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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

As mulheres são as que mais poupam para garantir o futuro dos filhos

Cada vez mais, as mulheres enxergam os planos de previdência privada como alternativa para guardar dinheiro e garantir os projetos dos filhos, como a faculdade ou o intercâmbio.

Victor mal começou a balbuciar as primeiras palavras e não sabe se quando crescer vai querer ser bombeiro ou super-herói, mas seus pais já se organizaram para garantir o pagamento da faculdade no futuro. O menino tem um plano de previdência privada feito pela mãe, Joelia Stolze. A esteticista, que mora em Campinas (SP), investe R$ 70 por mês para ter tranquilidade lá na frente. “Independentemente do curso que ele escolher, não precisaremos reduzir despesas”, explica Joelia, que já fez um plano para ela e agora optou por fazer outro para o filho.

As previdências feitas para crianças e adolescentes até 18 anos ainda representam uma pequena fatia do mercado – 9%, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida –, mas vêm crescendo ano após ano e mostrando uma nova tendência: cada vez mais mulheres são responsáveis por elas. Na Brasilprev, uma das maiores empresas de previdência do país, por exemplo, 42,4% dos clientes são mulheres. Dos planos contratados por elas em 2008, 14,2%têm como beneficiário (pessoa a quem o plano se destina) um filho, neto ou afilhado – entre os homens o índice é de 11,3%. Um ano antes, só 3,9% das mulheres faziam planos para crianças.

A iniciativa de Joelia é um exemplo de que o brasileiro passou a ver a previdência privada como forma de garantir projetos futuros, seja um intercâmbio, um carro, seja uma faculdade. E as empresas já perceberam isso. Na Brasilprev, o número de resgates é maior quando o beneficiário tem entre 17 e 20 anos. Para José Roberto Savoia, professor de finanças da Faculdade de Economia e Administração da USP, esses planos são uma forma moderna de guardar recursos. “Numa sequência histórica, os pais proviam um pedaço de terra. Depois, com a urbanização, uma casa. Nos anos 1970 foi a vez da caderneta de poupança e, depois de 2000, a previdência privada, que conquistou clientes porque as empresas criaram planos mais simples do que aqueles que existiam até então. Alguns agregam também vantagens, como o seguro-educação, e, por isso, acabam despertando o interesse dos pais.”

O que Savoia ainda não tem claro é o motivo pelo qual as mães – e não os pais – têm feito os planos para os filhos. Para a Brasilprev, uma das hipóteses é que as mulheres, em geral, se preocupam mais com o futuro das crianças do que os homens. Além disso, segundo o IBGE, há mais mulheres chefiando as famílias (e, assim, cuidando do dinheiro) no Brasil. Se você gostou da ideia de fazer um plano para seus filhos, saiba que é preciso paciência e muita atenção na hora de escolher um. Verifique, por exemplo, se você poderá aumentar ou diminuir o valor das contribuições se houver necessidade. Veja também se é possível suspender as parcelas e retirar o dinheiro antes. É necessário, ainda, escolher um plano que respeite seu perfil. Se você não gosta de correr riscos, opte por um de renda fixa, menos sujeito às incertezas do mercado. Será que Joelia se sentiu insegura ao fazer um plano em longo prazo? “Meu medo é que, daqui a 20 anos, não tenha dinheiro para pagar os estudos de meu filho.” Palavra de mãe precavida.


Fonte: Nathalia Molina

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