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sábado, 17 de julho de 2010

A saúde masculina e o tabagismo



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é um hábito masculino. Mais de 1 bilhão de homens no mundo todo são fumantes – 35% dos homens em países desenvolvidos e 50% dos homens em países em desenvolvimento. Apesar de recentemente ter ocorrido um leve declínio no número de homens fumantes e aumento no número de mulheres fumantes, esta queda ainda é pouco expressiva e milhões de homens ainda sofrem e morrem dos malefícios do fumo. Os homens com maior nível socioeconômico e escolaridade apresentam índices menores de tabagismo, sendo o vício mais comum entre homens mais pobres e com menor nível de escolaridade.

Em nosso país, temos 32 milhões de fumantes (30% dos homens e 20% das mulheres). Os homens também fumam uma quantidade maior de cigarros por dia quando comparados às mulheres. Diversos estudos, no entanto, apontam para um aumento do número de mulheres fumantes em regiões mais desenvolvidas, especialmente nas grandes capitais. Estima-se que o tabagismo seja diretamente responsável por: 30% das mortes por câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25%das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Enfisema Pulmonar e Bronquite Crônica), e 25% das mortes por Acidente Vascular Cerebral (Derrame Cerebral). No Brasil, anualmente morrem 80 mil pessoas, precocemente, devido ás doenças provocadas pelo tabagismo (doenças evitáveis).

Doenças ligadas ao tabagismo masculino
Com mais de 4.000 substâncias tóxicas, o fumo é capaz de causar com agressividade diversas doenças nos homens. Associado ao álcool pode aumentar ainda mais o risco para tumores como os da boca e da faringe.,entre outras doenças.

Câncer nos pulmões

Tumores malignos - Câncer no rim está também associado ao tabagismo, especialmente se associado a hipertensão arterial e obesidade, aumentando em até duas vezes o risco da doença Este risco é diretamente proporcional ao número de cigarros consumidos e à idade do indivíduo. Câncer de Bexiga , tem no tabagismo seu principal fator de risco, sendo responsável por 50% dos casos.

O fumo aumenta cerca de 4 vezes o risco de desenvolver câncer na bexiga tanto para homens quanto para mulheres. .Aqui o risco também é proporcional ao consumo, sendo que acima de 15 a 20 cigarros por dia triplica este risco.
Câncer de próstata e tabagismo, ainda não está bem estabelecida esta relação, necessitando maiores estudos.

Disfunção Erétil - O tabagismo é um fator de risco independente para a indução de impotência sexual vasculogênica., especialmenmte se associado a outros fatores(hipertensão arterial, diabetes e alcoolismo crônico). O fumante tem uma chance de 1,5 vez maior de desenvolver a impotência sexual quando comparado ao homem não fumante . A causa desta disfunção erétil seria por lesões arterioscleróticas nas artérias que levam o sangue ao pênis. O fumo induziria ainda a inibição do relaxamento da musculatura lisa endotelial e uma diminuição da liberação de mediadores neuromusculares, agravados pelo efeito tóxico direto da nicotina e do monóxido de carbono no endotélio vascular. Por estes efeitos, o aparecimento da impotência sexual em fumantes é mais precoce (10 anos) que em não fumantes

Infertilidade - Diversos autores têm demonstrado que o fumo pode afetar a função reprodutiva masculina como a qualidade seminal, a fecundidade e a fertilidade masculina, assim como desenvolvimento de proles anormais.
Considerando estes riscos, esforços e investimentos em saúde pública devem ser direcionados para o combate ao tabagismo masculino, especialmente com programas de controle que considerem os diversos fatores culturais, psicológicos e sociais que històricamente associam o homem ao cigarro. Além disso, homens fumantes devem ser encorajados a parar de fumar e encaminhados para tratamento específico como associação de reposição de nicotina, uso da drogas bupropiona ou vareniclina e abordagem cognitivo-comportamental.. Homens tabagistas devem ser avaliados clinicamente com rastreamento específico para as doenças mais prevalentes em fumantes.

Fonte: Dr. Márcio Cota




Como proteger a fertilidade masculina


Muitos homens não sabem que fumar, beber ou usar drogas, pode afetar sua fertilidade.
A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) acaba de lançar uma campanha de educação sobre o tema que explica como proteger suas possibilidades de ser pai.
Além dos danos que causam ao seu corpo e mente em geral com o uso de Esteróides (Anabolizantes), cigarro, maconha ou álcool, talvez você não saiba que sua capacidade para ter filhos pode ser seriamente afetada se esses hábitos não forem abandonados.
Eles podem afetar de maneira considerável sua função testicular, fazendo com que você produza espermatozóides com formas anormais, com menos mobilidade que o normal e inclusive podem fazer com que você tenha baixa produção de esperma.
Outra dica importante é que se você mantém relações sexuais sem prevenção pode estar “hipotecando” seu futuro.
As doenças sexualmente transmissíveis como a gonorréia, muitas vezes não apresentam sintomas e se não forem tratadas, podem deixar estéril. As recomendações são que nunca deixe de usar preservativos para prevenir o contágio destas doenças.
Um fator importante na fertilidade masculina é a temperatura. Se você tem o hábito de tomar banhos muito quentes, fazer hidromassagem com água bem quente, pode estar prejudicando sua capacidade reprodutiva, já que a exposição a altas temperaturas na área escrotal diminui a quantidade de espermatozóides.
Se usar roupas interiores apertadas, também poderá afetar a quantidade de esperma.
Os espertos em medicina reprodutiva aconselham pensar em sua fertilidade não só quando desejem ser pais, mas muito antes disso.
As coisas que faz ou deixa de fazer hoje podem afetar suas possibilidades de ser pai no futuro. A prevenção ainda é o melhor a fazer.

Fonte: Site Ultrassom

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