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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Síndrome da Apnéia Obstrutiva do sono: um mal que atormenta tanto homens como mulheres

Apnéia do sono é o pesadelo de quem dorme mal

O ronco é o principal sintoma da doença, que já atinge 25% da população entre 40 e 60 anos

Foi-se o tempo em que uma noite mal dormida tinha apenas por conseqüência o cansaço no dia seguinte. Ao sofrer de insônia, obviamente, a moleza aparece para denotar um sono mal concluído, mas agora o caso é mais sério, de preocupação com a saúde.

O fato deve-se à existência de uma doença que, segundo a Sociedade Brasileira do Sono, já atinge 25% da população entre 40 e 60 anos: Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono.

A doença é caracterizada por pausas repetidas de 10 a 30 segundos na respiração de uma pessoa que está dormindo.

O ronco, muito comum em quem sofre de apnéia, é interceptado por estas paradas na respiração que podem ocorrer até cinco vezes em uma hora de sono -, o que leva o indivíduo a acordar assustado e retomando o ar.

A deficiência na oclusão dental e as deformidades de posicionamento da mandíbula e maxila acarretam o estreitamento das vias aéreas. Assim, o ar, como entra com mais dificuldade, faz com que a pessoa ronque mais.

Este quadro, de roncadura e má posição do esqueleto facial inferior, é um prato cheio para, quando analisado por um especialista, ser diagnosticado como apnéia do sono.

É muito importante a avaliação especializada e um correto diagnóstico, pois tais alterações maxilomandibulares somente são passíveis de correção por meio da cirurgia ortognática, que irá reposicionar os maxilares e criar uma via aérea permeável e livre, destaca o cirurgião buromaxilofacial e especialista em cirurgia ortognática Otavio Cintra.

A doença atrapalha de noite, mas pode ser sentida durante o dia também. Cefaléia matutina, cansaço, falta de atenção, baixo rendimento no trabalho, alteração de humor, fadiga, dificuldades em concentração, perda de memória e libido e sonolência excessiva são prejuízos freqüentes de uma noite mal dormida.

Este último, por sua vez, se agravado, pode incapacitar o indivíduo de participar de situações ativas como reuniões, conversas, idas ao teatro ou cinema. Isso porque a sonolência extrema faz com que a vontade de dormir não espere até chegar em casa. Além disso, a apnéia pode gerar outros malefícios à saúde, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e depressão, dentre outros.

A doença pode aparecer por diversos motivos: obesidade, anormalidades endócrinas ou craniofaciais, como aumento do tecido mole e tecido linfóide da faringe, obstrução nasal, como hipotireoidismo e também devido ao histórico familiar.

Uma medida fácil que pode ser feita em casa em frente a um espelho é o Teste de Mallampati. Ao abrir bem a boca, tente ver a úvula (sininho). Caso não consiga visualizá-la procure um médico, pois pode ser sinal de apnéia do sono.

Definitivamente não é normal roncar e ter momentos de falta de ar durante a noite. Se notado algum sintoma é imprescindível iniciar rapidamente o tratamento e preservar a qualidade de vida, reforça Otavio Cintra.


As consequências do ronco

O ronco é na verdade cortes que acontecem na respiração, conhecida cientificamente como apnéia do sono, a qual é uma doença que causa sérios desarranjos em nosso organismo e que causa hipertensão e pode favorecer o aparecimento da diabete.

A respiração ruidosa é precedida por um bloqueio que acontece na passagem do ar inspirado e na ânsia de recuperar todo o fôlego perdido a pessoa tem uma espécie de engasgo, ou seja, volta a respirar, mas logo em seguida volta a roncar novamente. O principal sintoma da apnéia do sono é o ronco.

Cerca de sete em cada 100 pessoas sofrem deste distúrbio em um grau avançado, já 20 entre 100 apresentam o distúrbio somente em uma noite ao longo de sua vida.

A apnéia costuma aparecer em torno dos 40 anos, principalmente nos homens e os que têm alguns quilos a mais, pois é a partir dos 40 anos que a musculatura da faringe fica mais flácida e quando a pessoa deita este tubo vai se estreitando e com a ajuda da gordura localizada na região da garganta faz com que a entrada de ar se torne mais difícil, causando assim o som do ronco.

O estreitamento da faringe provoca uma vibração que é chamada de ronco, seguido de uma paralisia silenciosa da respiração. A faringe se fecha em torno de dez segundos e em casos mais graves pode ficar fechada por cerca de um minuto.

Normalmente pessoas que sofrem deste distúrbio nem percebem e dormem mais, porém se dorme mal porque não se respira direito, ou seja, trata-se de um sono que não repõe as nossas energias necessárias para as nossas atividades diárias. E o pior de tudo é que a falta de ar e a dificuldade para a entrada do oxigênio podem causar o aumento da pressão arterial e quando a mesma já está nas alturas, a apnéia pode se tornar incontrolável, agravando assim a situação.

Por isso, a importância na realização do tratamento deste distúrbio, pois assim se elimina os riscos da pressão arterial subir.

E ainda, pessoas que possuem picos altos de açúcar no sangue e sofrem de apnéia podem se tornar diabéticos, pois a apnéia é um dos fatores decisivos para o desequilíbrio da glicose. O sangue ainda pode se tornar mais pobre, pois o ar não consegue chegar aos pulmões e assim uma menor quantidade de oxigênio é vertida no sangue, o qual chega pobre ao coração. Os vasos ficam mais contraídos, pois o oxigênio chama a atenção do nosso sistema nervoso simpático, o qual manda o organismo liberar adrenalina, o qual e um hormônio que contrai os vasos.


Fique atento aos distúrbios do sono

Ronco, apnéia, bruxismo e problema na ATM têm solução e tratamentos certos

Distúrbios do sono desencadeiam um problema bastante conhecido pela maioria dos motoristas: sonolência na hora de dirigir. Isso porque a principal causa da sonolência diurna é uma noite mal dormida.

Portanto, pacientes que sofrem de apnéia, ronco ou bruxismo, podem causar acidentes de trânsito, pois esses problemas fragmentam o sono impedindo que a pessoa tenha um sono profundo e reparador que a descanse o suficiente para que ela possa exercer suas atividades durante o dia, como dirigir ou operar uma máquina.

Segundo dados do Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), entre 27% e 32% dos acidentes de trânsito são causados por condutores que dormem ao volante.

O estudo ainda aponta que entre 17% e 19% das mortes são provocadas por motoristas sonolentos, 16% dos motoristas de ônibus afirmam terem cochilado enquanto dirigiam.

Comparando motoristas com apneia do sono a indivíduos normais, os que sofrem com o distúrbio tem uma incidência sete vezes maior para causar acidentes que os não portadores de apnéia.

Uma pesquisa feita por Findley, Unverzagt e Suratt (1988), concluiu que estes pacientes têm um risco significativamente mais alto para se envolverem em acidentes de trânsito.

Distúrbios como ronco, apnéia, bruxismo e dor de cabeça relacionada à ATM (articulação temporomandibular) fragmentam o sono, causando no indivíduo todas as sensações de cansaço e sonolência que uma noite mal dormida acarreta. A apnéia também pode comprometer o sistema cardiovascular, o que pode desenvolver hipertensão arterial.

As pessoas têm a falsa impressão de que o ronco é sinal de sono profundo, quando na verdade é o contrário - o barulho e a dificuldade de respirar deixam o indivíduo num estado que não permite que o corpo recarregue as energias da forma necessária.

Esses distúrbios do sono têm solução e tratamento certos. Trata-se de uma escolha valiosa e que pode mesmo evitar acidentes nas ruas e estradas.



Acabe com os mitos sobre o ronco

A visita ao dentista pode gerar resultados para o distúrbio

O distúrbio do sono que mais incomoda cônjuges, parceiros, filhos ou até mesmo - nos casos mais graves - vizinhos, é sem dúvida o ronco.

Depois de muita reclamação, as pessoas que roncam demais buscam saída em médicos otorrinolaringologistas, quando, na maioria dos casos, a solução está na visita a um dentista.

Esse desconhecimento é comum, pois a Odontologia do Sono ainda não é tão disseminada nos pacientes que sofrem de ronco. Mas este cenário já está mudando.

Vamos aproveitar este espaço para desmistificar algumas crenças a respeito o ronco, e também para esclarecer algumas verdades sobre este mal.

O ronco é mais frequente em quem dorme de barriga para cima


Não necessariamente.

De barriga para cima, os músculos tendem a obstruir a garganta com maior facilidade aumentando a dificuldade da passagem do ar e as chances do ronco. Mudar de posição pode ajudar a resolver o problema nos casos mais leves. Na maioria das vezes o ronco acontece em qualquer posição. Como o ronco pode gerar consequências graves, a mudança da posição não deve ser considerada com tratamento sem a indicação de um especialista.

Roncar separa casais


Verdade.

Os cônjuges sofrem com o barulho e acabam tendo insônia, passando o dia cansado, sonolento, com todas as consequências de uma noite não dormida. Imagine isso, repetidamente, durante anos. Na maioria dos casos, os casais passam a dormir separados.

Roncar é sinal de sono profundo


Mito.

É exatamente o contrário, quem ronca não dorme bem, não atinge sono profundo, não tem sono reparador, não relaxa e não descansa. Pode ainda ter apnéia do sono.

Roncar pode causar disfunção erétil


Verdade.

O corpo do roncador, por não descansar bem, acaba perdendo energia e causando mais cansaço. Essas condições podem levar a problemas de ereção, desde que tenha apnéia do sono.

O ronco pode causar apnéia


Verdade.

Roncar não é normal e é sinal de apneia do sono (falta de ar por mais de 10 segundos).

Apnéia é perigoso


Verdade.

A apnéia fragmenta o sono e altera os níveis de oxigênio no sangue gerando conseqüências graves para a saúde e a qualidade de vida como: hipertensão e problemas cardiovasculares, cansaço e sonolência diurna, depressão, irritabilidade, diminuição da concentração e do raciocínio, diminuição da libido e impotência sexual; e ainda aumenta muito a chance de acidentes no trabalho e no trânsito.

O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica e pode ser tratado com um aparelho oral.

Ronco não tem solução


Mito.

O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica e pode ser tratado com um aparelho oral de eficácia comprovada. O aparelho estimula a musculatura da língua, da garganta e do céu da boca, impedindo o estreitamento e fechamento da via aérea quando respiramos. Dessa forma o ronco é controlado e o indivíduo não desenvolve as consequências do ronco.

O ronco pode causar problemas cardiovasculares


Verdade.

Hoje sabemos que só o ronco, mesmo sem apneia, pode gerar problemas na artéria carótida por causa da vibração frequente dos músculos do canal de passagem do ar, acontecer muito perto da carótida. A carótida pode ficar calcificada e pode acontecer o acidente vascular cerebral, o derrame.

O dentista do sono é o especialista mais indicado para solucionar o ronco


Verdade.

A placa ou aparelho intra-oral é um ótimo tratamento para o ronco quando bem realizado e bem acompanhado pelo especialista. O aparelho mudará o relaxamento dos músculos da garganta e manterá as vias aéreas abertas para a passagem do ar.

Como se dá o tratamento do ronco


Por incrível que possa parecer, próteses ou aparelhos nos dentes feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema.

Primeiramente, peço um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo do sono. O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo.

Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM. Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono.



Mulheres também roncam

A ingestão de álcool e a menopausa provocam a situação

Que o ronco é mais frequente nos homens, isso já é realmente comprovado.

Mas, as mulheres não estão livres desse distúrbio.

Duas das situações que podem causar o ronco é a ingestão de álcool e a menopausa.

O álcool é traiçoeiro para as mulheres.

Afinal, imagine sair pela primeira vez com o homem dos sonhos, conversar e dar ótimas risadas com taças de vinho e depois, durante a noite, a mulher roncar a noite toda!

A relação entre o álcool e o ronco é muito próxima, pois, a substância alcoólica relaxa os músculos do corpo, inclusive na região da garganta. Esse relaxamento ajuda a fechar o canal da passagem do ar, causando a vibração do ronco.

Tudo que é em exagero gera consequências ruins.

"Duas das situações que podem causar o ronco são a ingestão de álcool e a menopausa".

Beber faz parte da vida de muitas pessoas, mas em excesso, provavelmente causará uma noite mal dormida.

Já a menopausa pode ocasionar o ronco para muitas mulheres, por causa da perda ou diminuição dos hormônios femininos. Essa redução aumenta o relaxamento da musculatura e favorece o distúrbio. A reposição hormonal pode ajudar, mas dependendo de outros fatores não é o suficiente para evitar o ronco. O ideal, em casos de ronco frequente, é buscar tratamento.

Engana-se quem pensa que o ronco é sinal de sono profundo.

O barulho do ronco e a dificuldade de entrada do ar não permitem que o sono seja de qualidade. O indivíduo não percebe, mas passa a noite toda em estado de semi-relaxamentos e, no dia seguinte, não se sentirá disposto como deveria.

Quem não se cuidar, terá por toda a vida falta de energia e sonolência. Além de causar insônia nas pessoas ao redor ou no cônjuge.

"A menopausa pode ocasionar o ronco para muitas mulheres, por causa da perda ou diminuição dos hormônios femininos".

O risco de apnéia em roncadores também é grande, uma doença grave proveniente do ronco, que impede a passagem do ar por completo, impedindo a respiração.

Próteses ou aparelhos nos dentes feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema.

Primeiramente, peço um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo.

O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM.

Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono.



Fonte: Dr. Eduardo Rollo Duarte Dentista formado em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, em Bauru (FOB); Especialista em Periodontia também pela USP - Bauru; Mestre e Doutor em Prótese Dental pela USP - SP com aplicação em distúrbios do sono relacionados à Odontologia.

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