Conexão Lia Nagel

sábado, 14 de maio de 2011

Queda de cabelos

Queda de cabelo

Eflúvio telógeno.

Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas já passou por isso.

Não arranque os cabelos!

Nós explicamos tudo.

A queda de cabelo é uma queixa frequente no dia a dia do dermatologista. O mais importante é identificar se a queda é fisiológica ( não decorre de nenhuma doença) ou patológica ( neste caso, encaramos como doença).

Normalmente, perdemos cerca de 80-100 fios de cabelo por dia. Quando ocorre aumento deste número teremos o quadro chamado de EFLÚVIO TELÓGENO. Neste caso, o paciente queixa aumento da perda de fios ao penteá-los, lavá-los ou mesmo espalhados pela casa.

Várias causas podem justificar essa perda. As mais comuns são:

  • medicamentos
  • deficiência de zinco
  • deficiência de ferro
  • anemia
  • dietas rigorosas
  • colagenoses ( doenças como o lupus)
  • doenças da tiróide
  • infecções
  • estresse emocional ou físico
  • pós parto
  • pós interrupção de anticoncepcional hormonal
  • pós interrupção de terapia de reposição hormonal
  • dermatite seborréica

O eflúvio telógeno é classificado em agudo (duração entre três e seis meses) e crônico (duração maior que seis meses).

Para detectar a causa, o principal é a avaliação clínica do paciente ( história completa e exame físico). Poderemos solicitar exames para complementar a avaliação.


Saiba como tratar da queda dos cabelos

A queda e diminuição de cabelos não é apenas um problema do sexo masculino, portanto não pode ser chamada de calvície, uma vez que este termo só se aplica à rarefação capilar, devido a problemas genéticos.
Acredita-se que o estilo de vida das mulheres é que leva ao quadro. O stress provoca no corpo alterações hormonais, que podem levar a queda dos fios.

Toda vez que percebemos uma maior queda de cabelos, provavelmente estamos diante de um quadro de perda anormal.


Os cabelos (até 100 fios) perdidos todos os dias, não são vistos, pois esta perda se dá durante todo o dia. A queda é mais visível durante o banho ou na hora de pentear, entretanto ainda é normal. A patológica é aquela que a pessoa perde mais de 150 fios por dia.
No outono, os cabelos realmente caem mais do que na estação anterior, que é o verão. Isso acontece porque a pele possui sensores de luminosidade, que sofrem mais estímulos no verão, fazendo com que os cabelos cresçam mais e caiam menos nesta estação.
Com a chegada do outono, os fios começam a cair, dando a impressão de uma queda maior.

Para diagnosticar o quadro e a existência de problema capilar são necessários exames de rotina que envolve a bioquímica do sangue para se avaliar todos os hormônios (da hipófise, da tiróide, da supra renal e dos ovários e testículos no homem), e também o metabolismo, dosando reservas de ferro, zinco, cobre, vitaminas e, se necessário uma biopsia do couro cabeludo.

Infelizmente, os xampus são apenas coadjuvantes do tratamento, pois não é possível reverter o quadro de queda apenas com esse produto.
Os xampus antiqueda são bons para manter o couro cabeludo estável e limpo, especialmente quando há presença de dermatite seborréia ou caspa.

As substâncias que existem hoje, aprovadas pelos ministérios da saúde dos países onde eles estão presentes são:

Para homens:

Tópicos:

- Minoxidil: ao contrário do que se pensava, o minoxidil, apesar de ser um vaso dilatador, não atua com esta função no folículo piloso. A função dele é estimular a divisão celular (ação mitógena) e assim estimular o crescimento dos cabelos.
- Avicis (17-alfa-estradiol) é uma substância tópica que atua impedindo a formação do complexo DHT que atua fazendo uma miniaturização do pêlo, que é a calvície.

Oral:

- Finasterida: bloqueador de uma enzima, a 5-alfa-redutase, que transforma a testosterona (T) em Dihidrotestosterona (DHT) que é a responsável pela miniaturização dos pêlos.

Para mulheres:

Tópicos:

- Minoxidil e Avicis.

Oral:

Flutamida: substância que bloqueia a ação dos hormônios masculinos, impedindo que eles ajam na pele e nos cabelos. Todos os tratamentos precisam de acompanhamento médico, pois podem apresentar efeitos colaterais individuais que precisam ser avaliados caso a caso.

Dúvidas e Dicas:

Tratamentos com laser não são considerados éticos, pois não há estudos comprovando a sua eficácia. Podem ser realizados experimentalmente, sem custo, em serviços de ensino e pesquisa (universidades ou centros de estudos).

Não é aconselhado prender os cabelos todos os dias, quer seja com elástico ou não. Pode-se induzir uma perda de cabelos chamada de alopecia por tração, comum em pessoas da raça negra que usam os cabelos muito presos.

Chapinha aquece os cabelos podendo, se não aplicada corretamente, danificar a haste capilar. O mesmo acontece com a escova. Uma frequência máxima de dia sim, dia não, dependendo do cabelo pode ser aceita.

Gel, mousse, leave, cremes, nenhum desses produtos prejudicam os cabelos. Podem deixá-los mais ressecados ou sem brilho, entretanto não interferem na queda.



Fonte: Dr. Valcinir Bedin - Dermatologista e Presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo.




Hipertensão pode gerar queda de cabelos

Estudos revelam relação entre pressão sanguínea e a calvície

Ainda não se sabe o motivo, porém pesquisadores sugerem que a pressão sanguínea tem influência na calvície do homem, particularmente naquelas que se iniciam cedo.

Um estudo publicado em 2007 examinou 250 homens com idade entre 35 e 65 anos.

No estudo, os pesquisadores controlaram fatores como idade, tabagismo, colesterol e outras variáveis.

No estudo foi constatado que a hipertensão estava muito associada a calvície masculina, isto por que os participantes que possuíam pressão acima de 12 por 8 tinham risco duas vezes maior de possuir a calvície.

Porém, outros estudos sugeriram uma ligação entre doenças do coração e a calvície.

Em um estudo publicado em 2000, pesquisadores analisaram registros de saúde de 22 mil médicos homens por 11 anos.

Os homens com calvície moderada no topo da cabeça apresentaram um risco de 23% maior para doenças do coração e que possuíam calvície completa tem um risco 36% maior de obter doenças cardíacas.

Pesquisadores acham que a queda de cabelo é um forte indicador de risco para hipertensão, que é causada parcialmente por altos níveis de hormônios, receptores andrógenos no couro cabeludo e testosterona.

Fonte: NewYorTimes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário