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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pesquisa indica que dieta mediterrânea pode agir contra depressão

Dieta mediterrânea pode agir contra depressão, indica pesquisa


Fortemente relacionada à redução de risco para doenças cardiovasculares, a dieta mediterrânea mostrou efeito protetor contra a depressão em um estudo realizado com 10.094 pessoas.

O trabalho foi publicado na edição de outubro do "Archives of General Psychiatry", um dos periódicos da Associação Médica Americana.

Pesquisadores das universidades de Las Palmas de Gran Canaria e de Navarra (ambas na Espanha) avaliaram dados desses espanhóis, que preencheram questionários de 1999 a 2005 sobre a própria ingestão alimentar.

Eles calcularam a adesão à dieta mediterrânea baseados em nove itens: maior ingestão de gorduras monoinsaturadas em comparação às saturadas, consumo moderado de álcool e laticínios, baixa ingestão de carne vermelha e alto consumo de legumes, frutas, oleaginosas (como nozes e castanhas), cereais e peixes.


Após acompanharem os voluntários por cerca de quatro anos, identificaram 480 novos casos de depressão -a maioria (324 ocorrências) em mulheres. Os que seguiram a dieta apresentaram risco 30% menor de desenvolver depressão.

Para chegar aos resultados, foram ajustados outros fatores influenciáveis, como estilo de vida, estado civil, doenças crônicas e uso de antidepressivos.



"Algumas variáveis, como os que não desenvolveram depressão serem mentalmente mais saudáveis e mais propensos a aderir a uma dieta mais saudável, não foram medidas. Mas é um estudo benfeito, com metodologia adequada", pondera a psiquiatra Andrea Feijó de Mello, da Associação Brasileira de Psiquiatria e pesquisadora da Unifesp.

Trabalhos anteriores mostram que populações que consomem altas quantidades de peixes apresentam menores índices de depressão. Uma das explicações é que o ácido graxo ômega 3 (presente em peixes de água fria, como o salmão) influencia na estrutura do sistema nervoso central e no transporte de neurotransmissores.

Os ácidos graxos ajudam na formação da membrana celular, tornando-a mais fluida. A fluidez das membranas dos neurônios contribui para uma melhor plasticidade cerebral (capacidade de os neurônios se comunicarem), fator importante para o equilíbrio emocional do paciente.

"Quando há empobrecimento da comunicação, há prejuízos na memória, fluência verbal, criatividade e iniciativa, que são sintomas da depressão, fazendo a pessoa se tornar mais vulnerável à doença", diz Renério Fráguas Jr., supervisor da residência médica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.






Vitaminas

A dieta mediterrânea também oferece bons teores de folato e vitamina B12 (presentes em vegetais, peixes e ovos), nutrientes que participam como cofatores na sintetização de serotonina no cérebro, neurotransmissor relacionado às alterações no humor.

Segundo Fráguas Jr., alguns estudos mostram resultados significativos da suplementação em pacientes que têm depressão e não apresentam melhora com medicamentos.

"É um dos mecanismos para explicar a associação entre questões nutricionais e depressão. Na prática, já oferecemos suplementos, principalmente para idosos que podem ter uma diminuição na absorção desses nutrientes e podem ser mais vulneráveis à depressão."

Fonte: Julliane Silveira
Depressão, ômega-3 e possíveis benefícios
Pesquisadores australianos acreditam que o ômega-3 pode ser o nutriente mais promissor para melhorar os sintomas da depressão.
O DHA (ácido docosahexaenóico) e o EPA (ácido eicosapentaenóico) têm sido relacionados, em inúmeros estudos, com a função cognitiva, sistema cardiovascular e saúde ocular. O estudo de revisão conduzido pela Universidade de Sydney analisou a literatura relacionando depressão e manipulação dietética para aliviar sintomas. A conclusão desta revisão é que o ômega-3 é a maior esperança de suporte nutricional direcionado para melhorar os sintomas de depressão.
A depressão está entre as primeiras causas relacionadas com incapacidade no mundo e afeta 121 milhões de pessoas, de acordo com estudo da Organização Mundial da Saúde.
" A revisão de dados epidemiológicos aponta para o fato de existir uma ligação entre depressão e consumo de peixe, sendo esta não causal e sim que o óleo de peixe pode proteger em relação à mesma ", citou uma das autoras, Dianne Volker, do Departamento de Psicologia da Universidade de Sydney.
A revisão foi publicada no mês de novembro peloDieticians Association of Australia's Nutrition and Nutrition Journal , tendo sido analisados artigos do mundo todo e contando com 103 fontes citadas.
Os peixes marinhos e de águas frias possuem uma alta concentração de DHA e EPA. No entanto, alternativas vegetarianas de DHA, derivado de algas marinhas, estão crescendo no mercado.
Grupos populacionais da Groelândia, com alto consumo de peixes, não apresentam taxas de depressão.
Outros ingredientes foram citados no estudo, com possível potencial para melhorar sintomas da depressão, como o caso do aminoácido triptofano, a vitamina B6, a vitamina B13, o folato e S-adenosil-L-metionina. Os autores do estudo, entretanto, comentam que existem mais evidências em relação ao ômega-3. Eles alegam que anormalidades nos lipídeos das membranas celulares podem ocorrer na depressão e o ômega-3, em particular o DHA, encontra-se muito diminuído em sujeitos depressivos.


Fonte: Sociedade Brasileira dos Alimentos Funcionais

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