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terça-feira, 9 de maio de 2017

Ser Mãe solteira (republicação)



Quando uma mulher resolve ter um filho, mesmo não sendo casada, é preciso estar atenta ao desenvolvimento da criança. Mesmo que seja o tio, o avô ou até mesmo o terapeuta, é preciso que alguém faça o papel de pai.
Hoje em dia, mais de 40 anos depois da revolução feminista, cresceram as opções para mulheres solteiras que desejam ter filhos. Aquelas que já têm estabilidade profissional, financeira, e chegaram a uma idade limite – entre 35 e 40 anos –, mas estão sós, sem marido, parceiro ou namorado, optam por assumir uma gravidez acidental, adotam uma criança ou simplesmente entram numa clínica de fertilização e recorrem a doadores anônimos de sêmen. No entanto, é preciso que elas estejam atentas ao desenvolvimento dos filhos. Para que eles cresçam de maneira saudável, precisam da figura materna e da paterna onde os papéis feminino e masculino sejam bem definidos.
No caso da produção independente, alguém terá de fazer o papel paterno. "Nem que seja o avô, o tio ou o terapeuta", diz a psicanalista Regina Maria Rahmi Regina. A experiência de muitas mulheres vem mostrando que, em razão de um desejo genuíno de ser mãe, as dificuldades são superadas e elas se sentem realizadas.


Mãe solteira, sim, mas por escolha



A ausência de um marido ou parceiro deixou de ser impedimento para as mulheres que desejam ter filhos. Um número cada vez maior de brasileiras opta por, sozinhas, assumir uma gravidez acidental, adotar uma criança ou recorrer a um banco de sêmen para realizar o sonho

Escolher ser mãe, mesmo que solteira, é um fenômeno crescente em todo o mundo. Nos Estados Unidos, ele chamou a atenção da socióloga Rosanna Hertz e resultou no livro, Single by Chance, Mothers by Choice, algo como Solteiras por Acaso, Mães por Opção. No Brasil, não existem estudos específicos sobre a mulher que decide encarar a chamada produção independente. As estatísticas que tratam de mães solteiras em geral e surpreendem: números de um estudo do Ibope Mídia, há dois anos, sobre mães contemporâneas, apontaram que um terço das mães brasileiras não viviam com companheiros nem eram casadas.
Os motivos que levam as mulheres a esse caminho variam, mas, assim como quase tudo o que está em transformação no universo feminino, têm forte influência do crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho, de sua busca por realização pessoal e profissional. Elas estão se preocupando com a maternidade cada vez mais tarde, porque dão prioridade à carreira e à independência financeira. Só quando o relógio biológico faz o alerta, decidem pensar seriamente no assunto. Em muitos casos, é nesse momento que percebem não ter com quem dividir esse sonho.

Fonte: RevistaCrescer

Mulheres, mães e solteiras por opção

Vivemos em uma sociedade dominada pelas mães, diz sociólogo.
A médica sanitarista María Caputo tinha 39 anos quando decidiu ter um filho. A idéia foi planejada e, dois anos depois, nasceu Leonardo, hoje com oito anos. O fato é que, diferente da maioria das mães, o projeto da médica incluía continuar solteira e criar o filho sozinha. “Quando conheci o pai do Leo, quis ter um filho, mas não casar”, conta. Entre os motivos que levou à decisão está o convívio a dois. “Acho que a convivência tem seu preço. É preciso aprender a compartilhar muito, negociar muito e eu nunca pensei em dividir a vida com ninguém”, justifica.
Para María, evitar a convivência não foi um problema. O pai de Leonardo é estrangeiro e mora fora do país. “Ele me deu um filho, mesmo sabendo que eu não viveria com ele. Mas eles mantêm contato regularmente”, diz. A história da médica não é exceção. De acordo com a psicóloga Marinella Kruschewsky, a mulher moderna se sente mais segura para assumir tal responsabilidade. “Ao longo do tempo, houve uma mudança significativa no comportamento e no papel que a mulher construiu. Antes ela era educada para ser prendada, hoje, é para se profissionalizar, e isso traz uma possibilidade de independência em relação à parte financeira e afetiva”, explica.
A independência financeira, segundo Marinella, mudou a relação da mulher com o casamento. A antiga necessidade de casar, já que o homem era o único provedor da família, cedeu espaço à vontade. Vontade esta que nunca fez parte da vida de María. “Eu me sentia capaz e com segurança para cuidar do meu filho”, explica. Apesar da situação diferente, já que a gravidez foi inesperada, foi esta também a decisão tomada pela produtora carioca, Luiza Pimenta, 26, ao descobrir que esperava um filho do ex-namorado. Ela tinha 19 anos na época.
Quando soube da gravidez, o pai do filho de Luiza lhe pediu em casamento. A proposta foi recusada de imediato, porque ela teria de morar em uma comunidade alternativa, onde ele vivia, e abrir mão de outros projetos, como trabalhar e estudar. “Casar para que? Eu ia ficar lá no meio do mato, cozinhando, tomando conta de casa”. O que ela não imaginou, entretanto, foram as dificuldades que enfrentaria. “Eu era muito nova, mas fui uma grávida feliz. Mas quando ele nasceu, as coisas começaram a complicar. Eu chorava muito sem saber o que fazer com aquela criança”, conta Luiza.
APOIO FAMILIAR - Enquanto para María foi fácil abrir mão de alguns desejos devido à experiência de vida e ao planejamento prévio, para Luiza, o nascimento do filho trouxe uma série de dificuldades. “Fiquei um mês sem sair de casa. Chorava, pensando que aquela não era a minha vida, que eu era muito nova”, desabafa. Passado o “susto” e com o apoio da família, a tarefa foi se tornando mais simples. “Minha mãe me ajudou muito”, reconhece. Hoje, ela mora com a mãe e o filho, Pedro Sol, de 6 anos, em Salvador.
O apoio da família também foi fundamental para María. Como sai de casa para trabalhar pela manhã e só volta à noite, ter sua mãe em casa cuidando de Leonardo é um alívio. “Me sinto mais segura sabendo que minha mãe está com ele. E quando estou livre, estou com ele. Todo o meu tempo livre é dele”, diz. Segundo a psicóloga Marinella, as mulheres acumulam diversos papéis hoje em dia, como mãe, esposa, profissional e dona-de-casa, o que gera uma sobrecarga de funções. “Algumas mulheres se sentem culpadas por estar longe dos filhos. Por outro lado, percebo que o homem se aproxima mais da educação da criança e se envolve mais nas tarefas domésticas. A gente observa hoje essa inversão de papéis”, conta.
SOLTEIRA E FELIZ – “É melhor estar junto e infeliz e criar um filho em meio a brigas ou estar solteira e a criança crescer em um ambiente saudável?”. A questão levantada pela jovem Maria de Lourdes Neta, de 24 anos, foi o que a fez optar por educar o filho Cauã dos Santos, de 5 anos, sozinha. Também mãe solteira por opção, Lourdes rejeitou uma proposta de casamento pensando no que seria melhor para a criança. “Já é difícil com a presença do pai, imagina sem ele? Mas crio o meu filho com muito amor”, diz.
Cauã mora com a mãe e a avó e tem a presença constante dos tios, irmãos mais velhos de Lourdes. Quando tinha três anos, quis conhecer o pai. “Depois do primeiro contato, ele não perguntou mais”, conta a mãe. Segundo a psicóloga infantil, Tânia Duplatt, a figura do pai é importante para o desenvolvimento da criança, mas pode ser substituída simbolicamente por um irmão, avô, ou outra presença masculina. Entretanto, Tânia admite que muitas mães têm sucesso na criação de seus filhos independente da figura paterna. Apesar das dificuldades, Lourdes não se arrepende da decisão. “Não mudaria minha escolha, porque vejo a evolução do meu filho. Cauã não perdeu nada e amor ele tem de sobra”, diz Lourdes.

Fonte: A TARDE On Line

Hoje ser uma mãe solteira não é mais motivo de vergonha, mas de orgulho para muitas mulheres no Brasil e no mundo. Mulheres de várias idades conquistaram a liberdade de poder criar seus filhos sem ter apoio, principalmente financeiro, de um pai. E você, é ou conhece uma mãe solteira? Não se esqueça de dizer de onde está falando.
Homenageando as mães solteiras
Seu bebê nasceu, e você sente venturosa como toda mãe, claro.
Esse é o acontecimento da maior importância.
É a realização de seu mais caro sonho.
Sei que no fundo do coração, a alegria é o sentimento maior,
mas há também os momentos de incerteza, e o medo as vezes,
faz você temer o futuro, não importa como, o que quer,
é que esta criança cresça feliz.
Ser mãe solteira traz mesmo insegurança, pois não tem
com quem dividir as responsabilidades, mas para você,
é só mais um desafio que tirará de letra.
Tal a sua coragem e disposição para transpor obstáculos,
e o incentivo maior, é essa criança, que o Senhor coloca
em seus braços.
Acredite em você, acredite na providência divina,
porque jamais estará só.
Vivam em paz e sejam muito felizes!
OTIMISMO PARA AS MÃES SOLTEIRAS:
Você vive momentos de encantamento, de repente
a vida ganha novos rumos, e em seu coração, a alegria
de tornar-se mãe, se divide com a preocupação
de como será o amanhã.
Realmente não é fácil, exige um jogo de cintura extra,
pois a rotina muda completamente. Fazendo com que
você modifique totalmente seu modo de ser,
e até mesmo de pensar.
De uma coisa você pode ter certeza, essa criança só vem
para acrescentar coisas positivas a sua vida, e o saldo
de tudo o que vier, dará uma soma de alegria e realização.
Nenhuma mulher se sente completamente,
se não for mãe. Portanto, não se sinta constrangida,
você é digna como qualquer pessoa.
E se Deus enviou-lhe esse bebê, é porque
Ele sabe que você é capaz de conduzí-lo
com amor semelhante ao Dele.
Viva esse momento que é todo seu,
com a felicidade que você merece.
Fonte: Happy Hour/GNT

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