acordo com a neurologista Sheila Ouriques Martins, coordenadora do Projeto Nacional de Atendimento ao AVC da Academia Brasileira de Neurologia, também é aconselhável evitar o uso de medicamentos mais antigos contra a doença, por estimularem a vasoconstrição.

Segundo o neurologista José Geraldo Speciali, responsável pelo ambulatório de cefaleias do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, o fato de o enxaquecoso ser mais propenso a alterações vasculares fora da crise de enxaqueca, deve levá-los a controlar sempre os fatores de risco.

Fonte: FolhaOnline



Enxaqueca X Cefaléia



Enxaqueca (do Árabe ach-chaquica) é um distúrbio ou uma afecção (doença)caracterizada pelo aparecimento de crisesrepetidas de dores de cabeça de intensidade variável, geralmente abrange apenas uma metade do crânio e é acompanhada de mal-estar geral, náuseas e vómitos.

As enxaquecas são cefaléias ou dores de cabeça localizadas numa metade do crânio (hemicranianas), intermitentes (surgem em intervalos regulares ou irregulares) e repetidas, muitas vezes, de natureza hereditária. É um distúrbio muito comum, que afecta de 15 a 20% dos homens e 25 a 30% das mulheres. Mais da metade das pessoas que sofre desse mal apresenta histórico familiar.


Cefaleia



Já a cefaleia (do Grego kephalaia, pelo Latim cephalaea) é uma dor de cabeça difusa ou localizada, aparece no decorrer da evolução de uma afecção orgânica, pode intensificar-se sob o efeito de certas influências externas, tais como luz e barulho intensos ou de causas internas: abalo emocional e trabalho intelectual prolongado e exaustivo.

São inúmeras as causas da dor de cabeça, sendo as mais comuns aquelas relacionadas a problemas digestivos, do fígado, dos olhos (acuidade visual), stress, prisão de ventre, abuso de bebidas alcoólicas, tensão nervosa, sinusites, nevralgias da face, pressão alta, flatulência, problemas dentários, enxaquecas, meningite, tumores e hemorragias cerebrais, etc.

As cefaléias psicogenicas aparecem sem qualquer causa orgânica. São encontradas muitas vezes em casos de ansiedade ou de pressão. Como os fatores determinantes e as causas são múltiplos, é necessário investigar e conhecer a natureza de tais problemas.

Classificação das enxaquecas:



Embora existam vários subtipos de enxaqueca, três englobam a grande maioria das pessoas:

Enxaqueca clássica – incidência: 10%

Sintomas e sinais físicos:

• Dor latejante forte e unilateral, sempre começando e, em geral, permanecendo num lado da cabeça.

• Cefaleia acompanhada de náusea, podendo ocorrer vómitos ou não; metade do distúrbio apresenta sintomas de aviso (auras) 30 minutos antes do início da dor. As auras típicas duram alguns minutos e incluem manchas borradas ou brilhantes na visão, ansiedade, fadiga, pensamento perturbado, intumescimento e formigamento de um lado do corpo.

• A crise começa, tipicamente, pela manhã, atinge o seu pico dentro de uma hora, dura de 4 a 24 horas e manifesta-se várias vezes por mês.

• Palidez, vómito.


Enxaqueca comum – incidência: 80%

Sintomas e sinais físicos:

• É o subtipo mais comum.

• Dor latejante forte, podendo ser frontal, unilateral ou bilateral.

• Os sintomas de aviso (auras) são raros.

• Em geral, o mal pode durar de um a três dias.

• Infelicidade.


Cefaléia em grupo ou complicada – incidência: 10%

Sintomas e sinais físicos:

• Dor forte, imprevisível, em geral localizada ao redor dos olhos.

• Tende a ocorrer em grupos de uma a três cefaleias, durante um ou vários dias, podendo novamente ocorrer nas próximas semanas.

• Sem sintomas de aviso.

• Pode estar associada com sensibilidade à luz, lacrimejamento, nariz entupido e comportamento agitado;

• Sinais neurológicos leves, tontura, perturbação visual, distúrbio da fala, perda da sensação de um lado do corpo, falta de constância.


Possíveis causas (etiologias):

• Instabilidade do sistema vascular.

• Distúrbios de plaquetas (trombócitos).

• Distúrbio neural.

• Alergias e intolerâncias alimentares (há pouca dúvida de que a alergia e a intolerância alimentar sejam as principais causas da enxaqueca).

• Mau funcionamento hepático.

• Toxemia intestinal (a conversão do aminoácido tiramina pelas bactérias do intestino grosso)

• Síndrome de disfunção da articulação temporomandibular, etc.


Fatores precipitadores da enxaqueca:

• Bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto.

• Algumas substâncias como, por exemplo, nitratos, glutamato monossódico, nitroglicerina.

• Alterações emocionais, decepções, stress e emoções intensas.

• Alterações hormonais, menstruação e pílulas anticoncepcionais.

• Stress, exaustão física e mental, insónia e/ou poucas horas de repouso e sono.

• Hábitos alimentares erroneos, alérgenos, fritura, gordura animal, carnes curadas/defumadas, frutos do mar, chocolate, cafeína, álcool, vinho tinto, queijo curado, frutas cítricas, nozes, glutamato de monossódio, aspartame, etc.

• Alterações climáticas, exposição ao sol e mudança de pressão barométrica.

• Ofuscação/luminosidade e barulhos intensos.

• Suspensão de vasopressores, por exemplo, cafeína, drogas simpaticomiméticas, ergotamina (substância extraída do espigão do centeio, um tipo de cereal) etc.


Como a psicoterapia analisa a enxaqueca?



No auge de uma crise de enxaqueca, a pessoa acometida pelo mal necessita de ficar só, de isolar-se do "mundo", no seu leito e num quarto escuro. É possível, assim, considerar-se que toda doença apresenta uma função implícita, a de reintegrar o "ser", ou seja, a de fazer com que a pessoa se volte para si mesma, para o seu interior, para as suas reais fragilidades e necessidades e reflita sobre a sua vida, seu comportamento e hábitos nocivos.

A enxaqueca, muitas vezes, pode significar as "dores de cabeça" que a pessoa sente em relação a sua própria vida, angústia, trabalho, familiares e pessoas queridas, a descrença na solução dos problemas, sentimentos de culpa, peso de consciência, vazio existencial, fuga, desejos sexuais auto-reprimidos etc. Na nossa cultura, a dor de cabeça tem sido uma desculpa encontrada pelas pessoas para justificar o desinteresse por algo, a ausência em algum evento ou a não participação nele, a insatisfação, o desejo de ficar só (forma encontrada para ocultar angústias, infelicidade, depressão...), os conflitos interiores, as incoerências na própria conduta e no agir.

Não obstante, tantas vezes ser usada como pretexto, a dor de cabeça pode ser real. Alguns psicoterapeutas correlacionam a enxaqueca como sendo uma transferência da sexualidade para a cabeça, pois as pessoas que sofrem de enxaqueca (na maioria, mulheres), geralmente, apresentam também "dificuldades" em relação à sexualidade. Entre os que sofrem de enxaqueca, encontram-se os que, por alguma razão, suprimiram completamente a sexualidade das suas vidas, que transferiram os assuntos do corpo para o cérebro e aqueles ansiosos por convencerem aos demais da plenitude da sua vida sexual.


Fonte: DiarioNatural




20 Mitos sobre a Enxaqueca

1- Analgésicos resolvem o problema


Esse é um dos erros mais comuns --e perigosos-- em relação à enxaqueca. Freqüentemente, os pacientes se automedicam com esses remédios, tomando doses progressivamente mais altas.


O problema é que o abuso de analgésicos contribui para cronificar as dores. Além disso, nem sempre eles dão conta de acabar com uma crise de enxaqueca. Existem medicamentos específicos para o problema que, apesar de também agravarem as crises quando em excesso, são mais eficazes.


A Sociedade Brasileira de Cefaléia recomenda o uso de, no máximo, dois comprimidos por semana (dez por mês) de qualquer remédio para cortar a dor de cabeça. Menos de três meses seguidos de abuso já são suficientes para cronificar as dores.


2- Enxaqueca é sinônimo de dor de cabeça


A Sociedade Internacional de Cefaléia reconhece mais de 150 modalidades de dor de cabeça (também conhecida como cefaléia). A enxaqueca, ou migrânea, é uma delas. Nesse caso, a dor costuma ser latejante e, em 60% das pessoas, localizar-se em só um dos lados do crânio. Muitas vezes, vem acompanhada por náuseas, vômitos e sensibilidade a luz, ruídos e cheiros fortes.


Em geral, a crise dura de quatro a 72 horas, quando não tratada. Há ainda crises de enxaqueca sem dor de cabeça, quando o paciente tem apenas a aura (veja no próximo item).


3- Quem tem enxaqueca enxerga pontos brilhantes e luzes


Apenas um em cada cinco pacientes com enxaqueca apresenta a aura, fenômeno neurológico que faz com que a pessoa enxergue manchas e luzes, fique com os dedos ou os lábios dormentes ou com alterações na fala e nos movimentos, entre outros sintomas. Ela aparece minutos ou poucas horas antes das crises e costuma durar menos de uma hora.


Mesmo sem apresentar aura, algumas pessoas conseguem perceber que terão crise com uma antecedência de até 24 horas. Bocejos constantes, dificuldade ou brilhantismo de raciocínio e grande necessidade de comer doces são alguns sinais.


4- É preciso fazer exames para diagnosticar


Solicitados freqüentemente a pacientes com suspeita de enxaqueca, exames como tomografia, raio-X e ressonância magnética não detectam o problema.


Eles apenas servem para afastar a possibilidade de outras doenças, como tumores. Na maior parte das vezes, não são necessários. O diagnóstico da enxaqueca é clínico, feito no consultório a partir do histórico do paciente e de testes neurológicos.


Apenas exames mais sofisticados, como o pet scan, permitem observar os lugares no cérebro que são ativados na hora da crise de dor, mas são usados somente em pesquisas científicas.


5- É uma doença inofensiva


Apesar de ser considerada uma doença benigna, que raramente gera complicações sérias, a enxaqueca compromete muito a vida do paciente.


Além de ficarem menos produtivos e de faltarem ao trabalho e a eventos sociais na hora das crises, muitos sofredores de enxaqueca acabam perdendo oportunidades sociais e profissionais por receio de que a dor apareça.


As complicações graves da enxaqueca são raras, mas podem ocorrer. Mulheres que têm aura muito prolongada correm mais risco de ter o chamado infarto migranoso, principalmente se forem fumantes e usarem pílula anticoncepcional.


6- Quem tem enxaqueca não pode comer chocolate, queijo e vinho


Só um quarto dos portadores de enxaqueca tem crises relacionadas a alimentos. Estresse e ansiedade são gatilhos bem mais comuns. No caso de haver relação com a dieta, os culpados variam entre os pacientes e podem causar crises apenas em alguns momentos. Frituras, chocolate, queijos amarelos, embutidos, vinho tinto e cerveja são algumas das comidas e bebidas que mais influenciam.


Assim como o abuso de analgésicos, a cafeína presente em alimentos como café e refrigerantes de cola pode cronificar a enxaqueca. Estudos recomendam o limite de 250 mg de cafeína por dia (o equivalente a três xícaras de café).


Jejum prolongado, sol forte, odores pronunciados e mudanças de temperatura e de umidade do ar também são gatilhos comuns. Vilão para muitas outras doenças, o cigarro, nesse caso, não influi. Nas mulheres, é muito freqüente que as dores venham associadas ao período menstrual (antes, durante ou logo depois). Também há crises que não são desencadeadas por nenhum gatilho.


7- Comer muita fruta faz bem


Nem sempre. Certas frutas, como as cítricas (laranja, limão, abacaxi) e a banana (principalmente a banana d'água), têm substâncias que desencadeiam crises de enxaqueca em algumas pessoas.


8- Problemas de vista causam enxaqueca


Quase todo mundo que começa a ter dores de cabeça desconfia de que precisa usar óculos ou trocar a lente porque o grau aumentou. Outro grande mito, segundo os especialistas. Miopia, hipermetropia e presbiopia não são causas de dor de cabeça. Só astigmatismos muito graves em crianças causam cefaléia, e mesmo assim não é enxaqueca.


9- Sinusite causa enxaqueca


Essa confusão é muito freqüente. Na verdade, as sinusites crônicas não causam dor de cabeça. As agudas sim, mas não têm característica de enxaqueca. Como a própria enxaqueca pode causar congestão nasal, a confusão aumenta. Um estudo americano mostrou que 90% das pessoas que se autodiagnosticavam como tendo dores de cabeça decorrentes de sinusite na verdade tinham enxaqueca.


10- Problemas na ATM causa enxaqueca


As disfunções na ATM (articulação temporomandibular) podem ser causa de dor, geralmente localizada na região da própria articulação e relacionada ao uso (comer algo duro, falar muito, bocejar). Eventualmente, causa dor de cabeça, mas sem característica de enxaqueca.


11- É uma doença de adulto


Entre 4% e 8% das crianças têm enxaqueca. A doença é uma grande causa de faltas à escola, e as queixas são confundidas por muitos pais com golpes para não ir à aula. As dores podem começar por volta dos cinco anos de idade e, em aproximadamente 40% dos casos, acabam espontaneamente na puberdade.


As crises de dor nessa etapa da vida duram menos (de 30 minutos a duas horas) e podem ser aliviadas com tratamento específico. Apesar de, na fase adulta, a enxaqueca afetar três vezes mais as mulheres, na infância ela é ligeiramente mais freqüente nos meninos.


12- Tem a ver com o fígado e com o estômago


Como muita gente tem náusea e vômitos nas crises de enxaqueca, é comum que associem o problema ao estômago e ao fígado. Na verdade, esses incômodos ocorrem como parte do próprio processo químico da dor, que faz com que o estômago se dilate e fique paralisado, causando sensação de indigestão e enjôo.


Mesmo o fato de certos alimentos desencadearem episódios de enxaqueca em

algumas pessoas não tem a ver com a digestão. Na verdade, eles possuem certas substâncias (como tiramina e nitritos) que agem diretamente no cérebro de que sofre de enxaqueca.


13- Atividades físicas ajudam


Nem sempre. A prática de atividades físicas, principalmente aeróbicas, costuma diminuir a freqüência das crises. Mas há pacientes que apresentam um tipo de enxaqueca cujas dores são desencadeadas com a prática de atividades físicas. Alem disso, na hora da crise, os exercícios físicos costumam piorar brutalmente a dor.


14- Passa com a menopausa


Para muitas pacientes, a chegada da menopausa traz alívio. Mas, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, apenas 30% das mulheres apresentam melhora significativa nessa fase. Isso ocorre principalmente com aquelas que têm enxaqueca perto do período menstrual.


15- Há alimentos que ajudam a melhorar a enxaqueca


Muito se fala em dietas que ajudam a melhorar a enxaqueca, mas, segundo os especialistas consultados, elas não têm fundamento científico. O magnésio (encontrado em alimentos verdes frescos e frutos do mar) e um aminoácido chamado triptofano (presente em verduras frescas e no feijão) até podem ajudar, mas, nas quantidades presentes na comida, têm importância limitada. Quando as dores são desencadeadas por certos alimentos, evitá-los ajuda a diminuir as crises.


16- Não tem tratamento


Ainda não há cura, mas hoje existem tratamentos que diminuem muito ou até acabam com as crises. Além dos medicamentos que são tomados na hora da dor, quem tem mais de três crises por mês ou sente dor muito forte, ainda que de vez em quando, pode ter de passar por tratamento preventivo com remédios.


Apesar de não serem suficientes para barrar as crises em todas as pessoas, fitoterápicos à base de "feverfew" (ou Tanacetum parthenium) --uma planta parecida com a camomila-- tiveram sua eficácia preventiva provada em pesquisas.


Pouco conhecido no Brasil, o biofeedback, método que usa um aparelho com eletrodos que são ligados a diferentes partes do corpo, também é eficiente contra a enxaqueca. Por meio de exercícios, o paciente aprende a controlar reações fisiológicas que mudam com a dor, aliviando-a.


Na crise de enxaqueca, por exemplo, a irrigação sangüínea periférica diminui, deixando os dedos das mãos e dos pés mais frios. Os pacientes aprendem a identificar esse sinal e a controlá-lo, fazendo com que o sangue, indiretamente, flua melhor no cérebro, o que traz alívio.


Uma pesquisa feita recentemente na USP (Universidade de São Paulo) comparou a eficácia do método em dois grupos de 30 pacientes de enxaqueca cada um. Enquanto um tomou remédios preventivos, o outro fez dez sessões de biofeedback. A melhora relatada pelos dois grupos foi semelhante. Em relação à intensidade da dor, quem usou o método disse que diminuiu, em média, 30%, enquanto no primeiro grupo a redução foi de 11%.


A toxina botulínica também está sendo testada como uma opção para quem não reage a outros tratamentos, mas o custo-benefício ainda é discutido.


17- Tem que tomar remédio por toda a vida


Apesar de a enxaqueca ser uma doença crônica, como a hipertensão arterial e o diabetes, a medicação preventiva costuma ser retirada após oito a 12 meses de uso se o paciente estiver bem. Se as crises voltarem, pode ser necessário tomar os remédios por mais um período.


18- Acunpuntura resolve o problema


Os estudos são controversos. Enquanto alguns mostram bons resultados, outros não provam a eficácia para essa doença. Oficialmente, o poder terapêutico da acupuntura para enxaqueca não está confirmado no meio científico, mas o que médicos e pacientes relatam é que, na prática, muitas pessoas se beneficiam do método.


Além de acabar com a dor --muitas vezes de forma imediata-- na hora das crises, a técnica é muito usada para preveni-las, seja isoladamente ou em conjunto com medicamentos. Antes de se submeter às agulhas, é importante ter um diagnóstico preciso do problema, afastando outras causas mais graves.


19- Dormir muito ajuda a melhorar


Em muitas pessoas, a privação de sono desencadeia dores de cabeça. Mas dormir mais do que se está acostumado também é um gatilho para as crises. Um caso relativamente comum é a chamada "enxaqueca de fim de semana", na qual o paciente só sente dores no sábado e no domingo --quase sempre porque dorme muito mais tempo do que o habitual. O segredo, portanto, é ter um ritmo de sono regulado.


20- Tomar remédio logo antes de comer um alimento que provoca crise resolve


Pode até aliviar a dor no momento. Mas é um procedimento de risco que não deve ser feito rotineiramente, já que induz ao abuso de medicamentos, contribuindo para a cronificação da dor. Os médicos só recomendam em ocasiões muito específicas, como antes de uma prova de vestibular ou de um casamento.

Fontes: Revistas Veja e Folha de São Paulo




Lia Nagel

Nenhum comentário:

Postar um comentário