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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mulheres sofrem mais de enxaqueca que os homens


Estudo brasileiro comprova o que a gente já percebe no dia a dia. Entre os motivos está a sobrecarga que as mulheres têm para conciliar a rotina de trabalho, filhos e casa

Está comprovado: mulheres sofrem mais com enxaqueca que os homens. Esse foi um dos resultados do primeiro estudo epidemiológico brasileiro sobre enxaqueca realizado por sete instituições do país* e publicado na revista científica americana Cephalalgia.


A pesquisa, que contou com 3.848 participantes de 27 Estados, revelou ainda que entre 30 e 39 anos o problema é mais
prevalente. “A mulher, além do fator hormonal, tem uma sobrecarga emocional grande, ao conciliar trabalho, filhos
e casa. E essa faixa etária é bem o momento que hoje a mulher vive as fases reprodutiva e produtiva”, diz Mario Peres, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos autores do estudo.

Isso comprova que, apesar do componente hereditário dessa doença
crônica, hábitos na rotina, como
sono, alimentação, e fatores comportamentais, tais como estresse, ansiedade ou autocobrança exagerada, têm um papel fundamental para o aparecimento das crises de dor de cabeça.

A enxaqueca
caracteriza-se por uma dor que pulsa ou lateja - de intensidade moderada a forte -- e que pode acometer partes da cabeça. Ela pode vir acompanhada de enjôos e incômodo com luz e barulho. “Em 20% dos casos, pode haver uma alteração visual em função do problema, chamada aura -- pontos luminosos e escuros, linhas em ziguezagues na visão, com duração de 5 a 60 minutos, que podem anteceder ou acompanhar a dor”, afirma Peres.


Um dado da pesquisa revelou que pessoas que fazem
atividades físicas
têm menos episódios de enxaqueca se comparadas com as que não praticam exercícios. “Há diversas recomendações para amenizar a enxaqueca, como relaxamentos, dieta equilibrada, psicoterapia”, diz Peres. O especialista ressalta ainda que o uso de analgésico por conta própria pode agravar o problema. O melhor é fazer um tratamento de prevenção para evitar prejuízos no dia a dia.

No Brasil, a prevalência da enxaqueca é de 15,2%, enquanto nos Estados Unidos esse índice varia entre 11,7% e 12,6%. Ainda segundo o estudo, não foi encontrada relação
significativa entre o problema e estado civil, trabalho e índice de massa corporal.

* Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de São Paulo, Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Universidade Federal do Paraná, Hospital Moinhos de Vento (RS), Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP) e Universidade Federal Fluminense (RJ)

Fonte: Ana Paula Pontes


Andar de bicicleta pode aliviar a enxaqueca

Se você precisa de mais uma razão para adotar a bicicleta, saiba que a prática pode ajudar contra fortes dores de cabeça. Quem diz são pesquisadores de um centro de estudos da dor de cabeça na Suécia

Mais um motivo para adotar a bicicleta no dia a dia da sua família. Se você ou alguém da sua casa sofre de enxaqueca, a prática pode ser uma solução para aliviar o problema. É o que dizem pesquisadores do Cephalea Headache Centre de Gotemburgo, na Suécia. Portanto, se você acha que o incômodo o impede de fazer exercícios, saiba que a indicação é justamente o contrário: seja nas ruas ou em uma bicicleta ergométrica, a prática pode ajudar a aliviar as dores.


No estudo, que foi publicado no jornal científico Headache, 20 pessoas que sofriam de fortes dores de cabeça participaram de um programa especial de exercícios três vezes por semana, durante três meses. Apenas um participante teve ataques de enxaqueca durante esse período. Segundo o neurologista Mattias Linde, um dos responsáveis pelo estudo, o resultado mostra que o risco de uma pessoa sofrer com o problema devido aos exercícios físicos é muito pequeno - ao contrário do que muitos imaginam. A próxima etapa dos pesquisadores é avaliar se andar de bicicleta pode realmente ser usada como preventivo à enxaqueca.

Fonte: Simone Tinti


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