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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Hipertensão: como se previnir?

Previna-se do infarto


O perfil estava acima de qualquer suspeita imediata:

aparentemente saudável, 45 anos, não fumante, longe da obesidade, sem problemas com hipertensão, colesterol elevado e diabetes, sem nenhum histórico familiar de doenças do coração.

Ainda assim, o infarto do miocárdio veio, fulminante.

Você acha que isso é raro?



Pois é bem menos do que parece:

cerca de 40% dos pacientes de doenças coronárias não apresentam os chamados fatores clássicos de risco, informa Protásio Lemos da Luz, 63, diretor da unidade clínica de aterosclerose do Instituto do Coração (Incor).



A ocorrência é mais preocupante quando se sabe que as doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte do país (33% do total).

De cada dez vítimas, seis, em média, são do sexo masculino.

Para entender como esse mecanismo fulminante pode ser detonado, imagine uma bomba em constante funcionamento, enviando sangue para todo o corpo, se contraindo e relaxando mais de 100 mil vezes por dia.

Para que o "motor" não perca a potência, é indispensável um bom suprimento de "combustível", o sangue com oxigênio e nutrientes transportado pelas coronárias, artérias que irrigam o coração.

Ainda que o órgão esteja sadio, uma obstrução no trajeto, dependendo do tamanho, pode fazer o motor engasgar ou "fundir", provocando de angina (dor no peito) a morte súbita.

O problema é que, em 40% dos casos de doença coronária, a primeira manifestação é o infarto, com índice médio de mortalidade de 8%, segundo um estudo feito entre 1.600 infartados atendidos pelo Hospital do Coração.

Daí a importância de exames preventivos de rotina, que possam identificar aterosclerose precoce a partir dos 35 anos, alerta Protásio.

"É uma avaliação preventiva que busca identificar a doença vascular e impedir a formação dos depósitos de gordura, que podem se acumular durante anos", explica.

Se houver casos familiares de colesterol elevado ou problemas cardiovasculares, o médico recomenda avaliações periódicas a partir dos 20 anos.

Entre as causas do infarto em pacientes não convencionais estão baixa dosagem do colesterol bom (HDL), excesso de uma proteína, chamada homocisteína, que forma placas precoces nas artérias, além do aumento de uma proteína especial conhecida como Lp (a), que, em quantidades elevadas, ajuda a entupir as veias.

Esses fatores de risco podem ser verificados através de exames específicos, solicitados pelo médico, após análise clínica.

Com os resultados em mãos, o especialista terá como avaliar se o paciente precisa passar por outros tipos de exame não invasivos, como ultrassom das carótidas (artérias do pescoço), teste de esforço, ecocardiograma, ressonância magnética e tomografia computadorizada.

Independentemente da idade, é bom estar atento aos sintomas aparentemente comuns, mas que podem indicar uma ameaça de infarto, para reduzir os danos e riscos de sequelas, como insuficiência cardíaca, AVC (acidente vascular cerebral) e até paralisia parcial do corpo.

"Muita gente desconhece que uma dor na barriga ou no braço, por exemplo, pode ser sintoma de infarto e atrasa a ida para o hospital.

A demora vai comprometendo o músculo (miocárdio) e, seis horas depois, o paciente pode ter a falência da bomba cardíaca", explica Luiz Francisco Cardoso, 44 anos, coordenador da unidade coronária do Sírio Libanês.

Revisões frequentes do funcionamento do sistema cardiovascular são ainda mais necessárias quando se leva em conta o estresse diário a que todos são submetidos.

"Esse é um dos elementos que mais contribuem negativamente para a ocorrência de problemas cardíacos", afirma Marcos Barbosa, 55 anos, diretor da unidade coronária do Hospital do Coração. "E, infelizmente, não há exame que possa avaliar seu estrago."

Entenda o infarto do miocárdio:



- É uma lesão no músculo cardíaco causada pela obstrução da artéria coronária, responsável pela irrigação do coração

- Quando a artéria entope, parte do músculo cardíaco (miocárdio) deixa de receber sangue e nutrientes

- Cerca de 20 minutos depois, essa privação mata os tecidos da região atingida. Quanto maior a artéria bloqueada, maior a área afetada

Sintomas:



- Dor ou forte pressão no peito
- Dor no peito refletindo nos ombros, braço esquerdo (ou os dois), pescoço e maxilar
- Dor abdominal
- Suor
- Palidez
- Falta de ar
- Síncope (perda temporária de consciência)
- Sensação de morte iminente
- Náuseas e vômitos

Fatores de risco:



- Histórico familiar de doença coronária
- Idade (a partir dos 60 anos)
- Colesterol alto
- Triglicérides elevado
- Hipertensão arterial
- Obesidade
- Diabetes
- Fumo
- Estresse
- Sedentarismo

Como se prevenir:



- Alimentação balanceada (pobre em gorduras animais)
- Praticar exercícios de 30 a 40 minutos de três a quatro vezes por semana
- Manter o peso sob controle
- Exames de prevenção (avaliação clínica periódica, eletrocardiograma de repouso, hemograma, colesterol total e frações, triglicérides, glicose e teste de esforço.


Fonte: Guiamédico




Os 10 mandamentos da mulher hipertensa


É prudente que mulheres em idade fértil e hipertensas sejam tratadas com drogas (medicamentos) que possam ser administradas de maneira segura durante a gravidez.

Medidas simples e baratas como a aferição da pressão arterial, ou a correta informação podem reduzir a mortalidade na gravidez.

Faça parte desta luta, informe-se com o seu médico.


A hipertensäo arterial é fator de risco importante para os acidentes vasculares cerebrais e para os enfartes do miocárdio.


Prevenção - Medidas



01 - É necessário medir a pressão arterial pelo uma vez ao ano. Só assim serão diagnosticadas mulheres hipertensas que não sabem que o são.

02 - Para tratar a Hipertensão Arterial são fundamentais algumas medidas de apoio como: perder peso, reduzir o consumo de álcool, deixar de fumar, reduzir o consumo de sal e de gorduras e fazer exercício físico.

03 - Tomar religiosamente os medicamentos que lhe forem receitados. Saiba que 1 em cada 4 hipertensas nem sequer faz tratamento.

04 - O objetivo é reduzir a pressão arterial para abaixo dos 140/90 mmHg. Com a ajuda do seu médico e com alguma dose de paciência, acabará conseguindo. Na diabete e na doença renal os valores a atingir deverão ficar abaixo dos 130/85 mmHg.

05 - A medicação para a hipertensão arterial é para ser feita durante toda a vida. Se você parar, a pressão arterial volta a subir, por vezes de maneira abrupta, atingindo valores muito elevados. Por isso é tão importante que você evite interromper o tratamento.

06 - Não espere ter sempre valores tensionais iguais; a pressão arterial varia durante o dia, sendo mais elevada no período matinal, também no verão a pressão arterial é habitualmente mais baixa que no inverno. O ideal é estar sempre controlando.

07 - A causa mais freqüente de hipertensão não controlada é a da hipertensão que toma irregularmente os comprimidos. É importante a utilização constante dos medicamentos e em alguns casos a associação de vários medicamentos, para se conseguir o efeito desejado.

08 - Na doente medicada, algumas subidas bruscas de pressão arterial, podem ser crises de ansiedade; tranqüilizar o doente e acertar a terapêutica é fundamental. Tente evitar estes momentos de crises nervosas ou discussões. Não utilize tratamentos sublinguais.

09 - Se baixar 5 ou 6 mmHg na sua pressão arterial mínima e/ou 10 mmHg na sua pressão arterial máxima, poderá obter como prêmio uma redução do risco de morte por trombose de 42% e de morte por enfarte do miocárdio de 16%. Se conseguir, parabéns!

10 - Se você é hipertensa e pode ou está grávida, saiba que alguns medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão são prejudiciais à sua saúde e a de seu filho. Neste caso, oriente-se com seu médico, e controle sua pressão.


Fonte: Alvorecer


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