Conexão Lia Nagel

Pesquisar neste blog

Tradutor - Translate

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Homem Adulto - Cuidados essenciais com a saúde


Homem adulto
Alguns autores classificam o homem adulto a partir dos 22 até os 60 anos.
As doenças masculinas são inúmeras e não se restringem apenas ao câncer de próstata. Muito mais comum é a hiperplasia benigna da próstata (HBP).
Após os 40 anos é normal a próstata aumentar de tamanho o que pode comprimir a uretra, que passa por dentro da próstata, causando dificuldades para urinar. Controlar o seu tamanho é fundamental. A infertilidade e as disfunções eréteis também começam a ser percebidas nessa faixa de idade. Outro problema é o calculo renal, muito mais comum nos homens que nas mulheres.
No Brasil é preciso alertar para outro problema: o câncer de pênis. A doença causada por falta de higiene e DSTs tem índices elevados nas regiões Norte e Nordeste.
Quais são as principais doenças urológicas que podem acometer os homens adultos?
Uma infinidade de doenças urológicas pode acometer o homem adulto. Essas doenças podem ser benignas ou malignas (câncer). Dentre as doenças benignas, podemos ressaltar as doenças sexualmente transmissíveis, infertilidade, disfunções sexuais, prostatite, litíase urinária (cálculos ou pedras) e hiperplasia de próstata. As doenças malignas são sempre importantes e podemos listar câncer de próstata, câncer de bexiga, câncer de rim, câncer de testículo e, no Brasil, o câncer de pênis.
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são extremamente comuns e afetam principalmente adolescentes e adultos jovens. As DSTs mais frequentes são HPV (vírus papiloma humano) e HSV (vírus herpes simples), que causam lesões genitais cutâneas (verrugas genitais e vesículas ou bolhas). Outras DSTs comuns são causadas por micro-organismos como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhea (gonococo), que causam uretrites (secreção uretral purulenta).
Infertilidade acomete cerca de 15% dos casais e em metade dos casos de casais inférteis existe um fator masculino que contribui para a dificuldade de concepção.
Disfunções sexuais compreendem dificuldades de ereção e alterações da ejaculação, sendo a mais comum a ejaculação precoce. Problemas de ereção aumentam com a idade, especialmente pelo aparecimento de doenças sistêmicas como hipertensão, diabete e doenças cardiovasculares, além de há bitos nocivos como tabagismo e sedentarismo. Ejaculação precoce é outra condição masculina comum. Suas causas não são bem conhecidas, mas envolvem fatores psicogênicos e orgânicos.
Prostatite (inflamação ou infecção da próstata) é doença que atinge 2 a 10% dos homens e é causa comum de consulta urológica. Fatores inflamatórios, imunológicos, neuropáticos e infecciosos são implicados como responsáveis pela constelação de sintomas que caracterizam o problema.
Litíase urinária (cálculos ou pedras) afeta preponderantemente adultos jovens e os homens são de duas a três vezes mais afetados que as mulheres. A cólica renal, causada por cálculos que obstruem a passagem da urina, é uma das causas mais frequentes de atendimento em emergências hospitalares.
Hiperplasia de próstata afeta praticamente todos os homens a partir da 40ª década de vida. Ela é causada pelo envelhecimento e pela presença do hormônio masculino: a testosterona. O aumento do volume prostático determina dificuldade à passagem de urina pela uretra, o que causa sintomas como dificuldade miccional, jato fraco, sensação de esvaziamento incompleto, aumento do número de micções e esforço para urinar.
Câncer de próstata é o tumor maligno mais frequente do homem. Um em cada seis homens vai apresentá-lo. Sua origem também se deve ao envelhecimento e à presença de testosterona, mas fatores dietéticos também estão envolvidos. Aqueles homens que apresentam a doença em faixas etárias mais jovens possuem tumores em geral mais agressivos e necessitam de tratamento também mais agressivo. Os tumores que aparecem acima dos 70 a 75 anos têm, em geral, comportamento mais indolente. A revisão urológica anual, recomendada para os homens a partir dos 45 anos, permite que se diagnostique precocemente este tumor, o que aumenta suas chances de cura.
Câncer de bexiga é o segundo tumor urológico maligno mais comum. Sua manifestação mais frequente é sangue na urina (visível a olho nu ou detectado em exame de urina). O principal fator de risco para o desenvolvimento deste tumor é o tabagismo.
Câncer de rim é o terceiro tumor urológico mais frequente e sua incidência vem aumentando nas últimas décadas. Comparado a outros tumores urológicos, é o mais letal dentre eles, já que quase 40% dos indivíduos que o apresentam vão morrer em decorrência do mesmo. é mais comum em homens do que em mulheres e é diagnosticado mais frequentemente após os 50 anos de idade. Atualmente, com o uso frequente de ultrassonografias abdominais, há uma tendência a se diagnosticar estes tumores em estágios mais precoces, o que melhora os índices de cura.
Câncer de testículo é uma doença rara, entretanto, é o tumor maligno mais frequente em homens dos 15 aos 35 anos de idade, daí sua importância, já que afeta uma população em pleno potencial de reprodução e de atividade. Além disso, os índices de cura com o tratamento cirúrgico e quimioterápico são extremamente altos, especialmente quando diagnosticados em estágios iniciais.
Câncer de pênis é um tumor raro. No entanto, em certas regiões do Brasil, é um tumor de alta frequência. Sua ocorrência está associada a fatores higiênicos, como a dificuldade de limpeza do pênis pela presença do prepúcio, e infecciosos, como a infecção por HPV. é um câncer que se pode prevenir, portanto, com medidas simples como a postectomia (circuncisão) e higiene adequada.
Quais cuidados preventivos o homem adulto deve tomar para não desenvolver esses problemas?
Cada uma das doenças citadas acima tem características específicas e nem todas são passíveis de prevenção. Algumas medidas de ordem geral podem ser recomendadas para um estilo saudável de vida.
Dieta com baixo consumo de sal e proteínas, e alta ingestão de líquidos é útil para a prevenção de cálculos urinários. A dieta mediterrânea, caracterizada pelo consumo de vegetais e frutas, óleos vegetais, carnes magras, grãos castanhas, e baixos n veias de gordura e açúcar, é útil para evitar doenças sistêmicas, como obesidade, hipertensão, diabete melito e dislipidemia, o que pode diminuir as probabilidades de disfunção erétil. O uso desta dieta na prevenção do câncer de próstata é especulativo ainda, mas pode ser recomendada como medida geral de saúde.
Um estilo de vida saudável também inclui a prática de atividades físicas e interrupção do tabagismo, este último associado à disfunção erétil e vários tipos de câncer, especialmente o de bexiga.
O uso de preservativos e seleção criteriosa de parceiras sexuais comprovadamente diminui a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
Visita regular ao urologista a partir dos 45 anos de idade também pode ser incluída como uma medida saudável para a detecção precoce de câncer de próstata.
Fala-se muito do câncer de próstata e pouco da HBP. é possível prevenir a HBP? Ela pode trazer consequências se não for tratada?
Hiperplasia benigna de próstata (HBP) é uma doença que acomete praticamente todos os homens a partir de uma determinada idade. O processo se inicia da 3a a 4adé cada de vida e, com o aumento progressivo do volume da glândula, sintomas urinários podem aparecer, já que a próstata se situa em torno da uretra. Não há maneira de prevenir este aumento, exceto com a supressão do hormônio masculino testosterona. Como a supressão deste hormônio pode trazer consequências adversas, este não é um tratamento utilizado. A indicação de tratamento depende do quanto o paciente é incomodado pelos sintomas urinários. Nos pacientes com incômodo significativo, medicações que inibem a ação da testosterona na próstata podem interromper o crescimento prostático e mesmo diminuir o tamanho da glândula. Uma vantagem adicional deste tratamento é que a probabilidade de desenvolvimento de câncer de próstata também é diminuída. As consequências da HBP progressiva não tratada são piora dos sintomas miccionais, infecção urinária, formação de cálculos vesicais, piora da função renal e retenção urinária.
O cálculo renal atinge mais homens que mulheres. Por quê? É possível prevení-lo? Quais seriam seus tratamentos?
Apesar de cálculos urinários afetarem mais homens que mulheres, observa-se uma tendência de aumento nos casos em mulheres. Os cálculos são formados devido ao aumento da concentração de certas substâncias na urina. Uma medida básica e genérica de prevenção é o aumento da ingestão de líquidos, o que tende a diluir a urina e diminuir as concentrações destas substâncias. Os cálculos mais frequentemente encontrados são formados por cálcio, e uma dieta com pouco sal e pouca proteína diminui a excreção urinária de cálcio, o que também constitui uma medida preventiva. Dieta pobre em proteína também diminui a excreção de ácido úrico na urina, uma causa também importante de cálculos. Para se realizar um tratamento adequado, deve-se fazer uma avaliação metabólica para identificar a anormalidade que leva à formação dos cálculos. Tratamentos específicos direcionados à anormalidade identificada diminuem a chance de se apresentar novos episódios de cálculos.

O cálculo renal se desenvolve mais em qual faixa etária?
A faixa etária mais atingida por cálculos renais é aquela da 4a a 6a décadas de vida.

Muitos homens tem disfunção erétil, mas preferem não acreditar. Quais são os primeiros sinais de que ele precisa procurar um médico?
Por constrangimento, embaraço ou preconceito, muitos homens com disfunção erétil relutam em procurar assistência. Felizmente, este estado de coisas parece estar mudando. Com a veiculação de informações pela imprensa leiga e maior conhecimento por parte do paciente, verifica-se uma saudável tendência a discutir problemas sexuais abertamente com o médico. O especialista mais preparado para isso é o urologista. Disfunção erétil aumenta progressivamente com a idade, tanto pelo próprio processo de senilidade como pelo aparecimento concomitante de outras doenças que afetam a ereção. Diabete melito, hipertensão arterial, doenças neurológicas, dislipidemias e doenças cardiovasculares são exemplos de doenças comuns do idoso que afetam também sua capacidade erétil. Muitos destes fatores são componentes da chamada síndrome metabólica, que constitui fator de risco importante para doença cardiovascular. Além disso, alguns medicamentos utilizados para essas doenças também afetam a ereção. Sintomas de disfunção erétil, como dificuldade de obter ou manter a ereção, podem por sua vez representar manifestações iniciais de doenças sistêmicas, especialmente cardiovasculares. Pacientes com estes sintomas devem ser rastreados para doenças cardiovasculares. Portanto, o aparecimento de qualquer sintoma relacionado à função sexual deve levar o paciente a procurar o urologista.
Quais são as consequências da auto-medicação para disfunção erétil?
Atualmente, dispõe-se de uma gama eficaz de medicações para melhorar a qualidade da ereção. Tais medicações são muitas vezes utilizadas sem o devido acompanhamento médico. Eventualmente, a causa da disfunção erétil pode ser identificada e tratamento específico pode ser instituído. Como citado anteriormente, sintomas de dificuldade erétil podem ser manifestações iniciais de doenças sistêmicas sé ias. Sendo assim, deve-se investigar a presença destas doenças antes de se iniciar tratamento.
É possível com o avançar da idade o homem desenvolver ejaculação precoce? O que ele deve fazer?
Ejaculação precoce pode ser primária (aquela que ocorre desde o início da vida sexual) ou secundária (aquela que inicia após um período de função ejaculatória normal). Os casos de ejaculação precoce secundária são frequentemente manifestação inicial de disfunção erétil. O manejo, portanto, consiste na identificação e tratamento da causa do problema de ereção. O urologista é o especialista indicado para promover a investigação e indicar o tratamento apropriado.
Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia

Nenhum comentário:

Postar um comentário