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domingo, 25 de julho de 2010

Roer unhas: um péssimo hábito.


Roer as unhas é um hábito compulsivo também conhecido como onicofagia que se manifestam quando um indivíduo se encontra em situação de estresse, nervosismo, tédio ou de ansiedade, mordendo as unhas das mãos ou dos pés até que sangrem. O hábito de roer as unhas é iniciado a partir dos três anos de idade e se manifesta todas as vezes que a criança se depara com algo novo. A partir da adolescência, o hábito passa a ser mais compulsivo, pois nessa fase ocorre maior incidência de nervosismo e ansiedade nos mesmos. Tal hábito, apesar de existir como forma de descarregar a ansiedade existente, pode provocar prejuízos à saúde corporal.

Segundo especialistas, roer unhas traz conseqüências sérias como deformidade e até mesmo a destruição definitiva das unhas, pois caso ocorra algum grande dano na matri da unha, ela não pode se recuperar mais, mesmo que a pessoa deixe de roaê-la. Há também o problema de infecções bacterianas e virais que podem prejudicar a área do contorno da boca, dos dedos e as cutículas. Os dedos ao serem levados à boca transportam germes, vírus, fungos e bactérias que se localizam abaixo da unha que podem provocar algum tipo de dano à saúde e ainda provocar má oclusão dos dentes.

A constante busca por roer as unhas desgasta o esmalte dos dentes fragilizando-os em relação a cáries. Apesar de trazer complicações, o hábito acaba com a beleza das unhas e conseqüentemente das mãos. Infelizmente para os roedores de unha, o hábito de roer unha pode fazer mal ao aparelho digestório da pessoa, sendo que as bactérias podem causar infecções na garganta e nada ao estômago e ao intestino, por exemplo.

Muitas pessoas acham que o ato de roer unhas é similar ao vício de fumar, beber, comer demais e por isso passa a ser diagnosticado como uma espécie de compulsão, por isso geralmente quem tem esse hábito é compulsivo e tem problema de ansiedade. Para parar de roer unhas é necessária muita disciplina e força de vontade, pois é necessário ficar constantemente atento para não levar as mãos na boca e se deixar cair na tentação incondicionalmente, afinal é um hábito difícil de ser controlado e muitas vezes nem percebemos que estamos com a mão na boca e estamos roendo unha e quando nos damos conta já roemos e destruímos a unha, causando ferimentos e inflamações. Na maioria das vezes roermos as unhas funciona como uma espécie de alívio quando sentimos ansiedade e insegurança.

Por ser um hábito compulsivo de ordem emocional, existem tratamentos para que o indivíduo perca tal hábito, como terapia comportamental que auxilia na reversão do hábito com técnicas para desacostumar o indivíduo a levar a mão ou o pé até a boca, medicamentos como antidepressivos, antipsicóticos e ainda complexo B, técnicas de relaxamento, exercícios físicos e respiratórios e ainda terapias de aversão ao hábito que utiliza substância de gosto ruim sobre as unhas, a substituição das unhas por algum outro objeto ou substância.

Por outro lado, especialistas contestam esses tipos de ‘remédios’, ou melhor, esmaltes com gosto ou/e receitas caseiras para afastar a unha da boca, sendo que os métodos caseiros nem sempre funcionam, pois causam apenas aumento da ansiedade do indivíduo. Eles acreditam que quando não é utilizado o esmalte, por exemplo, a pessoa pode buscar outra forma de aliviar a ansiedade correndo o risco de comer mais, ingerir diversos calmantes, jogar e até mesmo beber em excesso.

Algumas dicas:

Procure sempre manter as mãos ocupadas na maioria do tempo; Utilize cosméticos que deixam as unhas amargas; Procure fazer sessões com um psicólogo para diminuir a ansiedade; Não deixe as unhas sem esmalte; passar óleo de oliva ou óleo secante para esmaltes, pois eles amolecem as unhas e deixa difícil roer as mesmas; Usar unhas postiças ou de porcelana; Deixar as unhas sempre limpas, com as cutículas feitas, bem aparadas e com o uso de base constantemente.

Para a cura é necessário que a pessoa tenha muita força de vontade, calma e paciência para conseguir vencer os impulsos de roer as unhas. Vá a manicure com frequência ou você mesma poderá fazê-las em casa, outra dica bem legal que acaba dando certo é pedir ajuda para seus amigos e familiares, assim que verem você roendo peça para eles ficarem de olho em você e não deixar. E é claro que o primeiro passo é a força de vontade, tendo que focar o seu objetivo de parar de roer as unhas.


Opinião de uma especialista:


Dermatologista e psicoterapeuta ensinam como parar de roer as unhas

Mais de um hábito constrangedor, roer as unhas é um vício. Quando percebe, você já levou as mãos à boca e está fazendo dos dentes uma serrilha. As unhas são mastigadas com força e insistência. A pele em volta segue devorada, enquanto os dedos sofrem a pressão até não suportarem, respondendo com nesgas de sangue que vazam entre as cutículas estraçalhadas e até deixam vestígios nos lábios. Esse é o momento de parar, afirma a psicoterapeuta Maura de Albanesi, pós-graduada em terapia corporal. Os pacientes viciados em roer unhas só dão sossego às mãos quando elas sangram. Mas isso dura pouco: é só o tempo de finalizar a cicatrização para o ciclo recomeçar. .

Ansiedade, angústia, falta de segurança e muita timidez são os sentimentos associados ao problema que, aliás, não precisa de terapia para ser corrigido.

Segundo Maura, a força de vontade vale muito mais. Até hoje, nenhum paciente me procurou interessado em parar de roer as unhas, isso aparece como algo residual, como um sintoma de outras situações, diz. Na maioria dos casos, o hábito começa na infância. Principalmente em famílias onde os adultos não dão muito espaço para elas manifestem suas próprias opiniões ou digam o que querem, afirma o dermatologista Marcelo Bellini, professor da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Estética.

Em longo prazo, roer as unhas e puxar com a boca a pele da cutícula causa a chamada paroníquia crônica (infecção da pele ao redor das unhas, caracterizada por inchaço, vermelhidão e aumento da sensibilidade). A doença interfere no formato das unhas e até comprometer o seu crescimento, porque é debaixo da cutícula onde está a matriz da unha, ou seja, onde ela é gerada. Então, se a aparência desleixada das mãos é o que anda incomodando, o jeito é assumir isso e identificar as situações em que os dedos quase pedem para encontrar os dentes. As unhas são nossas garras, quem rói está, literalmente, comendo a própria agressividade. É um indivíduo que tem medo de se expor e precisa aprender a conduzir esta energia mais forte, em vez de triturá-la, afirma a psicoterapeuta.

De acordo com ela, essas pessoas precisam descobrir que tipo de atitude leva à auto-repressão. O próprio gesto de levar a mão até a boca lembra uma criança indefesa, acuada. No ambiente profissional, essa postura pode ser extremamente nociva se for interpretada como falta de assertividade. Pintar as unhas de vermelho, no caso das mulheres, ou manter um chiclete na boca podem até servir como paliativos. Muitas pacientes também experimentam as unhas postiças na fase em que buscam conquistar mais segurança, porque a maioria rói até o esmalte, afirma o dermatologista.

Mas, dificilmente, essas atitudes resolvem o problema. A solução é mesmo criar segurança para se expor. Você pode, inclusive, manter um bloco de anotações no bolso para escrever a hora e a situação em que teve vontade de roer as unhas. Isso ajuda a identificar onde estão seus focos de ansiedade, dando pistas de como aliviar esse sentimento.


Fonte: Sitemedico, Educare, BrasilEscola

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