Conexão Lia Nagel

Pesquisar neste blog

Tradutor - Translate

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O preço da maturidade profissional



Na atual conjuntura do universo corporativo cada vez falamos mais em profissionais acima da média, de excelente performance e, o que mais interessa para discussão, muitos jovens.

Na busca por essa juventude, cresce o interesse que esse novo perfil de profissional venha pronto direto da teoria (faculdade) para a prática (mercado de trabalho). E em contrapartida a essas expectativas das empresas, vemos o que realmente o mercado oferece.


Os jovens de hoje vivenciam um novo ambiente mercadológico extremamente difícil, não pela crise ou pelo atual nível de globalização, mas por viverem em um cenário oposto ao de seus pais e em total mutação, o que traz a existência de uma nova característica que até pouco tempo não se comentava: a flexibilidade profissional.

Nesse novo cenário também é possível destacar direitos e obrigações que se contrapõem, no que diz respeito ao universo do mercado de trabalho atual. Nessas circunstâncias surge uma nova geração dividida entre responsabilidade e crescimento. O que interessa agora não é mais sua formação, sua experiência, não que isso seja pouco, mas na verdade o interesse está no profissional de alto desempenho, líder de líderes por natureza, e jovem o suficiente para construir uma carreira, e não mais uma simples profissão.

Hoje muita coisa mudou. Cada vez mais vemos uma nova geração cobrada, mais tecnologicamente avançada, tomando decisões que lhes influenciarão para o resto da vida, e a grande preocupação é a falta de preparação para esse cenário. Entretanto, fazendo um comparativo com épocas anteriores, é possível dizer que essa geração "virtualizada" vem quebrando um tabu muito forte com relação à instrução, pois o que antes era raro, como o curso superior, hoje já se tornou banal, já que uma parte dessa geração já entendeu que esse novo perfil profissional, ou melhor, esse novo modelo de profissional, é o "Sr. Atualização Contínua".

Com isso interessa-nos entender que tal mudança significa evolução: passamos da geração mão-de-obra para viver a era do capital intelectual, o qual não deixa espaço nem tempo para um crescimento vivencial, mas cobra a bagagem intelectual que se pode carregar. Embora isso pareça um preço muito caro a ser pago, vemos o retorno dessa ascendência evolutiva refletido no campo prático, nos altos salários, em uma auto valorização e no reconhecimento do mercado, o qual dispõe de incessante busca por essa categoria, agora tão apreciada e não mais dependente de uma única oportunidade.

Em síntese, o que cresce hoje, na verdade, é uma sociedade comodista. E isso não acontece porque o jovem é preguiçoso ou porque é desinteressado, mas ocorre em razão de um fator chamado "estilo de vida", já que seu conhecimento não é mais pautado nas experiências vivenciais e sim nos veículos de informação, o que gera um novo modelo de ser humano:
o pensador.

Fonte: SiteRH

Nenhum comentário:

Postar um comentário